VIANA DO CASTELO: GRUPO FOLCLÓRICO DE CASTELO DE NEIVA REEDITA A TRADIÇÃO DA “MARESIA”
O Grupo Folclórico do Castelo do Neiva
leva a efeito no próximo dia 22 de Março uma Tarde de Folclore comemorativa do
seu 51º aniversário. Além do anfitrião, participam ainda o Grupo Folclórico e
Agrícola de Pevidém – Guimarães, Rancho Folclórico dos Moleanos – Alcobaça e o
Rancho Típico de Santa Maria da Reguenga – Santo Tirso.
De acordo com o seu próprio
historial, o Grupo Folclórico de Castelo do Neiva foi fundado em 22 de Março de
1975 e, ao longo da sua existência, “tem sido um digno embaixador da sua
freguesia, de Melgaço a Vila Real de Santo António, passando pela ilha de S.
Miguel, nos Açores. Também outros países viram o nosso Grupo actuar, como a
Espanha, França, Suíça, Áustria, Ucrânia, Canadá , Coreia do Sul, Belgica,
Hungria, Holanda e Eslovénia.
No
sentido de preservar a etnografia, os usos, costumes e tradições de Castelo do
Neiva, o Grupo folclórico fiz uma recolha profunda junto das pessoas mais
antigas, no final da década de 70, o Grupo veio a adotar os trajes utilizados
na faina marítima (pesca e apanha do sargaço) em conjunto com os utilizados em
terra, quer no trabalho, quer aos domingos ou ainda nas romarias. Uma enorme
variedade e uma simbiose bem conseguida entre o mar e a terra que estão
intimamente ligados a Castelo do Neiva. Quem trabalha no mar, sobretudo na
apanha do sargaço, trabalha também a terra. Daí a diversidade de trajes usados
pelo Grupo. É que após a apanha do sargaço, a mulher e homem despiam o traje
adequado à atividade (branqueta) e vestiam o traje do trabalho na terra. Isto
para além dos usados nos dias de festa e para os domingos. Aliás, quem olha
para o Grupo Folclórico de Castelo do Neiva vê um Grupo da beira-mar. De igual
modo quem se dispuser a ouvir com atenção as letras das cantigas que
apresentamos notará com certeza que em quase todas se fala do mar. Com efeito,
o mar está intimamente ligado a Castelo do Neiva e às suas gentes e influencia
ainda a sua etnografia e o seu folclore.

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