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ARCOS DE VALDEVEZ RECEBE TEATRO DO MACHICO

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  No sábado, 24 de outubro, às 16h00, é a vez do Grupo de Teatro de Machico, da Madeira, subir ao palco com “Antígona - Rastos, Restos e Rostos”. Um trabalho produzido a partir do dramaturgo grego Sófocles, "Antígona” é uma das três tragédias sobre a casa real de Tebas e considerada uma das mais antigas, se não a mais antiga das obras conservadas do autor, datada de 441 ou 442 a. C. e uma das mais conhecidas da mitologia grega. Quase 2500 anos depois, que rastos desta narrativa encontramos ainda hoje? Que restos daquele espírito corajoso e humanista de Antígona sobrevivem, ainda, em nós? Quais os rostos desses nós?. A peça procura, assim, trazer estas questões para a atualidade e para os tempos convulsos que vivemos…

SABIA QUE O BRINQUINHO DA MADEIRA TEM ORIGEM NO ZUCA-TRUCA MINHOTO?

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  Foto: Zuca-Truca O Brinquinho da Madeira O brinquinho ou “bailhinho”, designações populares utilizadas na Madeira, é um dos nossos instrumentos musicais tradicionais mais divulgados. É um idiofone misto de concussão direta, composto por um conjunto de bonecos em pano (usualmente sete figuras masculinas e femininas) trajando indumentária tradicional, portadores de castanholas nas costas e fitilhos, dispostos na extremidade de uma cana de roca, em duas ou mais séries circulares, de diâmetro desigual e é encimado por uma destas figuras. É ornamentado, ainda, com tampas de garrafas (caricas), que também funcionam como castanholas. Este instrumento possui um arame (vareta central do instrumento), o qual passa no interior de uma cana e é acoplado a um cabo. O tocador segura no cabo e imprime movimentos verticais, que fazem tocar as castanholas. É utilizado usualmente para marcar compasso. Sendo o seu uso mais comum entre os grupos de folclore da Região, também aparece isolado pelas...

BRINQUINHO DA MADEIRA TEM ORIGEM NO ZUCA-TRUCA MINHOTO

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  Integrante do Grupo de Folclore da Casa do Povo de Campanário. O Brinquinho da Madeira O brinquinho ou “bailhinho”, designações populares utilizadas na Madeira, é um dos nossos instrumentos musicais tradicionais mais divulgados. É um idiofone misto de concussão direta, composto por um conjunto de bonecos em pano (usualmente sete figuras masculinas e femininas) trajando indumentária tradicional, portadores de castanholas nas costas e fitilhos, dispostos na extremidade de uma cana de roca, em duas ou mais séries circulares, de diâmetro desigual e é encimado por uma destas figuras. É ornamentado, ainda, com tampas de garrafas (caricas), que também funcionam como castanholas. Este instrumento possui um arame (vareta central do instrumento), o qual passa no interior de uma cana e é acoplado a um cabo. O tocador segura no cabo e imprime movimentos verticais, que fazem tocar as castanholas. É utilizado usualmente para marcar compasso. Sendo o seu uso mais comum entre os grupos de fo...

LANÇAMENTO DO LIVRO “BORDADEIRAS DO MORRO DO SÃO BENTO: PERMANÊNCIA DA MEMÓRIA (2013-2026)” CRÓNICA DE MANOEL RICARDO ANDRADE SEBASTIÃO

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  No passado dia 14 de março ocorreu o lançamento da publicação “Bordadeiras do Morro do São Bento: Permanência da Memória (2013-2026)”, que visa preservar a memória de muitas bordadeiras que, em Santos/SP, desempenharam atividade ligada ao Bordado tradicional da Ilha da Madeira. A iniciativa busca preencher lacuna documental sobre a história desse movimento que chegou a reunir centenas de mulheres, todas inseridas numa mesma identidade cultural. O evento ocorreu no espaço Futrica Economia Criativa, localizado no Centro de Santos/SP. Os organizadores da obra são Lara Spagnol e Julian Campos. O livro, que teve distribuição gratuita durante o lançamento, reúne informações, reflexões e testemunhos sobre esta história incrível de imigrantes portuguesas que fincaram suas raízes no Brasil e se destacaram produzindo peças bordadas com técnicas típicas da Ilha da Madeira. A publicação tem o objetivo de preservar a memória, trazendo reflexão sobre quais caminhos devem ser trilhados pa...

