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NATAL DOS FALA-SÓS - POEMA DE SILVA NUNES

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                                   Naquela tasca velhinha               É tudo tão natural               Que há consoada de vinho               P’rós que não têm Natal!...                 Entram ali marginais,               Mulher’s nocturnas, profectas,               Contrabandistas, malandros,               Alguns doutor’s e poetas…                 Ao lado do escapar...

É TEMPO DE NATAL - UM POEMA DE ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA

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É tempo de Natal. Exibe-se um pinheiro, Com lâmpadas de cor, sobre o balcão. Tem, também, pendurados, a isca do dinheiro E flocos finos de algodão.   Nas férias, foge a freguesia Do final das manhãs, Com os seus kispos disformes, de inflada fantasia, E o conforto das lãs.   Bebem-se mais bebidas quentes. O chão, mais húmido, incomoda. E há apelos insistentes Do cauteleiro que anda à roda.   Os embrulhos, nas mesas, nos regaços, Com vistosos papéis, Florescem de acetinados laços, Lembram o oiro, o incenso, a mirra, em mãos de reis.   Muitos adultos. Pouca criançada. Muito cansaço. Pouca animação. A vida (a cruz!) tão cara, tão pesada! E dão-se as boas-festas sem se sentir que o são.   Consigo mesa junto à vidraça. E é em mim que procuro, ou é lá fora, A estrela que não luz, o pastor que não passa, O anjo que não vem anunciar a hora?" António Manuel Couto Viana, in Café de Subúrbio, 1991

NADAL NA GALIZA... E SÚAS PANXOLIÑAS

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Hai festa na parróquia. As xentes xuntam-se à lareira para celebrar a Noiteboa. Unha morea de iguarias enfeita a mesa de torradas molhadas no leite, fritas de gordura e salpicadas con açúcar, compotas de peras no vino tinto, polbo, verduras con bacalhau, sopa de amêndoas, froitos secos e castañas. À mesa ou xunto a lareira, un escano e un prato vazio é propositadamente deixado para los que están mortos a fin de que a alma possa vir comer e aquecer-se. Depois, xuntam-se as panxolas e os rapaces ván con sús traxes pelos veciños cantar suas panxoliñas, quedándose às portas con súas gaitas e panderetas, piden autorizaçón para entrar, cantán e piden alguma cosa.                                                                  A noitiña de Nadal,          ...

BIBLIOTECA NACIONAL DE ESPANHA HOMENAGEIA O POETA LUÍS DE CAMÕES

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Camões: vida, obra y pervivencia en la cultura hispánica,  del 3 de Noviembre de 2026 al 14 de Febrero de 2027 La exposición «Camões: vida, obra y pervivencia en la cultura hispánica» les invita a descubrir un patrimonio único, así como la cultura y riqueza del pueblo portugués con una selección fantástica e irrepetible, que busca honrar la memoria de uno de los mayores escritores de la literatura universal. La exposición está estructurada en cuatro grandes bloques. El primero atiende a los Antecedentes y a la contextualización histórico-literaria de Portugal . El segundo trata de mostrar el Ambiente cultural de Luis de Camões , es decir, un panorama sobre aquellas obras y autores clásicos, peninsulares e italianos que, de una u otra manera, influyeron decisivamente en la configuración de la obra literaria de Camões, con especial atención hacia la lírica, el teatro y, sobre todo, la épica. El tercero abarca propiamente el Universo literario de Camões , en el que será posible encon...

GUIMARÃES PROMOVE ENCONTROS COM FADO E POESIA

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FOI O POETA DIOGO BERNARDES QUEM REDIGIU O EPITÁFIO DO TÚMULO DO REI D. SEBASTIÃO - MAS NÃO DIGAS QUE É FALSA A OPINIÃO DOS QUE ACREDITAM QUE ELE AINDA É VIVO!

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  “ Se pudermos dar crédito à fama, este túmulo conserva os restos de Sebastião, Morto nas plagas africanas Mas não digas que é falsa a opinião dos que acreditam que ele ainda é vivo, Porque a glória lhe assegura a imortalidade” D. Sebastião nasceu em 1554, no dia 20 de Janeiro de 1554. E, quando morreu? O seu tio, Filipe II de Espanha, chamou a si a organização das exéquias "fúnebres" que foram grandiosas como lhe convinha e ordenou ao poeta Diogo Bernardes que produzisse o epitáfio que se encontra inscrito no seu túmulo. E, desse modo a seu ver, ficou legitimada perante o povo português a sua pretensão ao trono de Portugal. “Mas não digas que é falsa a opinião dos que acreditam que ele ainda é vivo” – disse o poeta!

