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NATALE SOLIS INVICTI OU O SOLSTÍCIO DO INVERNO

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Todo o mundo cristão celebra por esta altura o nascimento de Jesus, não obstante desconhecerem-se quaisquer referências históricas ou bíblicas que mencionem a data em que tal acontecimento se verificou. Por conseguinte, o Natal é festejado a 25 de Dezembro ou a 7 de Janeiro de acordo com as tradições católica ou ortodoxa, em virtude da adoção dos calendários juliano ou gregoriano. Ora, é nesta ocasião que ocorre o solstício do inverno ou nascimento do sol, precisamente a altura em que os raios solares deixam de decrescer e passam de a aumentar, fazendo de novo crescer os dias em relação às noites. Desde a mais remota antiguidade que o ser humano adorou o sol, deificando-o e atribuindo-lhe a primazia sobre as demais divindades. Tal sucedeu na Caldeia, na Palestina e no Egipto, aqui adorado sob o nome de Ra. Na antiga Pérsia e na Índia, o deus Sol era designado por Mitra tendo o seu culto dado origem ao mitraísmo que viria mais tarde a rivalizar com o cristianismo a sua influência no Imp...

ORIGENS E SIGNIFICADO DA COROA DO ADVENTO

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A Coroa do Advento constitui um dos símbolos da época do Natal a anunciar o nascimento do Messias. Nos domingos do Advento, considerado o primeiro tempo do Ano Litúrgico correspondendo às quatro semanas que antecedem o Natal, as quais surgem representadas nas quatro velas. A família reúne-se à sua volta para rezar e celebrar. Seguindo a sua liturgia, é acesa a vela que corresponde à respectiva semana, entoando cânticos e fazendo leitura de passagens da Bíblia alusivas ao Advento. As origens desta tradição remontam a antigos ritos colares praticados pelos povos europeus através dos quais celebravam o nascimento do Sol ou seja, o solstício de Dezembro, os quais vieram mais tarde a dar origem às saturnais romanas. A sua forma circular representava precisamente a divindade solar que ocupava um lugar central em todos os ritos pagãos. Durante o inverso, os povos antigos acendiam enormes fogueiras que, simbolizando a luz e o calor em cujo regresso se depositavam as esperanças, aparece simboli...

MINHO: O CULTO DOS MORTOS E A ACÇÃO CRIADORA DOS DEUSES

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O rito é, por assim dizer a celebração do mito da criação, assumindo sempre a sacralidade imanente ao acto da criação divina. Desde sempre o Homem acreditou na possibilidade dos mortos intercederem na ação criadora dos deuses e no próprio ciclo da natureza, contribuindo inclusivamente para o renascimento dos vegetais e das culturas que os demónios e maus espíritos do inverno fizeram desaparecer. Esta crença está na origem de uma infinidade de práticas relacionadas com o culto dos mortos que regra geral se iniciam em Novembro e prolongam-se até à Serração-da-Velha, atravessando as cerimónias solsticiais ou "saturnais" e os festejos carnavalescos. Naturalmente, os ritos variam consoante as celebrações em causa mas conservam entre si uma finalidade comum que é o de assegurar que o ciclo da vida e da morte não se interrompa, possibilitando, por conseguinte, que ao inverno suceda impreterivelmente a primavera. De acordo com as investigações feitas no domínio da arqueologia e da an...

O CULTO DOS MORTOS NO MINHO – FOTO: JOSÉ PINTO

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Igreja Paroquial de Cabração, concelho de Ponte de Lima, vendo-se o cemitério paroquial antigo e novo. O cemitério – termo proveniente do latim coemeterium, por sua vez derivado do grego Kimitírion – constitui o local onde se depositam os mortos com vista ao seu repouso eterno ou seja, onde se abrem as respectivas sepulturas. Nos tempos mais remotos, os cemitérios situavam-se geralmente fora dos muros da cidade, distantes das igrejs e outros locais de culto, como sucedia com a Geena às portas de Jerusalém. Na Roma antiga, encontravam-se nas catacumbas que constituíam espaços subterrâneos destinados ao sepultamento, as quais vieram a ser utilizadas pelos cristãos para as suas práticas religiosas com secretismo devido às perseguições de que eram alvo. Com o tempo, as igrejas vieram a tornar-se locais de sepultamento uma vez que eram considerados como locais sagrados. Porém, sobretudo a partir do século XVIII, o crescimento populacional viria a causar falta de espaço no interior dos temp...

