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GENERAL NORTON DE MATOS: UM MINHOTO NA MAÇONARIA

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O General José Norton de Matos (1867–1955) foi uma figura central do republicanismo e um dos mais destacados maçons do século passado. Iniciado na Maçonaria a 17 de maio de 1912, na Loja Pátria e Liberdade (n.º 332) de Lisboa, adotou o nome simbólico de "Danton".  Exerceu o cargo de Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano (GOL) entre 1929 e 1935, liderando a organização durante o período de transição e o início da perseguição pelo Estado Novo. A sua ligação à Maçonaria e aos ideais republicanos fizeram dele um notório opositor ao regime de Salazar, culminando na sua histórica candidatura às eleições presidenciais de 1949 em representação de toda a oposição democrática.

A MAÇONARIA NO ALTO MINHO

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  Entre 1843 e 1849, funcionou em Viana do Castelo uma primeira loja maçónica cuja designação com segurança se desconhece, mas que se presume poderá ter sido “fraternidade” em virtude de anos mais tarde, ali ter existido uma com tal denominação. Esta loja integrava então o Grande Oriente Passos Manuel, também conhecido por “Maçonaria do Norte”, o qual constituía uma das quatro obediências existentes à altura. Desta derivou, em 1903, a constituição de um triângulo em Ponte de Lima, o qual viria curiosamente a extinguir-se em 1910, por ocasião da implantação da I República. Tratava-se do Triângulo nº. 28, e que deverá ter agrupado entre três a seis obreiros. O general Norton de Mattos, Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano Unido, com as insígnias maçónicas. (…) Em 1926, por ocasião da instauração da ditadura militar que viria a abrir caminho à criação do Estado Novo, a Loja “Fraternidade” dispunha de 75 membros, a Loja “Vedeta do Norte” dispunha de 12 membros e os triângulos de ...