BRASIL: GRUPO FOLCLÓRICO CRUZ DE MALTA ENSINA A BORDAR – CRÓNICA DE MANOEL SEBASTIÃO

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  O Grupo Folclórico Cruz de Malta - Santos/SP - Brasil promoveu, em parceria com Ponto de Contato, uma Oficina de bordado típico da Ilha da Madeira. A Oficina ocorreu no passado dia 13 de dezembro, na Futrica Economia Criativa, localizada no Centro de Santos/SP, sendo que foi conduzida pela Sra. Maria Carmina de Andrade Sebastião, com o apoio do Sr. Julian Campos. Ao final, houve exibição do Grupo especialmente preparada para o evento. As Bordadeiras de Santos/SP são conhecidas como mulheres, muitas delas imigrantes da Ilha da  Madeira – Portugal, que trouxeram para o Brasil e aqui preservaram a rica tradição do bordado tradicional madeirense. Transformam o ofício em um símbolo cultural e fonte de renda, criando peças delicadas (toalhas,  lenços e até enxovais) que adornam, desde o século passado (XX) e até hoje, casas de brasileiros e lusodescendentes, ficando certo de que sua história já foi tema de livros,...

BRASIL: GRUPO FOLCLÓRICO CRUZ DE MALTA REALIZA OFICINA DE BORDADO TÍPICO DA ILHA DA MADEIRA – CRÓNICA DE MANOEL SEBASTIÃO

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O Grupo Folclórico Cruz de Malta - Santos/SP - Brasil promoveu, em parceria com Ponto de Contato, mais uma Oficina de bordado típico da Ilha da Madeira. A segunda Oficina da espécie, realizada pouco mais de um mês após a ocorrida em dezembro do ano passado, teve lugar no passado dia 24 de janeiro, na Futrica Economia Criativa, localizada no Centro de Santos/SP, sendo que foi conduzida pela Sra. Maria Carmina de Andrade Sebastião, com o apoio do Sr. Julian Campos. Desta vez, não houve exibição do Grupo Folclórico, mas sim uma exposição de Trajes Típicos Portugueses, onde puderam ser observadas técnicas de bordado e, inclusive, o bordado típico da Ilha da Madeira. Marcaram presença a Sra. Maria Vieira Sardinha Gonçalves, presidente da ALMA, bem como a Sra. Regina Faria, presidente da Casa da Madeira de Santos. As Bordadeiras de Santos/SP são conhecidas como mulheres, muitas delas imigrantes da Ilha da  Madeira – Portugal, que trouxeram para o Brasil e aqui preservaram...

TRADIÇÃO DO “DESPIQUE MADEIRENSE” TEM ORIGEM NOS CANTARES AO DESAFIO DO MINHO

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  Os minhotos foram dos primeiros colonos a povoar a Madeira após a descoberta da ilha em 1419. A forte densidade populacional e a escassez de terra no Minho na época incentivaram a emigração. Estes pioneiros iniciaram o desenvolvimento económico da ilha, através do cultivo de cereais e cana-de-açúcar, e da construção de infraestruturas como as levadas para a irrigação - as levadas em tudo semelhantes ao regadio tradicional minhoto. Decorridos cerca de sete séculos sobre a data do seu descobrimento e início do povoamento, persistem as ligações à sua região de origem não somente na sua genealogia como ainda nas suas tradições, no artesanato, gastronomia, folclore e traje. Nomeamos, entre elas, a carne de vinha-d’alhos tão apreciada na quadra natalícia, a capa em quase tudo semelhante à capotilha bracarense, as coreografias das danças tradicionais e o inconfundível brinquinho que no Minho é conhecido por “zuca-truca”. Mas, não nos detenhamos por estes aspetos… Uma das tradições m...

