QUEM FOI LAURINDA FERNANDES DE CARVALHO ARAÚJO: UMA POETISA LIMIANA QUE PERMANECE IGNORADA PELOS SEUS CONTERRÂNEOS?
Laurinda Fernandes de Carvalho Araújo fazendo a apresentação do seu livro, em Lisboa, em 1987. À direita, na foto, o sr. Dias de Carvalho, de Vitorino das Donas.
Apesar de
contar com vasta obra literária publicada em livro e bastante colaboração
dispersa por diversos órgãos da imprensa regional, a poetisa limiana Laurinda
Fernandes de Carvalho Araújo permanece ignorada da maior parte dos seus
conterrâneos.
Durante vários anos publicou no jornal “O Povo do Lima” a secção “Página Feminina” na qual publicou muitos dos seus poemas, além de outros comentários e artigos sobre os mais variados temas.
Em
1971, publicou os seus primeiros livros de poemas – “Coração que sofre!...” e
“Retalhos de Poesia”. Seguiram-se “Apologia de S. Julião de Freixo e Suas damas
de Honor”, “Reminiscências do Passado”, “Faúlhas do 25 de Abril”, “Poesias
Dispersas”, “Poesias Completas para os meus 13 filhos”, “O Fim da Hospedagem”,
“No Crepúsculo”, “Poesias para os meus 30 Netos” e “Galiza – Universidade do
seu povo”.
Publicou
em prosa “Histórias da Avozinha para os Netos”, “Conversa íntima com os jovens
– Noivas e Casadas”, “Monografia de S. Julião de Freixo e Estudo Sucinto de
Anais”, “Cartas… Sem Resposta” e “Monografia de S. Eulália de Rio Covo –
Barcelos”. Em prosa e verso, “Venha Comigo ao Rio de Janeiro”. E, ainda, em
teatro, de parceria com o escritor Afonso do Paço, “O Rosto da Imaginação –
Comédia em 3 actos”, “A Gaivota – Comédia infantil em 2 actos” e
“Fantasmagorias – Tragi-comédia”.
Em
parceria com Afonso do Paço publicou também, em poesia, “Dois Mundos – Rural e
Urbano, no espaço Galaico-Minhoto”, cuja capa junto reproduzimos.
A
poetisa Laurinda Fernandes de Carvalho Araújo nasceu em S. Julião de Freixo e
era professora de Instrução Primária. Entre as entidades a que se encontrava
associada, destacamos a Sociedade de Geografia e a Associação Portuguesa de
Escritores, Associação de Jornalistas e Homens de Letras, o Centro de Estudos
Regionais e o Centro de Estudos Sociais e Etnográficos de Viana do Castelo. Era
ainda Sóocia Honorária do Liceu Literário Português e do Real Gabinete
Português de Leitura, do Rio de Janeiro.
Transcrevemos
alguns versos do seu poema “Dois Mundos – Rural e Urbano, no espaço
Galaico-Minhoto”.
Ó Galiza e Minho
Torrões floridos
Por todo o mundo
Vós sois queridos.
Tendes o encanto
Da natureza
Que em vós espalhou
Tanta beleza
Lindos canteiros
Cheios de flores
Que nos perfumam
Com seus odores.
Todos vos adoram
Com simpatia
Se em vós respiram
Toda a alegria.
Tenho gravado
Dentro em meu peito
Vossos nomes queridos
Amor perfeito.
Por todo o mundo
Sois apreciados
De vossos países
Os mais belos quadros.
Galiza e Minho
Meu amor primeiro
Sois admirados
Pelo mundo inteiro


Comentários
Enviar um comentário