O QUE É O BOTAR DAS ALMAS?

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Com fortes raízes no Minho, o "botar das almas - também designado por cantar das almas ou encomendação das almas - é uma tradição religiosa ligada ao culto dos mortos cujo ritual se pratica geralmente no mês de novembro ou na Quaresma. Pequenos grupos de aldeões, vestidos de negro, percorriam os caminhos das aldeias durante a noite, batendo às portas dos vizinhos, entoando cânticos e pedindo esmola. Por vezes, p ercorriam as encostas de montanhas e trepavam a penedos, fazendo soar campainhas, matracas e zaquelitraques, ou levavam uma candeia, e faziam  "botar" as almas  no sentido de lançar a voz ou o som para o ar, entoando cânticos fúnebres e exortações como: "Irmãos, rezai um Padre Nosso e uma Avé Maria pelas almas que estão nas penas do fogo do Purgatório". Este ritual tinha como propósito r ezar e cantar para interceder pelas almas que se encontram a sofrer no Purgatório, pedindo a Deus que alcancem a paz e passem à Glória, enquanto os vivos também pedem a...

BISPOS DO MINHO E GALIZA REUNIRAM-SE EM TUI

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Onte máis dunha decena de bispos das provincias eclesiásticas de Braga (Portugal) e Santiago de Compostela acudiron a Tui para manter unha reunión de traballo e convivencia que, con periodicidade anual, se celebra cada vez nunha sede portuguesa ou galega diferente. A biblioteca do Seminario Menor «San Paio» acolleu a reunión, na que se trataron temas relacionados coa iniciación cristiá e co catecumenado de adultos. A continuación, os bispos visitaron a catedral tudense de Santa María no marco do Ano Xubilar que a diocese de Tui-Vigo está a celebrar con motivo do 800 aniversario da dedicación do templo catedralicio. Nesta xornada, o deán da catedral, José Diéguez, procedeu á apertura do altar das Reliquias para a súa ostensión extraordinaria —é dicir, para a veneración das reliquias—. Na reunión participaron varios bispos de Portugal, encabezados polo arcebispo de Braga, Mons. José Manuel García Cordeiro, así como os representantes das dioceses de Aveiro, Bragança-Miranda, Coimbra, Lame...

O MINHO E A CRUZ CELTA

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Não é raro no Minho depararmos, sobretudo nos cemitérios do concelho de Viana do Castelo junto ao litoral do Atlântico, com a cruz celta encimando os jazigos funerários. Trata-se de um símbolo ancestral que combina a cruz com um anel que lhe faz intersecção por detrás, representando a espiritualidade focada na criação com base no culto solar. Com origem remota, a cruz celta tem como o próprio nome indica origem na cultura dos povos celtas que, a partir do segundo milénio Antes de Cristo, se espalhou pela Europa Ocidental e, nomeadamente, pela região do Minho e Galiza. Da fusão de algumas tribos celtas com os iberos resultaram os celtiberos. Ainda os minhotos não haviam sido convertidos ao Cristianismo e, como lhes é característico, mantinham o seu apego às tradições pagãs, muitos locais como encruzilhadas de caminhos eram assinaladas com cruzes, geralmente associadas ao círculo solar. A cruz celta jamais representou qualquer culto cristão, o qual tinha inicialmente o peixe como símbolo...

