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QUEM FOI O PADRE ABEL VARZIM - NATURAL DE BARCELOS?

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Abel Varzim da Cunha e Silva nasceu em Cristelo, a 29 de Abril de 1902. Ordenado sacerdote em Braga, a 29 de Junho de 1925, com 23 anos apenas, aceitou ser enviado para o Alentejo. Começou aí a sua vida paroquial. Lecionou no Seminário de Serpa e fundou aí o primeiro grupo de Escuteiros daquela província. Para melhor habilitação na defesa da justiça, frequentou entre 1930 e 1934, a Universidade de Lovaina, na Bélgica, conseguindo o grau de Doutor em Ciências Políticas e Sociais, com tese editada em França sobre a Liga dos Agricultores Belgas. Regressado a Portugal, dedicou-se em pleno, dentro dos condicionalismos existentes, à defesa dos trabalhadores e de todos os desprotegidos. Dirigiu, de 1939 a 1948, o Secretariado Económico-Social da Acção Católica Portuguesa, onde, durante horas seguidas, atendia e procurava resolver casos de desemprego e de falta de realização humana. Foi deputado à Assembleia Nacional, em representação da Igreja, na legislatura de 1938 a 1942. Não voltou ao lug...

CAMINHA INAUGURA HOJE EXPOSIÇÃO SOBRE A VIDA E OBRA DO ARQUITETO CAMINHENSE JOSÉ LUIZ PORTO

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JOSÉ PORTO | ARQUITETURA E MEMÓRIA  O Edifício dos Paços do Concelho de Caminha recebe a exposição «José Porto | Arquitetura e Memória», dedicada à vida e obra deste arquiteto, investigador e autor. A inauguração acontece no dia 10 de outubro, às 16h00, com uma conferência que contará com a participação de Paulo Vila Verde, José Pedro Tenreiro, Fernando Cerqueira Barros e Dr. Paulo Bento, que irão abordar diferentes dimensões da obra e do legado de José Porto. 10 de outubro | 16h00 | Edifício dos Paços do Concelho de Caminha A exposição estará patente até 27 de novembro, convidando a conhecer o percurso, a obra e o contributo de José Porto para a arquitetura e para a memória. José Luiz Porto, filho de Maria Joaquina do Monte e David António Afonso do Porto, nasceu a 10 de outubro de 1883 em Vilar de Mouros. Ainda em criança muda-se para Lisboa, com os seus pais, onde conclui os estudos primários e ingressa na Escola Industrial Marquês de Pombal. Após a obtenção de uma bolsa de estu...

FALECEU XOSÉ MANUEL BEIRAS - FIGURA HISTÓRICA DO NACIONALISMO GALEGO

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Xosé Manuel Beiras (Compostela, 1936-2026) faleceu aos 90 anos, deixando unha profunda pegada na historia política e intelectual da Galiza contemporánea. A figura e a intervenção política de Beiras tiveram fortes ligações e eco transfronteiriço na região do Minho e do norte de Portugal, simbolizando a proximidade cultural e política entre a Galiza e o território minhoto. Criouse nunha familia de tradición galeguista. O seu pai, Manuel Beiras García, fora militante do Partido Galeguista e amigo de Alexandre Bóveda. O seu tío Antón Beiras, médico, tamén foi un destacado nacionalista de pensamento marxista. Desde pequeno medrou rodeado da lingua, da literatura e de figuras históricas do galeguismo. Economista, catedrático, escritor e ensaísta, publicou en 1972 *O atraso económico de Galicia*, unha obra fundamental para comprender a realidade económica e social do país desde unha perspectiva crítica coa súa dependencia económica. Na política foi cofundador do Partido Socialista Galego (196...

