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O QUE É A PROCISSÃO DAS ALMAS?

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Existe no Minho e na Galiza uma antiga crença de origens medievais enraízada no folclore segundo a qual, por volta da meia-noite, os caminhos da aldeia eram percorridas por um cortejo noturno de almas do purgatório ou mortos, espectros aterradores do além, caminando em silêncio ou proferindo lamúrias, levando consigo velas ou círios. Trata-se da Procissão das Almas, também conhecida pela designação de Procissão dos Defuntos e de Santa Companha. A procissão é habitualmente encabeçada por uma pessoa viva que carrega uma cruz e um caldeiro com água benta. Diz a crendice que o líder vivo precisa de passar esse "fardo" a outro para não definhar e morrer, ou então desenhar um círculo no chão para se proteger enquanto a horda passa. Para os vivos, ver ou cruzar-se com esta procissão invisível (sentida apenas através de rajadas de frio, cheiro a cera ou som de passos) era tradicionalmente interpretado como um aviso de morte próxima. Foto e fonte: Wikipedia

A FONTE DO ÍDOLO EM BRAGA E O CULTO À DEUSA NÁBIA, A DIVINDADE PAGÃ DO RIO NEIVA - A VERSÃO CRISTIANIZADA DA LENDA DE SANTA IRIA

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Durante o período que antecedeu à ocupação romana, a deusa Nábia era venerada pelos povos autóctones da Hispânia, designação dada pelos romanos à província que atualmente corresponde nomeadamente a Portugal e Espanha. Entre os vestígios desse culto salienta-se a Fonte do Ídolo, em Braga, com as suas inscrições epigráficas, além do nome atribuído a diversos rios como o Navia, na Galiza e o Neiva e o Nabão em Portugal . Com a cristianização, o culto pagão a Nábia veio a ser substituído pela devoção a Santa Iria ou Santa Irene. Conta a lenda que Iria – ou Irene – nascera em Nabância , uma villae romana próxima de Sellium , a atual cidade de Tomar. Oriunda de uma família abastada, Iria veio a receber educação esmerada num mosteiro de monjas beneditinas, o qual era governado pelo seu tio, o Abade Sélio. Dotada de beleza e inteligência, a jovem Iria atraía as atenções sobretudo dos fidalgos que disputavam entre si as suas atenções. Contava-se entre eles o jovem Britaldo que por ela alime...

BARCELOS RECRIA A LENDA DO GALO

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Hoje e amanhã, às 16h00, junto ao Cruzeiro do Galo, no Paço dos Condes de Barcelos, assista à recriação ao vivo de uma das mais conhecidas tradições do concelho, pela Associação Cultural - Teatro de Balugas. Uma iniciativa que convida residentes e visitantes a conhecerem, de forma única e envolvente, uma das histórias mais marcantes da identidade barcelense. 25 e 26 de julho |  16h00 |  Cruzeiro do Galo – Paço dos Condes de Barcelos

LENDAS ORIGINAIS INSPIRADAS EM RECANTOS REAIS DE VIANA DO CASTELO VENCEM 6ª EDIÇÃO DO VIANA JOVENS COM TALENTO

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Através do cruzamento disciplinar entre literatura e teatro, serão criadas quatro lendas originais inspiradas em recantos reais, mas pouco narrados ou esquecidos, da cidade de Viana do Castelo. Este é o mote do “Vianadas: Viana das Lendas Inventadas”, projeto vencedor da 6ª edição do Viana Jovens com Talento. No último dia do Marginal, foram apresentados os quatro vencedores de mais uma edição Viana Jovens com Talento, concurso que pretende dar palco às ideias, à criatividade e ao talento dos jovens, com uma dotação global de 50.000 euros. O projeto vencedor, com um orçamento de 7.000 euros, tem como ponto principal a criação coletiva, já que as histórias serão escritas por três autores vianenses de diferentes gerações e um estudante do ensino secundário selecionado através de uma convocatória aberta. Tem como objetivo reinventar a narrativa da cidade através da imaginação e do absurdo, promovendo novas relações afetivas entre os habitantes e o espaço urbano. Integra ainda espetáculos ...

