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POLVO COZIDO COM BATATAS E COUVES É O PRATO TRADICIONAL DA CEIA DE NATAL NO MINHO E GALIZA

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Nem só de bacalhau +e feita a ceia no Minho na noite de Natal. O polvo cozido com batatas e couve foi desde sempre o prato preferido das gentes minhotas e transmontanas por esta ocasião. A sua captura ao longo da costa na nossa região é uma tradição bem antiga que ainda se mantém. E, à mesa, pode ser cozido e apresentado com batas e couves, nabos e ovos cozidos, com molho de azeite, alho e vinagre. No Minho, o polvo pode também ser servido com arroz, depois dde um refogado com cebola, banha, azeite, salsa e piripiri. Ou ainda, assado ou guisado, juntando-lhe chouriço, vinho branco e tomates. Porém, desde os navegadores portugueses entre os quais destacamos o vianense João Àlvares Fagundes passaram no século XVI a realizar as expedições aos bancos da Terra Nova, o bacalhau passou a fazer parte da alimentação nas navegações marítimas devido à sua durabilidade após salga e secagem. Nos finais do século XIX, em virtude do aumento da população na sequência da revolução industrial, foi neces...

NADAL NA GALIZA... E SÚAS PANXOLIÑAS

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Hai festa na parróquia. As xentes xuntam-se à lareira para celebrar a Noiteboa. Unha morea de iguarias enfeita a mesa de torradas molhadas no leite, fritas de gordura e salpicadas con açúcar, compotas de peras no vino tinto, polbo, verduras con bacalhau, sopa de amêndoas, froitos secos e castañas. À mesa ou xunto a lareira, un escano e un prato vazio é propositadamente deixado para los que están mortos a fin de que a alma possa vir comer e aquecer-se. Depois, xuntam-se as panxolas e os rapaces ván con sús traxes pelos veciños cantar suas panxoliñas, quedándose às portas con súas gaitas e panderetas, piden autorizaçón para entrar, cantán e piden alguma cosa.                                                                  A noitiña de Nadal,          ...

O ROSAL, A GUARDA E CAMINHA LANÇAM UMA AGENDA CULTURAL CONJUNTA NA FOZ DO RIO MINHO

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O projeto europeu Euro_Foz lança o portal www.culturaeurocidadefozminho.com , uma plataforma digital única que reúne as propostas de lazer, arte e património das duas margens da fronteira. A iniciativa tem como objetivo evitar a sobreposição de programações, garantir uma distribuição geográfica equilibrada e promover o diálogo entre a cultura galega e a portuguesa. Os municípios de O Rosal, A Guarda e Caminha dão um passo estratégico na integração do seu território com o lançamento da sua primeira Agenda Cultural Comum, disponível através da nova plataforma culturaeurocidadefozminho.com. Trata-se de um marco importante do projeto «0554_EURO_FOZ_MINHO - Euro_Foz: Construindo a Eurocidade da Foz do Minho», cofinanciado em 75% pela União Europeia através do programa Interreg VI-A Espanha-Portugal (POCTEP) 2021-2027, com fundos FEDER. A entrada em funcionamento desta ferramenta digital resulta do compromisso dos três municípios em reforçar a sua cooperação através de uma gestão partilhada,...

MONÇÃO ACOLHE ENCONTRO LUSOGALAICO DE MÚSICA POPULAR

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POETA MONÇANENSE JOÃO VERDE NASCEU HÁ 160 ANOS

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João Verde, pseudónimo de José Rodrigues Vale, poeta maior das letras monçanenses, nasceu a 2 de novembro de 1866, no Largo da Palma, e faleceu a 7 de fevereiro de 1934, na “Casa do Arco”, Rua Conselheiro Adriano Machado, conhecida localmente como Rua Direita. Exercendo como secretário da Câmara Municipal de Monção, desde 22 de julho de 1891 até à data do seu falecimento, a vida literária de João Verde distribuiu-se pela criação poética em verso e em prosa e pelo jornalismo, publicando textos seus nos jornais “Aurora do Lima”, “A Terra Minhota”, “Alto Minho”, “Monsanense” e “Independente”. Em 1901, funda “O Regional” (1901 – 1918).João Verde estreou-se na poesia com a publicação de “Musa Minhota”, 1887, seguindo-se “N`Aldeia”, 1890. A sua obra mais conhecida, “Ares da Raia”, foi impressa em Vigo e lançada em 1902. A tiragem foi de 700 exemplares, 500 para Portugal e 200 para a Galiza. Por incluir dois poemas em galego, João Verde foi inscrito, mais tarde, na catedrática Santiago de Com...

PAREDES DE COURA: DIA DA EURORREGIÃO CELEBRA-SE NA FREGUESIA DE S. MARTINHO DE COURA COM O "NORTEAR FESTIVAL: EURORREGIÃO GALICIA - NORTE DE PORTUGAL

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sáb_31 out_15h30 | Antiga Escola Primária de S. Martinho de Coura   A freguesia de S. Martinho de Coura, em Paredes de Coura, celebra este sábado o Dia da Eurorregião com o NORTEAR Festival: Eurorregião Galicia–Norte de Portugal. A partir das 15h30, na Antiga Escola Primária de S. Martinho de Coura, a música, cultura e o encontro reúnem-se em torno do NORTEAR Festival: Eurorregião Galicia–Norte de Portugal, um festival para celebrar aquilo que nos une dos dois lados da fronteira e para partilhar vozes, ritmos e ideias da nossa Eurorregião. Promovido pela Xunta de Galicia e Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, com o apoio do Município de Paredes de Coura, o NORTEAR Festival contempla a conversa ‘Cultura: 18 perguntas/19 respostas’, a música com João Diogo Leitão e MJ Peréz, e ‘Perfeitoimperfeito’ com dj Shake a Leg & dj SU. Apresentação do livro ‘Bombeiros de Paredes de Coura – 100 anos (1926 – 2026)’ Também este sábado, pelas 17h00, na Casa do Conhecimen...