CERAMISTA BARCELENSE ROSA RAMALHO DEIXOU-NOS HÁ 49 ANOS - ASSINALA-SE NO PRÓXIMO ANO O CINQUENTENÁRIO DA EFEMÉRIDE

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Rosa Ramalho (14 de Agosto de 1888 - 24 de Setembro de 1977), nome artístico de Rosa Barbosa Lopes, ceramista, faleceu há 47 anos. “O seu trabalho é caracterizado por peças figurativas que evocam o surrealismo e transitam entre o real e o fantástico. As suas peças exprimem uma imaginação prodigiosa e uma visão singular do através de personagens como as alminhas, o cristo, os cabeçudos, o galo, o galo mulher, o homem-sereia, o carrocho, a cabra, a pinha, a banda, a ceia, o cavaleiro, entre outras. Rosa Ramalho nasceu no lugar da Cova, na freguesia de São Martinho de Galegos, concelho de Barcelos. O apelido adotado por ela, e sob o qual veio a ser conhecida, vem de uma expressão que sua avó dizia a seu pai: “não saias daqui, põe-te à sombra dos ramalhos!”. Filha de um sapateiro, Luís Lopes e de uma tecedeira, Emília Barbosa, ela nunca frequentou a escola. Aprendeu a trabalhar o barro desde muito nova, mas interrompeu a atividade quando se casou aos 18 anos e teve oito filhos (três morrer...

PEDRO HOMEM DE MELLO NASCEU HÁ 122 anos

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Pedro Homem de Mello se fosse vivo faria no dia 6 de setembro 122 anos: Reconhecido como   um dos mais eminentes poetas e folcloristas portugueses. De seu nome completo Pedro da Cunha Pimentel Homem de Mello, nasceu no Porto em 1904 onde também veio a falecer em 5 de Março de 1984. Apaixonado pelas tradições do Minho em geral e pelos costumes das gentes da Serra d’Arga, da Apúlia e de Viana do Castelo em particular, adoptou Afife como a sua própria terra, aí tendo vivido no Convento de Cabanas. E é em Afife que se guardam os seus restos mortais. A Pedro Homem de Mello se deve a divulgação do folclore português através da RTP – ao tempo não existiam outros canais televisivos – bem como muitos poemas que ficaram célebres através da voz de Amália Rodrigues, Frei Hermano da Câmara e Sérgio Godinho. Entre eles, lembramos “Povo que Lavas no Rio”, “Havemos de Ir a Viana” e “O Rapaz da Camisola Verde”.  A Câmara Municipal de Lisboa prestou-lhe homenagem, consagrando o seu nome na topo...

QUEM FOI A ARTESÃ BARCELENSE ROSA RAMALHO?

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Rosa Ramalho pôs as mãos no barro desde criança, mas só ficou célebre na arte da olaria tradicional portuguesa depois de ficar viúva. De origens humildes, filha de um sapateiro e de uma tecedeira, Rosa Barbosa Lopes nasceu em 1888 na freguesia de S. Martinho de Galegos, em Barcelos. A partir de uma expressão de uma frase recorrente da avó ao seu pai – “Não saias daqui, põe-te à sombra dos ramalhos!” – juntou ao seu nome o apelido Ramalho pelo qual ficou conhecida. Nunca frequentou a escola e com apenas sete anos, a troco de algum dinheiro, começou por fazer tiras de cestas em casa de uma vizinha que modelava uns bonecos toscos em barro, imitando as cestas em vime que vira umas mulheres ciganas fazer. Casou aos 18 anos, juntando-se ao seu marido no ofício de moleiro para sustento da família. Teve 8 filhos (três morreram à nascença) e durante os quase 50 anos de casamento, o barro tornou-se apenas num passatempo familiar com as crianças. Só em 1956, tinha então 68 anos, é que se dedicou ...

QUEM É O HISTORIADOR LIMIANO ANTÓNIO MATOS REIS?