COURENSES VENERAVAM O DEUS PAGÃO MACARIUS ANTES DE SE CONVERTEREM AO CRISTIANISMO

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Imagem de São Macário Vários foram os historiadores e antropólogos, incluindo estudos baseados nos trabalhos de Leite de Vasconcelos, apontam que Macário  ou Macarius  terá sido originalmente um deus lusitano ou divindade naturalística e protetora, Nos estudos de etnografia e arqueologia pré-romana/lusitana (referidos por historiadores como Leite de Vasconcelos), admite-se que a região da serra pudesse ter albergado cultos antigos dedicados a uma divindade naturalística ou local associada à natureza e à terra, por vezes referida como Macärius. Como era comum no sincretismo religioso da Península Ibérica, a Igreja Católica "cristianizou" antigos montes ou locais de culto pagão/natural atribuindo-lhes um santo com um nome foneticamente semelhante ( Macário ), substituindo o culto antigo pela devoção ao eremita cristão. Com o processo de cristianização do território português, os antigos cultos pagãos pré-romanos e celtas foram absorvidos e adaptados pelo Cristianismo, neste cas...

VIMARANENSES CELEBRAM 800 ANOS DA MORTE DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS

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NOSSA SENHORA DAS DORES DESCEU DO ALTAR E PERCORREU AS RUAS DE PONTE DE LIMA SEGUIDA POR NUMEROSOS FIÉIS

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Nossa Senhora das Dores desceu do seu altar na Igreja Matriz de Ponte de Lima e percorreu as ruas da vila limiana. Nesta edição, integrou também quadros evocativos dos 400 anos do martírio do Beato limiano Francisco Pacheco. Seguida por milhares de pessoas em majestosa procissão, incluindo as autoridades civis, militares, policiais e eclesiásticas, a celebração é uma manifestação de Fé profunda das gentes limianas e veneração a Nossa Senhora das Dores que, não sendo a padroeira da vila, foi pelas suas gentes eleita para presidir às Feiras Novas. O culto a Nossa Senhora das Dores em Ponte de Lima surgiu no século XVIII com a construção de um altar na Igreja Matriz em 1729. As suas origens em Portugal são anteriores, tendo consolidado-se no início do século XVIII, impulsionado pela Rainha D. Maria Ana de Áustria, espôsa do rei D. João V e dinamizado pelos padres da Congregação do Oratório.

PONTE DE LIMA PRESTA HOMENAGEM A NOSSA SENHORA DAS DORES

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Nossa Senhora das Dores desce amanhã do seu altar na Igreja Matriz de Ponte de Lima para percorrer as ruas da histórica vila. Seguida por milhares de pessoas em majestosa procissão, incluindo as autoridades civis, militares, policiais e eclesiásticas, a celebração é uma manifestação de Fé profunda das gentes limianas e veneração a Nossa Senhora das Dores que, não sendo a padroeira da vila, foi pelas suas gentes eleita para presidir às Feiras Novas. O culto a Nossa Senhora das Dores em Ponte de Lima surgiu no século XVIII com a construção de um altar na Igreja Matriz em 1729. As suas origens em Portugal são anteriores, tendo consolidado-se no início do século XVIII, impulsionado pela Rainha D. Maria Ana de Áustria, espôsa do rei D. João V e dinamizado pelos padres da Congregação do Oratório.

GALIZA: HOJE É DIA DE ROMARIA DE SANTA MARTA DE RIBATEME EM AS NEVES - OS DEVOTOS AINDA VÃO DE CAIXÃO

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Santa Marta de Ribarteme é uma paróquia e romaria singular na Galiza, famosa pela procissão dos caixões onde pessoas vivas que escaparam da morte desfilam dentro de ataúdes todos os anos a 29 de julho.   Os detalhes essenciais sobre esta celebração incluem aspetos como a data fixa, o ritual dos caixões e a devoção à santa. Esta fin de semana celébrase a romaría de Santa Marta de Ribarteme, en San Xosé de Ribarteme (As Neves) e na que estará Orgullo Galego. Esta é unha das romarías máis antigas de Galiza e das poucas que aínda conserva o uso de cadaleitos (que agora o párroco prohibe por consideralo paganismo, ateismo e bruxería), ademais neste caso con persoas dentro que se ofreceron a Santa Marta. En que consiste este rito? Pois ben, nesta romaría, os vivos agradecen a Santa Marta non ter morto. Esta é unha das romarías galegas máis antigas, e, aínda que a primeira referencia escrita consta de 1700, hai certeza de que xa se vén celebrando desde o século XII e con toda seguridade, ...