BRAGA NUNCA VIU PARTIR TANTOS PEREGRINOS PARA SANTIAGO

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O número de peregrinos que partiu este ano de Braga para Santiago já é o mais elevado desde que há estatísticas divulgadas pelo Serviço de Peregrinos da Catedral de Santiago de Compostela, em grande parte devido ao Caminho da Geira e dos Arrieiros. Apesar de ainda faltarem dois meses para terminar o ano, no sábado, dia 24, foi atribuída a Compostela 1.259 a um peregrino que partiu da Sé de Braga, mais uma do que as registadas em todo o ano de 2022, que detinha o número mais elevado até agora. Segundo os dados do Serviço de Peregrinos da Catedral de Santiago de Compostela, seis em cada dez Compostelas (770), os certificados que comprovam o caminho feito, foram entregues a pessoas que escolheram o Caminho da Geira e dos Arrieiros, um percurso que cresceu 35,8% face a todo o ano passado e é o principal responsável pelo recorde. O Caminho da Geira e dos Arrieiros soma mais 203 peregrinos face ao total de 2025, enquanto o Caminho Central Português, na variante por Braga, perdeu 101 (menos 1...

O QUE É A PROCISSÃO DAS ALMAS?

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Existe no Minho e na Galiza uma antiga crença de origens medievais enraízada no folclore segundo a qual, por volta da meia-noite, os caminhos da aldeia eram percorridas por um cortejo noturno de almas do purgatório ou mortos, espectros aterradores do além, caminando em silêncio ou proferindo lamúrias, levando consigo velas ou círios. Trata-se da Procissão das Almas, também conhecida pela designação de Procissão dos Defuntos e de Santa Companha. A procissão é habitualmente encabeçada por uma pessoa viva que carrega uma cruz e um caldeiro com água benta. Diz a crendice que o líder vivo precisa de passar esse "fardo" a outro para não definhar e morrer, ou então desenhar um círculo no chão para se proteger enquanto a horda passa. Para os vivos, ver ou cruzar-se com esta procissão invisível (sentida apenas através de rajadas de frio, cheiro a cera ou som de passos) era tradicionalmente interpretado como um aviso de morte próxima. Foto e fonte: Wikipedia

MELGACENSES REALIZAM QUEIMADA PARA ESCONJURAR AS BRUXAS

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MONÇÃO ACOLHE ENCONTRO LUSOGALAICO DE MÚSICA POPULAR

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CONCELHO DE CAMINHA VAI FICAR "ENJAULADO" ENTRE DOIS PARQUES EÓLICOS MARÍTIMOS 229 KM2 EM VIANA DO CASTELO E 117 KM2 NA GALIZA SEPARADOS POR POUCAS MILHAS NÁUTICAS - CRÓNICA DE CARLOS SAMPAIO

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𝗗𝗢𝗜𝗦 𝗣𝗔Í𝗦𝗘𝗦. 𝗗𝗢𝗜𝗦 𝗣𝗢𝗟Í𝗚𝗢𝗡𝗢𝗦. 𝗨𝗠 𝗦Ó 𝗠𝗔𝗥. 𝗔𝗿𝘁𝗶𝗴𝗼 𝗱𝗲 𝗼𝗽𝗶𝗻𝗶ã𝗼 | 𝟮𝟮 𝗱𝗲 𝗼𝘂𝘁𝘂𝗯𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝟮𝟬𝟮𝟲 A Galiza prepara um estudo científico sobre os impactos da energia eólica marítima na pesca. A poucos quilómetros, Portugal tem igualmente delimitada uma área de 229 km² ao largo de Viana do Castelo. 𝗘𝗻𝘁𝗿𝗲 𝗼𝘀 𝗱𝗼𝗶𝘀 𝗽𝗼𝗹í𝗴𝗼𝗻𝗼𝘀 𝗲𝘀𝘁á 𝗼 𝗳𝘂𝘁𝘂𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝘂𝗺𝗮 𝗽𝗮𝗿𝘁𝗲 𝗶𝗺𝗽𝗼𝗿𝘁𝗮𝗻𝘁𝗲 𝗱𝗮 𝗮𝘁𝗶𝘃𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗽𝗶𝘀𝗰𝗮𝘁ó𝗿𝗶𝗮 𝗱𝗼 𝗔𝗹𝘁𝗼 𝗠𝗶𝗻𝗵𝗼. A recente divulgação do projeto científico espanhol PESCAEOLO, dedicado ao estudo dos impactos da energia eólica marítima na pesca profissional, levanta uma questão que Portugal não pode ignorar: como serão avaliados os efeitos conjuntos dos futuros parques eólicos previstos dos dois lados da fronteira marítima, perante um oceano que constitui um único sistema ecológico? A resposta exige olhar para a realidade geográfica e para as decisões já publicadas pelos dois países. ...