Elisabete da Cunha, professora na Universidade da Austrália Ocidental e investigadora em Astrofísica – © University of Western Australia (UWA) Uma das marcas mais distintivas das comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo é a sua reconhecida vocação empreendedora. Ao longo de décadas, inúmeros compatriotas têm afirmado percursos de sucesso, criando empresas sólidas e desempenhando funções de relevo nos planos cultural, social, económico, político e científico. Neste último domínio, e numa época em que o mundo se encontra cada vez mais interligado e dependente do conhecimento tecnológico, a diáspora científica portuguesa — constituída, em larga medida, por profissionais altamente qualificados — é hoje amplamente reconhecida como uma mais-valia para o desenvolvimento dos países de acolhimento. Simultaneamente, afirma-se como um ativo estratégico na transferência de conhecimento, na promoção internacional de Portugal e na afirmação de uma ciência sem fronte...