ROMA AGUARDA RELATÓRIO ACTUALIZADO PARA CANONIZAÇÃO DO BEATO PACHECO, NATURAL DE PONTE DE LIMA - CRÓNICA DE TITO DE MORAIS

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Um relatório actualizado sobre as últimas acções de promoção e divulgação do culto ao Beato Francisco Pacheco (1565? – 1626), nascido na Quinta de Barrô, Correlhã, freguesia de Ponte de Lima, está em fase de elaboração. O documento foi solicitado por fonte próxima do Vaticano, a Cidade-Estado em Roma, e sede da Igreja Católica, onde decorre o processo para santidade do ilustre português e Pontelimense. No passado dia 20 de Junho, a Paróquia de Ponte de Lima (Santa Maria dos Anjos) assinalou os 400 anos do martírio do Beato Francisco Pacheco, cum uma missa solene presidida pelo nosso Bispo da Diocese, D. João Lavrador, concelebrando outros sacerdotes, destacando o Pároco e Vigário Geral, Mons. José Caldas (foto de capa) e o P. Doutor José Carlos Onofre Pinto, Limiano, docente da Universidade Católica Portuguesa e elemento da Província da Companhia de Jesus em Portugal, Ordem á qual pertenceu o missionário no Oriente, P. Francisco Pacheco. De acordo com a Inteligência Artificial, extraím...

BRACARENSES FAZEM PROCISSÃO AO SAMEIRO

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VIMARANENSES FESTEJAM A S. GUALTER - PATRONO DE GUIMARÃES E DAS FESTAS GUALTERIANAS

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A   majestosa Procissão de São Gualter, percorrerá as ruas da cidade no próximo dia 2 de Agosto, emanando fé e devoção a São Gualter, lembrando seus valores e exemplo de vida. Um cortejo ímpar que marca todos os que nele participam e assistem à sua passagem. A participação neste marcante momento das Festas Gualterianas, é aberta a toda a comunidade. Convidamos todos os que desejem integrar esta magnífica procissão a fazê-lo, e assim preservar e a dignificar esta secular tradição que honra São Gualter, sua presença e dedicação aos Vimaranenses desde 1217. Junte-se a nós no dia 2 de agosto, participe nesta celebração única, onde a fé, a tradição e a comunidade caminham lado a lado.

PONTE DE LIMA ASSINALA 400 ANOS DO MARTÍRIO DO BEATO FRANCISCO PACHECO

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Este ano, no próximo Sábado, celebram-se os 400 anos do Martírio do Beato Francisco Pacheco, no Japão. Na Sexta-Feira, dia 19 de Junho, às 21h30, no Teatro Diogo Bernardes, haverá a projeção do Filme "Silêncio", de Martin Scorsese. No Sábado, 20 de Junho, às 19h00, na Igreja Matriz, a Eucaristia será presidida por D. João Lavrador, Bispo.Diocesano, onde será apresentado o Hino ao Beato e uma Pagela comemorativa.

SÃO JOÃO DE BRAGA TAMBÉM É A OCASIÃO DE CUMPRIR A PROMESSA AO SANTO - 17 A 24 DE JUNHO - FOTO DE ABEL CUNHA

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BRAGA: HOJE É DIA DE IR EM PEREGRINAÇÃO AO SAMEIRO

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CAMINHA CELEBRA SOLENIDADE DO CORPO DE DEUS – 4 DE JUNHO

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BRACARENSES PEREGRINAM AO SANTUÁRIO DO SAMEIRO - 7 DE JUNHO

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O Santuário do Sameiro volta a acolher, dia 07 de junho a “tradicional” Peregrinação Arquidiocesana de Braga que será presidida por D. José Cordeiro. “Nas intenções desta peregrinação estão a paz no mundo, os mais necessitados, os enfermos, as famílias, os jovens e por todos nós”, realça uma nota enviada à Agência ECCLESIA. A peregrinação a pé começa às 07h00, na Sé de Braga, em direção ao Santuário do Sameiro. A eucaristia, pelas 11h00, vai ser presidida pelo arcebispo de Braga, D. José Cordeiro. LFS