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OS MINHOTOS E A SUA INFLUÊNCIA NA ÍNDIA DESDE A DESCOBERTA DO CAMINHO MARÍTIMO

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A presença de minhotos na Índia remonta à época dos Descobrimentos e da fundação do Estado Português da Índia em 1505.  Muitos minhotos integraram armadas e fixaram-se nesses territórios como administradores, missionários, militares ou comerciantes, deixando marcas ainda hoje visíveis. A epopeia marítima promoveu uma profunda troca cultural e gastronómica entre o Minho e o subcontinente indiano. O sarapatel, uma das mais famosas iguarias minhotas, tradicional das aldeias da Serra d'Arga, foi levada pelos minhotos para a Índia, sobretudo para a região de Goa onde sofreu adaptações locais com recurso a especiarias e ingredientes típicos do Oriente. De igual modo, foram os portugueses que levaram as malaguetas e o pimentão para a Índia, mudando para sempre a gastronomia goesa e indiana. A relação entre portugueses e indianos estendeu-se para além de Goa, Damão e Diu, assentando numa rede de fortalezas e feitorias comerciais. Muitos minhotos participaram na construção e defes...

QUEM FOI O BEATO REDENTO DA CRUZ – NATURAL DE PAREDES DE COURA?

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  Redento da Cruz (Cunha (Paredes de Coura), 1598 - , Achém, 29 de Novembro de 1638) é o nome que Tomás Rodrigues da Cunha adoptou a quando da sua entrada para a Ordem do Carmo, foi um nobre português que foi beatificado por ter sido martirizado e não negar a fé católica. Era filho de Baltazar Pereira e Maria da Cunha, que pertencia a uma família nobre e abastada e, em 1598, nasceu numa sua casa situada no Lugar de Lizouros, na freguesia da Cunha, em Paredes de Coura. Com 19 anos embarcou para a Índia e notabilizou-se como soldado, cabo de esquadra e finalmente como capitão da praça de Meliapor. Mas apesar dos seus feitos militares optou antes por aceitar a sua vocação cristã e entra na Ordem dos Carmelitas Descalços de Goa, tendo sido enviado para uma residência que esta mesma Ordem tinha em Tatta (hoje território do Paquistão), onde recebeu o nome de Redento da Cruz. N...

CARNE DE VINHA-D’ALHOS OU VINDALHO: A GASTRONOMIA MINHOTA VIAJOU PARA A MADEIRA, A ÍNDIA PORTUGUESA E O PAQUISTÃO

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  À semelhança do sarapatel, o vindalho é uma especialidade goesa com origem na gastronomia minhota, à qual foram acrescentadas especiarias como as malaguetas, muito ao gosto local. O vindalho é confecionado com carne de porco cortada aos cubos e temperada com sal e vinagre. Depois de frito, é feiro um refogado de cebola com malagueta moída, alhos, coentros, cominhos, açafrão-da-terra, tamarindo e vinagre. Depois de bem misturados estes ingredientes e bem fritos, adicionam açúcar, a carne, a marinada e água de tamarindo. É apurado num tacho fechado a fim de que o molho fique suficientemente expesso. É geralmente servido com arroz. Esta especialidade espalhou-se para outras regiões da Índia e Paquistão onde é denominado por  vindaloo . Porém, em virtude da proibição religiosa do consumo de carne de porco, esta foi substituída por carne de frango, borrego e até peixe. Em virtude da emigração indiana para o Reino Unido, também aqui o vindalho adquiriu bastante popularidade e ...

SARAPATEL É UMA ESPECIALIDADE DA GASTRONOMIA MINHOTA QUE A EPOPEIA DOS DESCOBRIMENTOS LEVOU ATÉ À ÍNDIA E AO BRASIL

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  O sarapatel é uma das especialidades da gastronomia tradicional das aldeias da serra d’Arga. Constituindo uma espécie de cabidela feita com as miudezas de cabrito, este prato é especialmente apreciado por ocasião da Romaria ao São João d’Arga que todos os anos se realiza nos dias 28 e 29 de agosto, considerada uma das mais genuínas festas minhotas. Existe também no Alto Alentejo uma variante do sarapatel, confecionado com carne de borrego e cabrito, incluindo miudezas e vísceras, servido quente sobre finas fatias de pão alentejano. À semelhança de muitos dos costumes portugueses, também o sarapatel foi levado pelos navegadores da era dos Descobrimentos até terras distantes do Brasil e da Índia Portuguesa, dando aí origem a novas versões e paladares com a introdução de especiarias e outras iguarias. É atualmente afamado o sarapatel goês, temperado com açafrão, malaguetas, canela, gengibre, cravinho, tamarindo e outras especiarias, tornando-se um verdadeiro símbolo da cultura...

QUAL A ORIGEM DO “DHIRIO” – AS TRADICIONAIS "CHEGAS DE BOIS" EM GOA?

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  A tourada ou "chega de bois", enquanto forma de luta envolvendo touros, é uma atividade desportiva muito popular em Goa, e uma prática ancestral ligada às comunidades agrárias católicas. Em concani, é chamada de Dhirio. Aqui, dois touros brigam entre si, geralmente numa área aberta. Às vezes, a tourada termina em 30 minutos, outras dura até 1 hora, dependendo da capacidade de luta dos touros. A luta ocorre a qualquer momento, com base no desafio feito por ambos os proprietários dos touros. Um treino diário é dado aos touros, levando-os para longas caminhadas, o que os mantêm em forma e prontos para a luta. Estes touros de luta são mantidos separados de outros touros normais. As lutas de touros são famosas no sul de Goa, e os goeses são loucos por assistirem a elas, em assistências que chegam a alguns milhares de pessoas. Atualmente, esta manifestação cultural foi ilegalizada pelo governo indiano a revelia dos goeses, mas não totalmente banida, por continuar na...