CARNE DE VINHA-D’ALHOS OU VINDALHO: A GASTRONOMIA MINHOTA VIAJOU PARA A MADEIRA, A ÍNDIA PORTUGUESA E O PAQUISTÃO

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  À semelhança do sarapatel, o vindalho é uma especialidade goesa com origem na gastronomia minhota, à qual foram acrescentadas especiarias como as malaguetas, muito ao gosto local. O vindalho é confecionado com carne de porco cortada aos cubos e temperada com sal e vinagre. Depois de frito, é feiro um refogado de cebola com malagueta moída, alhos, coentros, cominhos, açafrão-da-terra, tamarindo e vinagre. Depois de bem misturados estes ingredientes e bem fritos, adicionam açúcar, a carne, a marinada e água de tamarindo. É apurado num tacho fechado a fim de que o molho fique suficientemente expesso. É geralmente servido com arroz. Esta especialidade espalhou-se para outras regiões da Índia e Paquistão onde é denominado por  vindaloo . Porém, em virtude da proibição religiosa do consumo de carne de porco, esta foi substituída por carne de frango, borrego e até peixe. Em virtude da emigração indiana para o Reino Unido, também aqui o vindalho adquiriu bastante popularidade e ...

CAPOTILHA BRACARENSE ESTÁ NA ORIGEM DA TRADICIONAL CAPA MADEIRENSE

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  Capotilha do Vale do Cávado (Foto: Abel Cunha) / Capa madeirense (Foto: Carlos Gomes) O povoamento do arquipélado da Madeira a partir da sua descoberta em 1419 foi realizada sobretudo por gente oriunda do Minho. E, entre os seus traços característicos, ainda podemos anotar tradições como a carne de vinha-d'alhos que constitui um dos expoentes da sua gastronomia que está sempre presente na época natalícia. E, quem sabe, a coreografia do tradicional  bailinho  filiar-se em danças tradicionais da região de Guimarães com muitas semelhanças com o  Velho. Também no traje encontramos surpreendentes semelhanças entre a capotilha bracarense e a capa madeirense no traje feminino.

CAVAQUINHO – O CORDOFONE ORIGINÁRIO DO MINHO – TOMA NA MADEIRA O NOME DE BRAGUINHA

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  O cavaquinho viajou para a Madeira onde tomou o nome de braguinha. Originário do Minho, que mais tarde foi amplamente introduzido na cultura popular de Braga pelos nobres biscainhos, de onde foi posteriormente levado à outras regiões, nomeadamente para a Madeira.

BRINQUINHO DA MADEIRA TEM ORIGEM NO ZUCA-TRUCA DE GUIMARÃES E VILA PRAIA DE ÂNCORA

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  Foto: Integrante do Grupo de Folclore da Casa do Povo de Campanário. O Brinquinho da Madeira O brinquinho ou “bailhinho”, designações populares utilizadas na Madeira, é um dos nossos instrumentos musicais tradicionais mais divulgados. É um idiofone misto de concussão direta, composto por um conjunto de bonecos em pano (usualmente sete figuras masculinas e femininas) trajando indumentária tradicional, portadores de castanholas nas costas e fitilhos, dispostos na extremidade de uma cana de roca, em duas ou mais séries circulares, de diâmetro desigual e é encimado por uma destas figuras. É ornamentado, ainda, com tampas de garrafas (caricas), que também funcionam como castanholas. Este instrumento possui um arame (vareta central do instrumento), o qual passa no interior de uma cana e é acoplado a um cabo. O tocador segura no cabo e imprime movimentos verticais, que fazem tocar as castanholas. É utilizado usualmente para marcar compasso. Sendo o seu uso mais comum entre os grupos...