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O historiador António Matos Reis é natural da Freguesia de Fornelos, concelho de Ponte de Lima. Membro da Classe de Letras da Academia das Ciências. Preparação académica: bacharelato, licenciatura em História; mestrado e doutoramento em História da Idade Média, na Universidade do Porto, nas modalidades anteriores ao regime de Bolonha; Cursos de Museologia e de Estudos Especiais de Critica de Arte, na U. I. Arte, em Florença. Prémio nacional de História Medieval, em 2008. Actividades e funções exercidas, entre outras: Docente de História, Director do Museu Municipal de Viana do Castelo, Director do Departamento de Desenvolvimento Económico, Social e Cultural, na Câmara Municipal de Viana do Castelo. Prof. Convidado na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Autor de várias dezenas de publicações, de que se destacam, entre outros, os seguintes livros, relativos à história dos municípios: Origens dos Municípios Portugueses (edições...

SOCIEDADE HISTÓRICA DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL EVOCA POETA VIANENSE ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA

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8 de Junho de 2010 – Morte de António Manuel Couto Viana. Passam hoje 16 anos. António Manuel Couto Viana nasceu em 1923, em Viana do Castelo. Foi poeta, contista, dramaturgo, ensaísta, memorialista e autor de livros para crianças, contando a sua obra com mais de uma centena de títulos, muitos dos quais premiados. Em 1997 recebeu o Prémio Aboim Sande Lemos – Identidade Portuguesa, ex-aequo com o Padre António Pinto Rema. Na imagem, António Manuel Couto Viana.

INDUSTRIAL ANTÓNIO DE SOMMER CHAMPALIMAUD TINHA ANTEPASSADOS COURENSES

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  No dia 3 de setembro passaram 220 anos desde o nascimento de Casimira (Champalimaud de Nussane de Sousa Lira e Castro) na paróquia de Ferreira, concelho de Paredes de Coura. Filha de José Joaquim Champalimaud de Nussane de Sousa Lira e Castro, distinto militar na defesa de Portugal contra as invasões napoleónicas, e de Maria Clara de Sousa Lira e Castro, do Paço de Ferreira. O seu bisneto, António de Sommer Champalimaud, industrial que marcou o século XX português, aquando da sua morte, em 2004, deixou cerca de 500 milhões de euros para a constituição da Fundação D. Anna de Sommer Champalimaud e Dr. Carlos Montez Champalimaud. A terceira, segundo a Forbes, maior fundação portuguesa, dedica-se primordialmente ao desenvolvimento de programas avançados de investigação biomédica e à prestação interdisciplinar de cuidados clínicos. Fonte: Arquivo Distrital de Viana do Castelo

MUSEU DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA EVOCA SIDÓNIO PAIS

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  Hoje, assinala-se o nascimento de Sidónio Pais (1872–1918), figura central e controversa da Primeira República Portuguesa. Militar, professor universitário e político, Sidónio Pais marcou profundamente a história política do país ao liderar a chamada «República Nova», num período de grande instabilidade institucional. Chega ao poder em 1918 através de um golpe de Estado e torna-se o primeiro Presidente a ser eleito por sufrágio direto. Tentou impor um regime presidencialista, fortemente sustentado na sua figura, tendo sido apelidado por Fernando Pessoa como o «Presidente-Rei». A sua trajetória terminou de forma trágica com o atentado de 14 de dezembro de 1918, na Estação do Rossio, em Lisboa. O MPR recordou a sua figura através da exposição «Sidónio Pais 1918–2018. Mataram o Presidente. Salvem a Pátria!», que revisitou as suas diversas facetas e o contexto do novo regime que instituiu e que não resistiu à sua morte

SIDÓNIO PAIS NASCEU HÁ 152 ANOS – O CAMINHENSE A QUEM FERNANDO PESSOA CHAMOU PRESIDENTE-REI

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  A 1 de maio de 1872, nascia em Caminha, Sidónio Pais Sidónio Bernardino Cardoso da Silva Pais, figura controversa e carismática, ficou conhecido como o Presidente – Rei. Estudou Filosofia e Matemática, em Coimbra, onde se Doutorou e foi professor catedrático de Cálculo Diferencial e Integral e vice-reitor da Universidade. Paralelamente à atividade académica ingressou no Exército onde seguiu a carreira militar, ascendendo à patente de Major (em 1916). Administrador da CP, teve uma vida política extremamente preenchida; exerceu, sucessivamente, os cargos de deputado, ministro do Fomento, das Finanças e o de Ministro Plenipotenciário em Berlim (entre 1912 - 1916). Liderou o golpe militar de dezembro de 1917, assumindo funções como Chefe de Estado e a 28 de abril de 1918 é eleito Presidente da República. A sua governação foi marcada por um clima de forte instabilidade política e pelo restabelecimento das relações do Estado com a Igreja. Foi assassinado na estação do Rossio ...

