FITAVALE 2026 REGRESSA AO VALE DO MINHO COM PROPOSTA INÉDITA QUE CELEBRA O TEATRO AMADOR

 


*De 8 a 30 de maio, festival junta cinco municípios numa criação teatral em cinco atos

Cinco grupos de teatro amador, um único texto e uma peça construída em rede: o FITAVALE — Festival Itinerante de Teatro de Amadores do Vale do Minho está de regresso entre 8 e 30 de maio de 2026 aos municípios de Monção, Vila Nova de Cerveira, Paredes de Coura, Melgaço e Valença, com uma edição marcada por uma experiência de criação coletiva inédita.

Pela primeira vez, os cinco grupos de teatro amador do território apresentam um projeto de criação partilhado que se desdobra em espetáculos autónomos, pensados simultaneamente como partes de uma única obra dramatúrgica. O ponto de partida é a obra “O Pior é que Fica”, de José Maria Vieira Mendes, uma das vozes mais relevantes do teatro português contemporâneo.

A partir deste texto, os grupos CTJV (Monção), Outra Cena (Vila Nova de Cerveira), +TAC (Paredes de Coura), Os Simples (Melgaço) e Verdevejo (Valença) desenvolveram, ao longo de oito meses, cinco criações distintas — Suspiro, A Vida de Max, O Pior, Vocabulário e A Morte de Max. Cada espetáculo estreia no seu território, convergindo depois numa apresentação final conjunta, a 30 de maio, em Valença, sob a forma de uma única peça em cinco atos.

O arranque acontece a 8 de maio, no Cineteatro João Verde, em Monção, com “Suspiro”, do CTJV, com criação e encenação de Cheila Pereira. Num espaço indefinido — entre o nada e tudo o que escapa à nomeação — cruzam-se vozes numa reflexão fragmentada sobre o cansaço de existir.

No dia seguinte, 9 de maio, o festival segue para Vila Nova de Cerveira. No Palco das Artes, o grupo Outra Cena apresenta “A Vida de Max”, com encenação de Tânia Almeida, num espetáculo que explora um jogo entre identidades, no qual personagem percorre uma viagem interior onde a dúvida é o único ponto de orientação.

A 15 de maio, em Paredes de Coura, o Centro Cultural acolhe “O Pior”, criação do +TAC com encenação de Luís Filipe Silva. Com humor mordaz e ironia incisiva, o espetáculo revisita o lado mais desconfortável da condição humana.

Melgaço recebe o festival a 22 e 23 de maio, na Casa da Cultura, com “Vocabulário”, adaptação de Ana Perfeito para o grupo amador Os Simples, com música ao vivo de Dario Rocha. A peça propõe uma sátira à pressão social e ao conformismo, explorando os mecanismos que conduzem ao apagamento do indivíduo.

Um final em forma de comunidade

A 30 de maio, o Auditório de Verdoejo, em Valença, acolhe o momento culminante do festival. Em vez de uma sucessão de espetáculos, o público é convidado a assistir a partir das 15 horas a uma única peça estruturada em cinco atos. O desfecho cabe ao grupo Verdevejo, com A Morte de Max, encenado por Sara Costa, que apresenta uma reflexão sobre o tempo, as escolhas e a condição humana, protagonizada por um conde imortal que decide experimentar os limites da vida.

Para Fátima Alçada, diretora artística da Comédias do Minho, entidade produtora do festival, “o FITAVALE 2026 afirma-se como um exercício de criação em rede e de celebração comunitária. Durante oito meses de ensaios e oficinas de capacitação, atores e encenadores de cinco municípios transformaram um texto de José Maria Vieira Mendes em matéria viva de reflexão, demonstrando que o teatro amador é um espaço fértil de pensamento, encontro e transformação social”. No FITAVALE, “as comunidades não são apenas o contexto do festival, são os seus verdadeiros protagonistas”, conclui.

A entrada é sempre gratuita, sujeita à lotação dos espaços.

O FITAVALE integra o projeto INTEGRA’ATIVA’MENTE, promovido pela CIM Alto Minho e cofinanciado pela União Europeia, no âmbito do Programa Regional do Norte 2030.

FICHA ARTÍSTICA

Texto: O Pior é que Fica, de José Maria Vieira Mendes

Encenação: Ana Perfeito, Cheila Pereira, Luís Filipe Silva, Sara Costa e Tânia Almeida Interpretação: Grupos de teatro amador de Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova de Cerveira

Sonoplastia e Luz: Vasco Ferreira

Produção: Comédias do Minho

Calendário de apresentações:

Monção – Cineteatro João Verde de Monção

8 de maio / 21h30 – “Suspiro” - Grupo de Teatro Amador CTJV

Vila Nova de Cerveira – Palco das Artes de Vila Nova de Cerveira

9 de maio / 21h30 – “A Vida de Max” - Grupo de Teatro Amador Outra Cena

Paredes de Coura – Centro Cultural de Paredes de Coura

15 de maio / 21h30 – “Pior” - Grupo de Teatro Amador + TAC

Melgaço – Casa da Cultura de Melgaço

22 e 23 de maio / 21h30 – “Vocabulário” - Grupo de Teatro Amador Os Simples

Valença – Auditório de Verdoejo

30 de maio / 15h00 – Maratona FITAVALE

Grupo de Teatro Amador CTJV, de Monção

Grupo de Teatro Amador +TAC – Mais Teatro Amador Courense, de Paredes de Coura

Grupo de Teatro Amador Outra Cena, de Vila Nova de Cerveira

Grupo de Teatro Amador Os Simples, de Melgaço

Grupo de Teatro Amador Verdevejo, de Valença (“A morte de Max”)

Sobre as Comédias do Minho

Fundada em 2003, as Comédias do Minho são uma associação cultural de direito privado que reúne os municípios de Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova de Cerveira, constituindo o seu território de ação. Com uma missão centrada na criação de um projeto cultural adaptado à realidade socioeconómica local, as Comédias do Minho investem em propostas artísticas e pedagógicas de valor participativo e simbólico, envolvendo ativamente as comunidades. Esta missão concretiza-se através de três eixos interligados: uma companhia de teatro profissional, um projeto pedagógico e um projeto comunitário. A associação Comédias do Minho é uma estrutura financiada pelo Governo de Portugal - Ministério da Cultura, Juventude e Desporto/Direção-Geral das Artes.





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