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TODA A VIOLÊNCIA É CONDENÁVEL, MAS ALGUMA VIOLÊNCIA PARECE MAIS CONDENÁVEL DE QUE OUTRA – CRÓNICA DE MÓNICA JERÓNIMO LOPES

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  “Toda a violência é condenável” é uma frase que parece ter‑se tornado vazia de dignidade e cheia de ideologia. Na prática, quando a comunicação social informou ontem da tentativa de queimar manifestantes em Lisboa, a violência deixou de ser um ato condenável em si e sem nuances e passou a ser um conceito elástico, onde o jornalista e o editor definem a gravidade do crime com base em quem agride e quem é agredido. Não é informação, é formação ideológica. Ontem, famílias, mães, pais e crianças foram alvo de um ato deliberado, com um engenho incendiário lançado para o meio de uma multidão pacífica. Foi uma tentativa de homicídio, um ato terrorista contra pessoas concretas por causa das suas convicções. E, no entanto, o jornalismo anestesiou a informação, falou de “incidente”, sublinhou “sem feridos” e encaminhou o assunto para o pouco relevante através de engenharia linguística que atenua a perceção da gravidade de um ato que poderia ter terminado em corpos carbonizados. Basta i...

POUPANÇA OU PROMOÇÃO? O QUE ESTÁ EM CAUSA NA NOVA ESTRUTURA DA CÂMARA DE BRAGA – OPINIÃO DE MÓNICA JERÓNIMO LOPES

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  A Câmara Municipal de Braga aprovou, na sua última reunião, uma profunda alteração à estrutura orgânica dos serviços municipais, apresentada pelo Executivo Juntos por Braga como uma reforma de modernização e de poupança. O Senhor Presidente garantiu que “com esta orgânica, reduzimos em mais de 100 mil euros por ano a despesa com cargos dirigentes”, como se tivesse encontrado a fórmula mágica da boa gestão. Mas, quando olhamos para os números e para o desenho concreto da máquina, a “poupança” revela-se um argumento frágil e politicamente inquietante. O vereador do CHEGA, Filipe Aguiar, teve aqui um papel particularmente relevante: foi o primeiro a confrontar de forma clara esta narrativa, não só na intervenção política, mas sobretudo no voto. A sua declaração de voto assumiu uma crítica frontal à duplicação do custo das Direções Municipais de topo – que passa de cerca de 18 mil para cerca de 37 mil euros mensais – enquanto a poupança global de cerca de 100 mil euros por ano resu...

BRAGA: MAIS UM OBSERVATÓRIO, MAIS UM CAVALO DE TROIA IDEOLÓGICO – CRÓNICA DE MÓNICA JERÓNIMO LOPES, DEPUTADA MUNICIPAL DO PARTIDO CHEGA

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  Por que digo NÃO à Rede Europeia de Cidades de Saúde Mental Enquanto deputada municipal eleita pelo CHEGA, e enquanto mulher e mãe, não posso ficar calada perante a possibilidade de se usar saúde mental como “Cavalo de Troia” para agendas que nada têm de inocentes. Não, não é a saúde mental que eu contesto. A saúde mental é demasiado séria para ser menosprezada. O que eu recuso é que, em nome de palavras bonitas como “equilíbrio emocional”, “bem‑estar juvenil” ou “prevenção do sofrimento psicológico”, se abra a porta a um projeto de desconstrução sexual, cultural e moral, embalado sob a forma de rede europeia, recomendações técnicas e boas práticas. 1.    A Carta de Princípios não é neutra: laboratório de engenharia social? A Carta de Princípios desta Rede está longe de ser um texto técnico e neutro. Faz desfilar, como se fossem evidências científicas, conceitos como “igualdade de género”, “diversidade cultural”, “inclusão de grupos vulneráveis”, “equidade socia...