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EMIGRANTES MINHOTOS ESTIVERAM ENTRE OS PRIMEIROS HABITANTES DO BAIRRO DE CHAMPIGNY-SUR-MARNE EM FRANÇA

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Champigny-sur-Marne, a maior aldeia portuguesa na França, 1956-1972, história da maior aldeia portuguesa na França Há setenta anos, em 1956, cerca de cem portugueses estavam a construir as primeiras cabanas no plateau de Champigny-sur-Marne, a leste de Paris. Menos de dez anos depois, havia mais de dez mil pessoas, e a aldeia se tornou conhecida pela sua história. Por quê? Após a guerra, as terras do plateau foram reservadas para o futuro desenvolvimento e permaneceram em ruínas. Os primeiros colonos vieram principalmente da região de Leiria; alguns já estavam na França desde os anos 1930. No início dos anos 1960, a aldeia era habitada por homens de Minho e Trás-os-Montes, muitos passando pelo Salto. Um irmão, um primo, um vizinho da aldeia já tinha uma cabana. No início do ano de 1962, a aldeia tinha mais de 3.000 habitantes: a população havia quintuplicado em um ano. As cabanas, inicialmente feitas de tábuas, depois de tábuas, depois de tijolos e de parpaings, mediam cerca de dez met...

PAULO FERNANDES: UM EMIGRANTE FAFENSE ENTRE DUAS PÁTRIAS AO SERVIÇO DA SUA TERRA - CRÓNICA DE DANIEL BASTOS

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Uma das marcas mais características das comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo é, indubitavelmente, a sua dimensão empreendedora, como corroboram as trajetórias de inúmeros compatriotas que criam empresas de sucesso e desempenham funções de relevo nos mais diversos domínios da vida cultural, social, económica, política e associativa. Entre os vários exemplos de afirmação, difusão e promoção da presença portuguesa na iáspora, cada vez mais percecionada como um ativo estratégico para o desenvolvimento e reconhecimento de Portugal, destaca-se, ao longo dos últimos anos, a trajetória de vida de Paulo Fernandes, um genuíno emigrante bairrista e altruísta, profundamente ligado às suas raízes e ativamente dedicado ao associativismo, que vive e trabalha na Bélgica. Natural de Vila Cova, pequena povoação rural do concelho minhoto de Fafe, onde nasceu em 1976, no seio de uma família humilde e de parcos recursos, Paulo Fernandes, como tantos outros conterrâneos e compatri...

PONTE DA BARCA: III FESTIVAL DA DIÁSPORA JUNTOU COMUNIDADE BARQUENSE

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A Praça da República recebeu, no passado domingo, 16 de agosto, a terceira edição do Festival da Diáspora, uma iniciativa do Município de Ponte da Barca dedicada aos emigrantes e às comunidades barquenses espalhadas pelo mundo. A noite foi marcada pela música, pelos trajes e pelas danças tradicionais, com a participação de grupos folclóricos e etnográficos ligados às comunidades portuguesas em França e no Canadá. Subiram ao palco o Grupo Etnográfico do Povo da Nóbrega em Créteil, Arcop de Nanterre, Flor do Lima de Villiers le Bel, Estrelas Douradas de Versailles, Rancho Flores do Norte de Ballancourt, Estrelas de Versailles France e o Grupo Folclórico e Etnográfico Português de Montreal. Através das diferentes atuações, o festival mostrou a forma como as comunidades portuguesas continuam a preservar as suas tradições, levando consigo a música, os costumes e a identidade cultural portuguesa para além-fronteiras. A iniciativa decorreu num período marcado pelo regresso de muitos emigrante...

ARCOS DE VALDEVEZ: CONVÍVIO DE EMIGRANTE EM SOAJO REÚNE COMUNIDADE

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A Casa do Povo de Soajo promoveu o Convívio do Emigrante, uma iniciativa que reuniu muitos soajeiros num momento de encontro, partilha e confraternização. O convívio proporcionou uma oportunidade especial para dar as boas-vindas aos filhos da terra que regressam a Soajo, reforçando os laços de amizade e pertença entre a comunidade residente e aqueles que vivem no estrangeiro. A iniciativa contou com a presença da Vice-Presidente da Câmara Municipal, Emília Cerdeira, que destacou a importância da realização destes encontros para fortalecer as elações entre a comunidade de Soajo e os seus emigrantes, mantendo vivas as raízes, as tradições e o sentimento de pertença à terra.

