COMO CARATERIZOU O ETNÓGRAFO CLÁUDIO BASTO “A MULHER DO MINHO” – FOTO DE JOSÉ CARLOS VIEIRA
Sob o título “A Mulher do Minho”, o etnógrafo vianense Cláudio Basto publicou um interessante artigo, na edição nº 13/15, de Jan/Mar de 1924, da revista “Alma Nova”, o qual seguidamente se reproduz. “A denominação provincial de “Minho” não corresponde, em boa verdade, a uma região distintamente definida, diferenciada, - nem a ideia vulgar a respeito deste Minho corresponde com exactidão á realidade. Em regra, associa-se a Minho a ideia de campos, milharais, cortados ou emmoldurados de videiras, e ao longe manchas de pinhais que alastram pela ondulação dos montes. O Minho, porém, não oferece um aspecto uniforme. Quem o quiser conhecer, ter dele uma rigorosa noção de conjunto, dever-lhe há percorrer as margens dos rios, a beira-mar e as montanhas. Verá como a província é de aspecto vário, de vário pinturesco. Verá o contraste entre as margens harmoniosas, luminosas, de um Lima sereníssimo, e as margens ásperas de um Coura, a saltar por meio de alcantis, espécie de Corgo que v...