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SABIA QUE ORMUZ FOI UMA PRAÇA MILITAR PORTUGUESA?

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  A tomada de Ormuz pelos portugueses, liderada por Afonso de Albuquerque, consolidou-se em 1515 após uma tentativa inicial em 1507, estabelecendo um ponto estratégico crucial no Golfo Pérsico para controlar o comércio de especiarias entre a Índia e a Europa . A fortaleza construída garantiu o domínio português na região até 1622 . O objetivo, traçado por D. Manuel I, era bloquear as rotas de comércio muçulmanas, nomeadamente a do Golfo Pérsico, para assegurar o monopólio português no Oceano Índico. Afonso de Albuquerque chegou à ilha em setembro de 1507, destruindo a frota local e obrigando o rei de Ormuz a aceitar a vassalagem e a construção de uma fortaleza. Após a retirada inicial de 1508 devido a revoltas internas, Afonso de Albuquerque regressou com uma armada mais forte em 1515, tomando definitivamente o controle da cidade e concluindo o Forte de Nossa Senhora da Conceição. Ormuz transformou-se num dos pilares do Estado Português da Índia, gerando enormes receitas e ...

O ZOROASTRISMO E A SUA INFLUÊNCIA NO JUDAÍSMO E NO CRISTIANISMO - CRÓNICA DE NUNO MIRANDA

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  O zoroastrismo é a religião monoteísta viva mais antiga (apareceu entre 1550 AEC e 1200 AEC, numa altura em que o judaísmo tinha um caráter muito politeísta) e influenciou muito o islamismo (em especial o xiita), o judaísmo e o cristianismo. Dele provém por exemplo o conceito de paraíso (pairidaeza) e influenciou muito a religião judaica, durante o exílio na Mesopotâmia como por exemplo a proibição da adoração de imagens sagradas (todo o texto de Isaías na Bíblia é de raiz zoroastriana),o monoteísmo rigoroso (até então o judaísmo era confusamente politeísta) e o puritanismo austero (a purificação dos judeus apregoada por Esdras ter-se-á dado a partir da Pérsia) uma vez que o zoroastrismo era a religião oficial do império persa, sendo o imperador persa Ciro II visto como o “Messias de Jeová” ou o “ungido de Jeová”. O paradoxo é que o título é concedido a um soberano estrangeiro, que não conhece Jeová (“Embora não me conheças, eu te cinjo”, no Deuteronómio de Isaías). Adotaram ...