CAMINHA E A LENDA DE SANTO AJINHA – O SALTEADOR DA SERRA D’ARGA!

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Há muitos, muitos anos, vivia na Serra d’Arga um perigoso salteador de estradas e casais, de seu nome Aginha. Por entre os arvoredos, caminhos e casas da Serra corria o temor de algum dia ser-se confrontado com tão perigoso meliante. A sua fama corria por todos os recantos, espalhando um misto de pânico e admiração. Já ninguém se atrevia a cortar a serra sozinho e, muito menos, de noite. Contavam-se histórias e histórias dos seus feitos, durante os serões da serra, ao calor das fogueiras. Os mais velhos, querendo o respeito e a obediência das crianças, ameaçavam com a presença do Aginha. Mas estas, depois da repreensão, preferiam brincar recriando as aventuras do malvado. Quando menos esperava, o viajante via aparecer-lhe pela frente, de punhal em riste e chapelão, o malfadado Aginha! E se não levasse consigo fazenda ou moeda, passava um mau bocado, porque o assaltante só desistia da presa depois de a esbulhar, nem que tosse da roupa que trazia. Qualquer gesto de autodefesa era suficie...

VIEIRA DO MINHO E MONTALEGRE: TERÁ A PONTE DA MISARELA SIDO OBRA DO DIABO?

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Quem de Vieira do Minho pretendesse atravessar o rio Rabagão com destino a Montalegre teria o fazer pela ponta da Misarela que, segundo uma velha crença, era obra do diabo. Reza a lenda que, em terras de Além Douro, vivia um homem que tendo cometido vários crimes, a justiça perseguia sem contudo ser bem-sucedida. Profundo conhecedor dos esconderijos da serra, ele sempre escapava. Certa altura, porém, vendo-se seguido de perto, embrenhou-se no sertão e, transviado, achou-se de repente à borda de uma ribeira torrencial, em sítio alpestre e medonho, pelo alcantilado dos penedos e pelo fragor das águas que ali se despenhavam em furiosa catadupa. Apelou o malvado para o Anjo-Mau e tanto foi invocá-lo que o Diabo lhe apareceu. “Faz-me transpor o abismo e dou-te a minha alma”, disse-lhe. O Diabo aceitou o pacto e lançou uma ponte sobre a torrente. O réprobo passou e seguiu sem olhar para trás como lhe fora exigido mas, pouco depois, sentiu grande estrépito, como de muitas pedras que se derroc...

O GALEGO PEREGRINO E A LENDA DO GALO DE BARCELOS

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Conta uma antiga lenda que os habitantes de Barcelos andavam alarmados com a ocorrência de um crime, do qual ainda não se tinha descoberto o criminoso que o cometera. Porém, certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo, apesar dos seus juramentos de inocência, que estava apenas de passagem em peregrinação a Santiago de Compostela, em cumprimento duma promessa. Condenado à forca, rogou o pobre homem que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado, que nesse momento se banqueteava com alguns amigos. O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa e exclamou: - “É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem.” O juiz empurrou o prato para o lado e ignorou o apelo, mas quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Compree...

PONTE DE LIMA: CABRAÇÃO – A TORRE QUE CONTA UMA LENDA E REGISTA A ALTURA DAS CHEIAS

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  A Torre que conta uma lenda e regista a altura das cheias A Torre de S. Paulo foi erigida no século XIV, fazendo parte da estrutura muralhada de defesa da vila. Na face voltada ao rio, um painel de azulejos assinado por Jorge Colaço representa um episódio imaginário de D. Afonso Henriques na Cabração (Cabras são, Senhor!). [Segundo a lenda, depois de uma caçada, descansando D. Afonso Henriques junto à Capela de Nossa Senhora de Azevedo com a sua comitiva, começou a notar-se ao longe uma nuvem de pó e um barulho ensurdecedor. Julgando ser o inimigo que iria atacar, prepararam-se para o combate, indo de encontro à poeira e ao barulho, quando, de repente, o aio D. Egas, parando, dirigiu-se ao rei dizendo em tom de riso: "Cabras são, Senhor!” Deste modo, aquela área, que era ocupada em grande parte por pastores e cabras, passou a chamar-se Cabração]. Fonte: PPONTEDELIMA900.PT