O QUE DIZ O EPITÁFIO INSCRITO PELO POETA DIOGO BERNARDES NO TÚMULO DO REI D. SEBASTIÃO QUE SE ENCONTRA NO MOSTEIRO DOS JERÓNIMOS?

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* “ Se pudermos dar crédito à fama, este túmulo conserva os restos de Sebastião, Morto nas plagas africanas Mas não digas que é falsa a opinião dos que acreditam que ele ainda é vivo, Porque a glória lhe assegura a imortalidade” D. Sebastião nasceu em 1554, no dia 20 de Janeiro de 1554. E, quando morreu? O seu tio, Filipe II de Espanha, chamou a si a organização das exéquias "fúnebres" que foram grandiosas como lhe convinha e ordenou ao poeta Diogo Bernardes que produzisse o epitáfio que se encontra inscrito no seu túmulo. E, desse modo a seu ver, ficou legitimada perante o povo português a sua pretensão ao trono de Portugal. “Mas não digas que é falsa a opinião dos que acreditam que ele ainda é vivo” – disse o poeta!

A MINHA TERRA É VIANA - VERSOS DE PEDRO HOMEM DE MELLO - CANTADO POR AMÁLIA RODRIGUES

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A minha terra é Viana Sou do monte e sou do mar Só dou o nome de terra Onde o da minha chegar. Ó minha terra vestida Da cor da folha da rosa Ó brancos saios de Perre Vermelhinhos de Areosa Virei costas à Galiza Voltei-me antes para o mar Santa Marta saias negras Tem vidrilhos de luar. Dancei a Gota em Carreço O Verde Gaio em Afife Dancei-o devagarinho Como a lei manda bailar Como a lei manda bailar Dancei em fila a Tirana E dancei em todo o Minho E quem diz Minho diz Viana. Virei costas à Galiza Voltei-me então para o Sul Santa Marta saias verdes Deram-lhe o nome de azul. A minha terra é Viana São estas ruas estreitas São os navios que partem E são as pedras que ficam. É este sol que me abrasa Este amor que não engana Estas sombras que me assustam A minha terra é Viana. Virei costas à Galiza Pus-me a remar contra o vento Santa Marta saias rubras Da cor do meu pensamento.

O QUE É SER MINHOTO? - UM POEMA DE FRANCISCO SAMPAIO

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O QUE É SER MINHOTO? - POEMA DE FRANCISCO SAMPAIO

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O QUE É SER MINHOTO? - UM POEMA DE FRANCISCO SAMPAIO

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O QUE É SER MINHOTO? - POEMA DE FRANCISCO SAMPAIO

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VIANA DO CASTELO ATRIBUI PRÉMIO ESCOLAR ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA

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O dia 8 de junho, data em que faleceu António Manuel Couto Viana, é o momento escolhido para divulgar junto da comunidade educativa vianense os vencedores da 16.ª edição do Prémio Escolar António Manuel Couto Viana, instituído em homenagem à vida e à obra do escritor vianense. Uma homenagem que tem por finalidade dar a conhecer a obra literária do autor (escritor, autor de literatura infantil, poeta, ensaísta, tradutor e dramaturgo) e premiar produções literárias e artísticas da população infantojuvenil da comunidade escolar vianense, sob as modalidades de Conto, Ensaio, Ilustração e Poesia. O Prémio Escolar António Manuel Couto Viana é um concurso organizado pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, através da Biblioteca Municipal, em parceria com as Bibliotecas Escolares dos estabelecimentos de ensino público e privado do concelho, que prevê duas fases distintas, uma que acontece nas escolas, com a seleção do melhor trabalho, e outra, a fase final, na Biblioteca Municipal, onde são ...

