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MINHO E TRÁS-OS-MONTES UNIDOS PELA PONTE DA MISARELA - AQUELA QUE FOI CONSTRUÍDA PELO DIABO - 4 DE JULHO

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VIEIRA DO MINHO E MONTALEGRE: TERÁ A PONTE DA MISARELA SIDO OBRA DO DIABO?

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Quem de Vieira do Minho pretendesse atravessar o rio Rabagão com destino a Montalegre teria o fazer pela ponta da Misarela que, segundo uma velha crença, era obra do diabo. Reza a lenda que, em terras de Além Douro, vivia um homem que tendo cometido vários crimes, a justiça perseguia sem contudo ser bem-sucedida. Profundo conhecedor dos esconderijos da serra, ele sempre escapava. Certa altura, porém, vendo-se seguido de perto, embrenhou-se no sertão e, transviado, achou-se de repente à borda de uma ribeira torrencial, em sítio alpestre e medonho, pelo alcantilado dos penedos e pelo fragor das águas que ali se despenhavam em furiosa catadupa. Apelou o malvado para o Anjo-Mau e tanto foi invocá-lo que o Diabo lhe apareceu. “Faz-me transpor o abismo e dou-te a minha alma”, disse-lhe. O Diabo aceitou o pacto e lançou uma ponte sobre a torrente. O réprobo passou e seguiu sem olhar para trás como lhe fora exigido mas, pouco depois, sentiu grande estrépito, como de muitas pedras que se derroc...

PONTE DA MISARELA ABRAÇA O MINHO E TRÁS-OS-MONTES

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VILA DE SALTO (MONTALEGRE) É TERRA MINHOTA – NINGUÉM MUDA A SUA IDENTIDADE POR DECRETO!

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  A paróquia de Santa Senhorinha de Basto era abadia da apresentação de D. Gastão da Câmara Coutinho, na antiga comarca de Guimarães. Segundo Pinho Leal, o abade apresentava quatro vigararias: Santa Maria de Salto (Montalegre), Santo André de Painzela (Cabeceiras de Basto), São Tiago de Ourilhe (Celorico de Basto) e São Bento de Pedraído (Fafe). Segundo o mesmo, existiu outra paróquia, denominada São Nicolau de Basto, que estaria anexa a Santa Senhoria de Basto. Nas “Memórias paroquiais de 1758” são referidas quatro ermidas: Calvário, Nossa Senhora da Assunção na quinta de Cotelo, Senhora da Conceição na quinta de Cainhos e outra sita na casa Vila Garcia. Também é referido o hospício dos Capuchos de Santo António, na altura com seis ou sete religiosos. É paróquia do concelho de Cabeceiras de Basto e da diocese de Braga. Incorporações provenientes da Conservatória do Registo Civil de Cabeceiras de Basto em 19 de novembro de 1918, 29 de agosto de 1933, 26 de novembro de 1936, 1...

TRUTAS DO RIO COURA SÃO SERVIDAS À MESA NOS RESTAURANTES DE BRAGANÇA

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  “(...) em Paredes de Coura, e à hora do almoço vêm para a mesa as trutas do rio Coura, o rio mais truteiro do universo, azeitonas e bogas de escabeche, pão de milho e as demoradas conversas dos amigos que se encontram outra vez ” – Aquilino Ribeiro, “A Casa Grande de Romarigães” Quem alguma vez teve a felicidade de viajar até Bragança e escolher alguns dos restaurantes daquela cidade do nordeste transmontano, certamente já teve a agradável surpresa de apreciar uma das mais afamadas iguarias gastronómicas do Minho: as trutas do rio Coura! Magnificamente confecionadas, os bragançanos apreciam esta iguaria, a que lhe chamam “truta da pinta rosa”, juntando-lhe não raras as vezes uma fatia de presunto. Mas, para o comum visitante, ela é frequentemente servida, tal como se vê na imagem, sem outros condimentos mais característicos da cozinha transmontana. O prato que aqui se apresenta foi confecionado por um excelente restaurante da cidade de Bragança, situado a escassos metros do...

PORQUE MIGUEL TORGA NÃO GOSTAVA DO MINHO?

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  Dizia o insigne escritor Miguel Torga que “… no Minho tudo é verde, o caldo é verde, o vinho é verde… ” – como transmontano que era, dos pés à cabeça, desconhecia o escritor que o Minho também possuía outras cores como o branco da neve que a tempos cobre as serranias de Castro Laboreiro! "Desanimado, meti para Castro Laboreiro à procura dum Minho com menos milho, menos couves, menos erva, menos videiras de enforcado e mais meu. Um Minho que o não fosse, afinal. Encontrei-o logo dois passos adiante, severo, de curcelo e carapuça. A relva dera finalmente lugar à terra nua que, parda como o burel, tinha ossos e chagas. O colmo de centeio, curtido pelos nevões, perdera o riso alvar das malhadas. Identificara-se com o panorama humano, e cobria pudicamente a dor do frio e da fome. Um rebanho de ovelhas silenciosas retouçava as pedras da fortaleza desmantelada. E uma velha muito velha, desmemoriada como uma coruja das catacumbas, vigiava a porta do baluarte, a fiar o tempo. Era a p...