BARCELENSES RECRIAM LENDA DO GALO

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  Recriação da Lenda do Galo regressa ao Paço dos Condes de Barcelos O Município de Barcelos promove, entre os meses de junho e setembro, a recriação ao vivo da “Lenda do Galo”, iniciativa cultural que volta a dar vida a uma das mais emblemáticas tradições do concelho, num cenário marcado pela história e identidade de Barcelos. As recriações decorrem junto ao Cruzeiro do Galo, no Paço dos Condes de Barcelos, sempre aos sábados e domingos, às 16h00, proporcionando ao público uma viagem pela narrativa que tornou o Galo de Barcelos um dos maiores símbolos culturais portugueses. A programação arranca nos dias 6 e 7 de junho, com o Grupo Cénico Lírio do Neiva, seguindo-se, a 4 e 5 de julho, a participação da Associação Cultural – Teatro de Balugas. Nos dias 1 e 2 de agosto, a recriação estará a cargo do Grupo de Teatro Amigos do Pato, terminando a edição deste ano, a 5 e 6 de setembro, com a Associação D’Improviso – Artes do Espetáculo. A iniciativa pretende valorizar o patrimón...

ARCOS DE VALDEVEZ: O QUE ANDOU O JUÍZ DO SOAJO A FAZER POR TERRAS DE VILA NOVA DE PAIVA?

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  Neste   concelho   existe  uma lenda acerca do seu antigo nome, relacionado com uma sentença do juiz de Barrelas, que terá sido um homem justo, que usava sempre meias amarelas, segundo relatos de  Aquilino Ribeiro. Certa noite, o magistrado assistiu, sem poder  intervir,  a uma altercação entre dois homens, tendo um deles assassinado o outro. O povo, porém, acusou um terceiro, por sabê-lo desavindo com a vítima e levou-o a julgamento. O juiz, que estava certo da inocência do réu mas não podendo testemunhar devido às suas funções, proferiu então a seguinte sentença: "Vi e não vi, sei e não sei, corra a água ao cimo, deite-se fogo à queimada, dê-se laço em nó que não corra... Por tudo isto e em face da plena prova do processo constante, condeno o réu na pena de morte, mas dou-lhe cem anos de espera para se arrepender dos pecados. Cumpra-se. Juiz de Barrelas". O juiz fez justiça e salvou o inocente. Fonte: Infopédia Com efeito, a lenda do juiz de ...

PAINEL DE AZULEJOS DE JORGE COLAÇO EM PONTE DE LIMA EVOCA A PASSAGEM DE D. AFONSO HENRIQUES PELA CABRAÇÃO

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  A azulejaria que reveste o interior da estação de S. Bento, no Porto, é porventura a mais conhecida e apreciada pelo público das obras do ceramista Jorge Colaço. Não obstante, foram inventariados cerca de mil painéis em 116 locais diferentes em todo o país e no estrangeiro. Entre nós, no Minho, destacamos este painel existente em Ponte de Lima que narra o episódio da passagem do rei D. Afonso Henriques pela Cabração. A actual aldeia da Cabração, terá sido uma quinta de algum nobre godo, o que se retira de uma escritura que as freiras do mosteiro levaram quando foram para o Convento do Salvador de Braga. Aí se diz que, "indo D. Afonso Henriques à caça dos javalis, a esta freguesia, que é na serra de Arga, acompanhado de Nuno Velho, Sancho Nunes, Gonçalo Rodrigues, Lourenço Viegas, Soeiro Mendes (o Gordo), Gonçalo Ramires e outros fidalgos, o abade de Vitorino, D. Fernando, lhes deu aí de jantar, junto à capela de Nossa Senhora de Azevedo, no fim do qual o rei lhe demarcou o cou...