SOCIEDADE HISTÓRICA DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL EVOCA POETA VIANENSE ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA

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8 de Junho de 2010 – Morte de António Manuel Couto Viana. Passam hoje 16 anos. António Manuel Couto Viana nasceu em 1923, em Viana do Castelo. Foi poeta, contista, dramaturgo, ensaísta, memorialista e autor de livros para crianças, contando a sua obra com mais de uma centena de títulos, muitos dos quais premiados. Em 1997 recebeu o Prémio Aboim Sande Lemos – Identidade Portuguesa, ex-aequo com o Padre António Pinto Rema. Na imagem, António Manuel Couto Viana.

O QUE É SER MINHOTO? - UM POEMA DE FRANCISCO SAMPAIO

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RAIAS POÉTICAS REGRESSAM A FAMALICÃO NOS DIAS 29 E 30 DE MAIO

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  Dezenas de escritores, pensadores, poetas e investigadores de todo o mundo vão estar em Vila Nova de Famalicão nos dias 29 e 30 de maio para a 15ª edição do encontro internacional “Raias Poéticas: Afluentes Ibero-Afro-Americanos de Arte e Pensamento”. A iniciativa, promovida pela associação Raias-Poéticas com o apoio da Câmara Municipal, vai decorrer na Casa das Artes com curadoria do escritor famalicense Luís Filipe Serguilha. O evento tem entrada gratuita e o arranque está marcado para sexta-feira, dia 29 de maio, às 16h00, com as intervenções do presidente da autarquia, Mário Passos, do curador Luís Serguilha e do diretor da Casa das Artes, Álvaro Santos. O primeiro dia contará ainda com as "Raias Sonoras" e o painel "Dobra de Pensamento", com os investigadores João Albuquerque e Abreu Paxe. O encontro termina no sábado, dia 30, destacando-se o momento “Poesia e Pensamento”, pelas 17h30, com o filósofo José Gil e a professora Ana Godinho. O programa detal...

A MINHA TERRA É VIANA – FOTO DE SÉRGIO MOREIRA & SÍLVIA MOREIRA

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  A minha terra é Viana Sou do monte e sou do mar Só dou o nome de terra Onde o da minha chegar Ó minha terra vestida De cor de folha de rosa Ó brancos saios de Perre Vermelhinhos de Areosa   Virei costas à Galiza Voltei-me antes para o mar Santa Marta saias negras Tem vidrilhos de luar   Dancei a gota em Carreço O Verde Gaio em Afife Dancei-o devagarinho Como a lei manda bailar Como a lei manda bailar Dancei em a Tirana E dancei em todo o Minho E quem diz Minho diz Viana   Virei costas à Galiza Voltei-me então para o sol Santa Marta saias verdes Deram-lhe o nome de azul   A minha terra é Viana São estas ruas estreitas São os navios que partem E são as pedras que ficam É este sol que me abrasa Este amor que não engana Estas sombras que me assustam A minha terra é Viana   Virei costas à Galiza Pus-me a remar contra o vento Santa Marta saias rubras Da cor do meu pensamento ...

POETA LIMIANO JOÃO MARCOS NASCEU HÁ 113 ANOS

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  João Gonçalves Ribeiro de seu nome completo nasceu na freguesia de Rebordões - Santa Maria, no concelho de Ponte de Lima, em 25 de Abril de 1913. Foi vasta a sua produção literária que se encontra publicada. De entre ela, salientamos, em poesia, “Um Novo Mundo Perfeito”, “Colonizados”, “Ode Terrestre – Separata do “Cardeal Saraiva”, “Manhãs de Abril”, “O Ser e o Nada”, “Meu Verde Minho”, “Epopeia do Homem Cósmico”, “Balaio de Camarinhas”, “Versos do Fim do Dia” e “Epopeia do Homem Lusíada”. Na ficção, “Entre o Amor e a Loucura”. “Uma Terra que se chamou Geridel”, “Nas Ourelas do Fogo” e “Estrasburgo 1964”. Na investigação histórica, “O Conde da Barca na política europeia do pré-liberalismo” e “O Cardeal Saraiva – Evocação de Frei Francisco de S. Luís”. Deixou também inéditos a aguardar publicação. Evocando a sua memória, transcreve-se seguidamente o artigo “João Marcos: Decano dos Poetas Limianos”, da autoria de Carlos Gomes, publicado em 2004, escassos meses antes de falecer...