ZUCA-TRUCA DO MINHO VIROU BRINQUINHO NA MADEIRA

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  AS COLEÇÕES DO MUSEU ETNOGRÁFICO DA MADEIRA | INSTRUMENTOS MUSICAIS | O BRINQUINHO O brinquinho ou “bailhinho”, designações populares utilizadas na Madeira, é um dos instrumentos musicais tradicionais madeirenses mais divulgados, sendo a cana vieira uma das matérias-primas utilizadas na sua construção. É um idiofone misto de concussão direta, composto por um conjunto de bonecos em pano (usualmente sete figuras, masculinas e femininas), trajando indumentária tradicional, portadores de castanholas nas costas e fitilhos, dispostos na extremidade de uma cana de roca, em duas ou mais séries circulares, de diâmetro desigual e encimado por uma destas figuras. É ornamentado, ainda, com tampas de garrafas (caricas), que também funcionam como castanholas. Era costume, nos arraiais, para entretenimento, o povo formar rodas, tocando, cantando e dançando – os chamados brincos - termo que estará, provavelmente, relacionado com a designação deste instrumento. Este instrumento possui um ...

TRADIÇÃO DO “DESPIQUE MADEIRENSE” TEM ORIGEM NOS CANTARES AO DESAFIO DO MINHO

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  Uma das tradições mais arreigadas que os povoadores minhotos levaram para a Madeira dá ali pelo nome de “despique” e tem a sua origem na tradição dos cantares ao desafio do Minho cujas raízes nos remetem para o cancioneiro galaico-minhoto da Idade Média com as suas cantigas de escárnio e maldizer, tradição intimamente ligada ao cancioneiro provençal e aos Caminhos de Santiago. Dois ou mais cantadores ao desafio como aqui designamos improvisam quadras rimadas subordinadas a um tema específico, exigindo-se que mantenha a habilidade do improviso e a capacidade de manter o ritmo e a melodia durante toda a atuação. Trata-se de um costume que ocorre frequentemente nas festas e arraiais populares da Ilha da Madeira, à semelhança do que se verifica nas romarias minhotas de onde foram originários grande parte dos povoadores daquela região. Os minhotos foram um dos primeiros grupos de colonos a povoar a Madeira após a descoberta da ilha em 1419. A forte densidade populacional e a escas...

MADEIRENSES SÃO ORIGINÁRIOS DO MINHO

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  O povoamento do arquipélago da Madeira a partir da sua descoberta em 1419 foi realizada sobretudo por gente oriunda do Minho. E, entre os seus traços característicos, ainda podemos anotar tradições como a carne de vinha-d'alhos que constitui um dos expoentes da sua gastronomia que está sempre presente na época natalícia. E, quem sabe, a coreografia do tradicional  bailinho  filiar-se em danças tradicionais da região de Guimarães… “É «comum atribuir-se a proveniência algarvia aos primeiros e principais povoadores que desencadearam a ocupação da ilha», segundo, Luís de Albuquerque e Alberto Vieira, na sua obra, “ O Arquipélago da Madeira no Século XV ”. Segundo estes, «essa ideia filia-se na tradição, que corre no Algarve, da participação das suas gentes na gesta expansionista, e na expressão de Jerónimo Dias Leite, ‘muitos do Algarve’». Ainda mais referem que, lhes parece apressada esta concepção, «uma vez que faltam provas que a corroborem», e que numa «listagem dos p...

MADEIRA FESTEJOU O NATAL COM CARNE DE VINHA-D’ALHOS QUE É UM PRATO TÍPICO ORIGINÁRIO DO MINHO

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  O vindalho é uma especialidade tipica madeirense com origem na gastronomia minhota muito apreciada na época natalícia. Em virtude do povoamento do território levada a efeito pelos minhotos, a carne de vinha-d’alhos tornou-se um prato típico da quadra natalícia, o qual está naturalmente relacionado com a matança do porco. Aqui é feita com carne de porco que, após ser temperada com vinagre, vinho branco, alho, louro, segurelha, sal e pimenta, é deixada a marinar pelo menos durante dois dias. Depois é cozida na própria marinada e guardada. Na altura de comer, é frita com banha de porco e servida com pão frito na mesma gordura da cozedura. Esta especialidade espalhou-se para outras regiões do mundo como Goa onde toma a designação de   vindalho , a Índia e o Paquistão onde aqui é denominado por  vindaloo . Porém, em virtude da proibição religiosa do consumo de carne de porco, esta foi substituída por carne de frango, borrego e até peixe. Em virtude da emigração indiana par...