QUEM É A VIANENSE OLGA RORIZ?

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  Olga Roriz  nasceu em Viana do Castelo, em 8 de Agosto de 1955. É uma coreógrafa e bailarina  portuguesa . Entre vários galardões recebidos encontram-se o Prémio Bordalo (1991) e o Prémio Almada (2003). Foi nomeada Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (2004). Olga Roriz nasceu em 8 de Agosto de 1955, em Viana do Castelo. Cedo foi para Lisboa onde iniciou os estudos de dança na Escola do Teatro Nacional de São Carlos, com Ana Ivanova. Com 18 anos de idade completou o curso da Escola de Dança do Conservatório Nacional de Lisboa. Em 1976 ingressou no elenco do Ballet Gulbenkian dirigido por Jorge Salavisa, onde permaneceu até 1992. Iniciou o seu trabalho coreográfico nesta Companhia, para a qual criou mais de 20 obras, algumas das quais de reconhecido sucesso nacional e internacional, tanto pela crítica como pelo público. Internacionalmente os seus trabalhos têm sido apresentado...

QUEM FOI A VIMARANENSE VIRGÍNIA MOURA?

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  Virgínia Moura, engenheira, militante do Partido Comunista Português desde 1933, nasceu em S. Martinho do Conde, Guimarães a 19 de Julho de 1915 e faleceu no Porto a 19 de Abril de 1998, com 82 anos. Filha de uma professora primária, que sendo mãe solteira enfrentou situações de injustiça, incluindo da própria família, pelo facto de ter sido mãe sem ser casada. Apesar de ter sido rejeita pelo pai e avós, teve uma infância feliz em S. Martinho do Conde, “ vivi ali uma infância feliz e alegre…Os habitantes dessa terra foram a minha primeira família. A verdadeira aceitou mal o meu nascimento e tanto o meu avô como os meus tios mais velhos cortaram relações com a minha mãe, durante dez anos” (MOURA, Virgínia 1996). Com dez anos prepara-se para entrar no liceu. A guerra acabara há pouco tempo, as consequências ainda se sentiam, as dificuldades económicas aumentaram. Para ir para o Liceu teve que obter notas suficientes para a bolsa de estudo. Um dia seu avô encontrou-a na cas...

POETA LIMIANO JOÃO MARCOS NASCEU HÁ 113 ANOS

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  João Gonçalves Ribeiro de seu nome completo nasceu na freguesia de Rebordões - Santa Maria, no concelho de Ponte de Lima, em 25 de Abril de 1913. Foi vasta a sua produção literária que se encontra publicada. De entre ela, salientamos, em poesia, “Um Novo Mundo Perfeito”, “Colonizados”, “Ode Terrestre – Separata do “Cardeal Saraiva”, “Manhãs de Abril”, “O Ser e o Nada”, “Meu Verde Minho”, “Epopeia do Homem Cósmico”, “Balaio de Camarinhas”, “Versos do Fim do Dia” e “Epopeia do Homem Lusíada”. Na ficção, “Entre o Amor e a Loucura”. “Uma Terra que se chamou Geridel”, “Nas Ourelas do Fogo” e “Estrasburgo 1964”. Na investigação histórica, “O Conde da Barca na política europeia do pré-liberalismo” e “O Cardeal Saraiva – Evocação de Frei Francisco de S. Luís”. Deixou também inéditos a aguardar publicação. Evocando a sua memória, transcreve-se seguidamente o artigo “João Marcos: Decano dos Poetas Limianos”, da autoria de Carlos Gomes, publicado em 2004, escassos meses antes de falecer...