ESPOSENDE: FÃO ENTRE A HISTÓRIA E A LENDA - FOTOS DE LUÍS EIRAS

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  Conta uma velha lenda que “ Salomão quis dar cumprimento a um velho desejo de seu pai, o Rei David: construir o Templo do Senhor, em Jerusalém. Chegaram de todo o reino artífices hábeis em construir templos, em trabalhar a madeira e na arte de lavrar a pedra. Solicita a ajuda do Rei Irão da Fenícia que constrói uma frota, que atravessa o Mediterrâneo e sulca o Atlântico recolhendo madeiras exótica, com destaque para os cedros do Líbano. Não era suficiente a riqueza dos cedros do Líbano: faltava-lhes o ouro, a prata, as pedras preciosas. Diz a lenda que o bíblico "Ofir" existia na foz do Cávado. Seria dali que os navios fenícios, ao serviço do rei israelita, recolhiam suas cargas preciosas e as transportariam para Jerusalém. Quis o Rei Salomão mostrar a sua gratidão para com estes povos tão remotos, enviando-lhes como presente maravilhosos corcéis que no mundo melhor haviam. O destino, porém, não permitiu que tal acontecesse, arrebatada por uma medonha tempestade, a ...

PONTE DA BARCA: …E, D. DINIS, “LOGO LINDOSO O CHAMOU”!

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Reza a lenda que o rei D. Dinis, de “ tão alegre e primoroso o achou, que logo lindoso o chamou ”. E, daí adveio o nome de Lindoso! Na realidade, o topónimo Lindoso deriva do latim “ Limitosum ” ou “ Limesitis ”, termo que significa limitador e fronteira. Com efeito, trata-se de um ponto estratégico, inserido na cintura defensiva ao longo da raia seca e de importância crucial na defesa da passagem pela portela da Serra Amarela e pelo vale do Cabril. Nessa perspetiva inscreve-se o castelo de Lindoso, tendo a sua construção iniciando-se ao tempo de D. Afonso III, muito provavelmente nos começos do século XIII. A seus pés aninham-se os espigueiros tradicionais formando um vasto campo em torno da eira comunitária, motivo que suscita a visita de inúmeros forasteiros. Lindoso foi vila e sede de concelho até ao início do século XIX, sendo atualmente uma das freguesias do concelho de Ponte da Barca. Fotos: Fernando Araújo

ARCOS DE VALDEVEZ: O QUE NOS CONTA A LENDA DO JUÍZ DO SOAJO?

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  “Lenda ou realidade, a história do juiz de Soajo, Ti Sarramalho, é por todos conhecida, sendo ele o símbolo da inteligência e justiça de todo o povo da Vila de Soajo. O Juiz Sarramalho era um dos homens bons da terra, de passagem para a sua terra natal, deparou com um crime de morte de um indivíduo, sendo testemunha ocular. O caso foi submetido a julgamento e face às provas testemunhais tinha de sentenciar. Proferiu então o seguinte veredicto: “Morra que não morra, dê-se-lhe um nó que não corra, ou degredado toda a vida e com cem anos para se preparar”. É claro que esta decisão não foi entendida pela maioria das pessoas. A sentença subiu às instâncias superiores e por recurso. Foi então, chamado o Juiz de Soajo, para justificar e explicara sentença dada. Cansado de tanto esperar de pé, pelos juízes do Tribunal da Relação, tirou a sua capa das costas e sentou-se nela, no chão. Após ter justificado a sentença, retirou-se. Sendo chamado, quando descia as escadas, que se es...