REGRESSAR A FAMALICÃO É VOLTAR A CASA

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Mário Passos recebeu emigrantes famalicenses que, por estes dias, regressam ao concelho para passar férias e reencontrar família e amigos Há quem tenha partido há 50 anos, quem tenha construído a vida na Suíça ou na França e quem veja agora os filhos fazerem o caminho inverso e prepararem o regresso a Portugal. As histórias são diferentes, mas para quem vive longe, voltar a Famalicão continua a significar voltar a casa. Foi esse sentimento que marcou o encontro que o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Mário Passos, manteve esta terça-feira com um grupo de emigrantes famalicenses que, como acontece todos os anos por esta altura, aproveitam as férias de verão para regressar às suas terras e reencontrar familiares e amigos. À conversa vieram as memórias de quem saiu do concelho bem cedo, as dificuldades da emigração, o orgulho no percurso realizado fora do país e também um olhar renovado sobre o concelho que encontram sempre que regressam. Américo Mendanha, de Calen...

HISTORIADOR FAFENSE DA DIÁSPORA LEVA A BRUXELAS OS LUGARES DE MEMÓRIA DA EMIGRAÇÃO PORTUGUESA

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No próximo dia 19 de setembro, sábado, Bruxelas, capital da Bélgica e da União Europeia, acolhe a apresentação do livro “Monumentos ao Emigrante – Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa”, uma obra que percorre, através da fotografia e da investigação histórica, a memória material da emigração portuguesa. Concebido pelo historiador da diáspora Daniel Bastos, em parceria com o fotógrafo Luís Carvalhido, o livro resulta de um levantamento pioneiro dos monumentos de homenagem ao emigrante existentes nos 18 distritos de Portugal continental e nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores. A apresentação está marcada para as 15h00, na livraria La Petite Portugaise, espaço de referência em Bruxelas na promoção da língua e da cultura portuguesas, e estará a cargo de Susana Pratt, cofundadora e responsável pela livraria. Com edição bilingue, em português e inglês, tradução de Paulo Teixeira, prefácio do filósofo e escritor Onésimo Teotónio Almeida e posfácio da socióloga das migrações...

ARCOS DE VALDEVEZ: UF DE SOUTO E TABAÇÔ ORGANIZOU FESTA DO EMIGRANTE

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A sede da Junta da União de Freguesia de Souto e Tabaçô acolheu a Festa do Emigrante, que reuniu dezenas de pessoas num convívio animado e cheio de tradição. A Câmara Municipal esteve representada pelo Vereador Carlos Taveira, reforçando os laços de proximidade com a população e dando as boas vindas a quem regressou à terra neste mês. Para o Município, estes convívios revelam-se de enorme importância no acolhimento dos emigrantes, reduzindo a saudade e promovendo encontros entre gerações.

ARCOS DE VALDEVEZ: ASSOCIAÇÃO VIVER TRADIÇÕES PROMOVE CONVÍVIO COM EMIGRANTES

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A recém-criada Associação Viver Tradições organizou uma Sardinhada do Emigrante, para dar as boas vindas aos filhos da terra que, neste mês de agosto, regressam a casa e à família. O evento decorreu na sede da Junta de Freguesia de Monte Redondo e juntou dezenas de pessoas para um dia de convívio e tradição, recheado de muita animação. A Vice-Presidente da Câmara Municipal, Emília Cerdeira, marcou presença na iniciativa, reforçando a importância destas atividades que fortalecem os laços entre gerações. Para o Município, estes encontros revestem-se de uma forte componente social, combatendo o isolamento, e garantindo uma proximidade afetiva à comunidade.

FAFE REALIZA FESTA DO EMIGRANTE

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FAFENSE LENA BARRETO: UM ROSTO DA SOLIDARIEDADE LUSO-CANADIANA - CRÓNICA DE DANIEL BASTOS

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Entrega da Medalha de Mérito das Comunidades Portuguesas, Grau Ouro, a Lena Barreto, pelo Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, a 11 de junho, em Toronto. Uma das características mais distintivas da diáspora portuguesa é a sua notável capacidade de iniciativa, refletida no percurso de milhares de compatriotas que, nos países de acolhimento, se afirmam no mundo empresarial, cultural, social, político e associativo. Entre esses exemplos de dedicação cívica, destaca-se o percurso de Lena Barreto, uma das personalidades mais respeitadas da comunidade portuguesa da região de Toronto. Natural do concelho minhoto de Fafe, Madalena Barreto, conhecida na comunidade luso-canadiana da região de Toronto como Lena, emigrou para o Canadá com a família em 1970, aos seis anos de idade. Cresceu em Toronto, cidade que acolhe uma das maiores e mais antigas comunidades portuguesas e lusodescendentes fora de Portugal, cujas raízes remontam à década de 1950. Desde muito jovem parti...

