Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta geografia

O QUE É UM FOJO?

Imagem
O termo fojo está muito presente na toponímia das zonas rurais do Minho e na Galiza, sobretudo nas serranias e áreas de floresta. Os topónimos Fojo Lobal e simplesmente Fojo são disso exemplos. O vocãbulo provém do latim fovea que significa literalmente cova e alude *as armadilhas que ourora eram montadas para as batidas a animais selvagens como o lobo, o urso e o javali. Eram geralmente constituídos por dois muros em pedra, convesgentes, destinados a encurralar a presa e encaminhá-la para uma armadilha feita de um buraco escavado no chão e disfarçado com arbustos e ramagens. A técnica do fojo também foi empregue na arte da guerra, tomando aí não raras as vezes a designação de fosso, do qual o exemplo mais conhecido foi o utilizado na Batalha de Aljubarrota.

ENTRE-DOURO-E-MINHO EXISTE APENAS UMA REGIÃO: O MINHO!

Imagem
No princípio existiu a Comarca d’Entre-Douro-e-Minho que abrangia os atuais distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto e ainda parte dos distritos de Aveiro, Viseu e Vila Real. Mais recentemente, tem surgido uma tendência para inventar uma nova região - o Alto Minho - separadamente do distrito de Braga, vulgo Baixo Minho, como se ambas não se tratassem apenas de uma única região: o Minho! Concretamente, a vetusta Comarca d’Entre-Douro-e-Minho englobava no Distrito de Aveiro os concelhos de Arouca, Castelo de Paiva, Espinho e Santa Maria da Feira. No Distrito de Viseu incluía os concelhos de Cinfães e Resende. E, no Distrito de Vila Real, parte do concelho de Montalegre que outrora pertenceu ao extinto concelho de Ruivães que foi despois integrado no município de Vieira do Minho. Entretanto, a reforma administrativa levada a efeito em 1936 subtraiu-lhe uma importante parcela de território para, apesar das afinidades históricas, geográficas e etnográficas, criar artificialmente uma prov...

DOURO LITORAL É MINHO! – POR D. JOSÉ DE SÁ COUTINHO, 2º CONDE D’AURORA

Imagem
  Transcrevemos parte de um extenso texto da autoria do escritor ponte-limense Conde d’Aurora, D. José de Sá Coutinho, o qual constitui o prefácio da "Antologia da Terra Portuguesa", publicado pela Livraria Bertrand, através do qual se rebate a ideia errónea com que muitas vezes se encara parte do Minho como se tratando de uma nova província – o Douro Litoral – construindo-se conceitos errados nomeadamente no domínio do folclore e da etnografia. “Cabe, este volume da Antologia da Terra Portuguesa, aos escritores da Província do Douro Litoral. Trata-se de uma novíssima divisão territorial, transitória medida, esperemos (com seu muito de arbitrário), tentativa de adaptação à divisão liberal por distritos à moda francesa revolucionária dos departamentos – e contrariando toda a tradição, costumes e condições naturais. Criou-se nos últimos anos, mutilando a velha e tradicional Província de Entre Douro e Minho (já truncada em 1834, subdividida em Minho e em Douro, já então se...

ENTRE-DOURO-E-MINHO EXISTE APENAS UMA REGIÃO: O MINHO!

Imagem
  No princípio existiu a Comarca d’Entre-Douro-e-Minho que abrangia os atuais distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto e ainda parte dos distritos de Aveiro, Viseu e Vila Real. Concretamente, a vetusta Comarca d’Entre-Douro-e-Minho englobava no Distrito de Aveiro os concelhos de Arouca, Castelo de Paiva, Espinho e Santa Maria da Feira. No Distrito de Viseu incluía os concelhos de Cinfães e Resende. E, no Distrito de Vila Real, parte do concelho de Montalegre que outrora pertenceu ao extinto concelho de Ruivães que foi despois integrado no município de Vieira do Minho. Entretanto, a reforma administrativa levada a efeito em 1936 subtraiu-lhe uma importante parcela de território para, apesar das afinidades históricas, geográficas e etnográficas, criar artificialmente uma província: o Douro Litoral! Perante tal divisão, o Minho ficou supostamente reduzido aos atuais Distritos de Viana do Castelo e Braga, limitado a sul pelo Douro Litoral. Não satisfeitos com este fracioname...