FAMALICENSE SÍLVIA RENDA E A AFIRMAÇÃO DA DIÁSPORA PORTUGUEA NA AUSTRÁLIA - CRÓNICA DE DANIEL BASTOS

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Sílvia Renda -©Ethnic Communities Council of Victoria A comunidade portuguesa na Austrália, cujas origens remontam sobretudo à segunda metade do século XX, com a chegada de sucessivas vagas migratórias provenientes maioritariamente da Madeira, destaca-se hoje pelo elevado grau de integração alcançado no continente-ilha da Oceânia, amplamente reconhecido como uma das sociedades mais multiculturais do mundo. Entre os primeiros núcleos de fixação, assumiu particular relevância a cidade portuária de Fremantle, na Austrália Ocidental, porta de entrada de muitos emigrantes que procuravam novas oportunidades de vida num país então marcado por um vigoroso crescimento económico. Embora os dados oficiais apontem para uma comunidade de cerca de 55 mil portugueses e luso-descendentes, a sua influência ultrapassa largamente os números da estatística. Distribuída por cidades como Perth, Melbourne e Sydney, a diáspora luso-australiana mantém uma rede ativa de associações, clubes e instituições cultur...

ARCOS DE VALDEVEZ: CASAL OFERECE ESTÁTUA DE EMIGRANTE A NOSSA SENHORA DA LUZ EM SABADIM

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  O Presidente da Câmara Municipal, Olegário Gonçalves, esteve presente na inauguração de uma Estátua ao Emigrante, oferecida à Nossa Senhora da Luz, por César e Fátima Rodrigues. O casal esteve emigrado em Bordéus cerca de 60 anos e quis agradecer toda a sorte, trabalho e saúde que tiveram durante quase seis décadas em França. Presente no almoço, o autarca arcuense realçou a fé e a vida de César e Fátima, e enalteceu a importância destes encontros entre a comunidade, que reforçam os laços e combatem o isolamento. Para o Município, esta dádiva à freguesia de Sabadim embeleza o património local e evoca a memória de tantos que, no passado, saíram da terra à procura de uma vida melhor, deixando a saudade apertada no coração.

HISTORIADOR FAFENSE DANIEL BASTOS DESTACA O PAPEL DA DIÁSPORA PORTUGUESA JUNTO DA COMUNIDADE ESCOLAR DE BRAGA

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  Intervenção do historiador da diáspora Daniel Bastos junto da comunidade escolar do Colégio João Paulo II, em Braga No passado dia 30 de abril, o historiador da diáspora Daniel Bastos dinamizou, em Braga, uma sessão dirigida à comunidade escolar dedicada ao papel e à importância das comunidades portuguesas no mundo. A iniciativa integrou a Semana da Leitura, este ano subordinada ao tema da “Diversidade”, promovida pelo Colégio João Paulo II, instituição de referência no ensino privado na capital minhota, e contou igualmente com a participação da escritora Maria João Lopo de Carvalho e do escritor Francisco Moita Flores. No decurso da sua intervenção, Daniel Bastos apresentou aos alunos um conjunto de obras que tem vindo a conceber e a desenvolver no âmbito da história da emigração portuguesa. Entre estas, destacam-se Monumentos ao Emigrante – Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa , realizado em parceria com o fotógrafo Luís Carvalhido; Memórias da Ditadura – Soci...

ARTUR BRÁS: UM EMPREENDEDOR QUE PROVA A FORÇA DA DIÁSPORA PORTUGUESA – É NATURAL DE VIEIRA DO MINHO – CRÓNICA DE DANIEL BASTOS

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  O empreendedor luso-francês Artur Brás Uma das marcas mais características das comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo é, indubitavelmente, a sua vocação empreendedora. Esta realidade é amplamente comprovada pelas trajetórias de inúmeros compatriotas que criaram empresas de sucesso e assumem funções de relevo nos domínios cultural, social, económico e político. Entre os múltiplos exemplos de empresários lusos da diáspora — hoje cada vez mais reconhecidos como um ativo estratégico na projeção internacional de Portugal — destaca-se o percurso inspirador de Artur Brás. Natural da freguesia de Rossas, no concelho minhoto de Vieira do Minho, onde nasceu em 1948, no seio de uma família de lavradores, Artur Brás teve oportunidade de estudar em Braga até à adolescência, concluindo o 5.º ano na Escola Industrial Carlos Amarante. Em 1965, partiu para França, seguindo o caminho de milhares de jovens portugueses que, no contexto da ditadura salazarista, procurav...

FAMALICÃO ACOLHE APRESENTAÇÃO DE LIVRO SOBRE MIGRAÇÃO MINHOTA PARA O BRASIL

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  A Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão, recebe na próxima sexta-feira, 23 de janeiro, a apresentação do livro “Dicionário de migração dos minhotos para o Brasil no século XVIII”, da autoria de Odete Paiva e Beatriz Pinto. A sessão está agendada para as 14h30 e contará com a presença do presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Mário Passos. A obra analisa de forma aprofundada os movimentos migratórios dos minhotos para o Brasil durante o século XVIII, um período marcado por profundas transformações económicas e sociais, impulsionadas pela descoberta de ouro e diamantes na colónia brasileira. O livro destaca ainda o impacto destes fluxos migratórios na construção de identidades, comunidades e territórios, contribuindo para uma melhor compreensão das dinâmicas da emigração portuguesa e das suas consequências duradouras na sociedade nacional.