HISTORIADOR FAFENSE DANIEL BASTOS DESTACA O PAPEL DA DIÁSPORA PORTUGUESA JUNTO DA COMUNIDADE ESCOLAR DE BRAGA
Intervenção do historiador da
diáspora Daniel Bastos junto da comunidade escolar do Colégio João Paulo II, em
Braga
No passado dia 30 de abril, o
historiador da diáspora Daniel Bastos dinamizou, em Braga, uma sessão dirigida
à comunidade escolar dedicada ao papel e à importância das comunidades
portuguesas no mundo.
A iniciativa integrou a Semana da
Leitura, este ano subordinada ao tema da “Diversidade”, promovida pelo Colégio
João Paulo II, instituição de referência no ensino privado na capital minhota,
e contou igualmente com a participação da escritora Maria João Lopo de Carvalho
e do escritor Francisco Moita Flores.
No decurso da sua intervenção,
Daniel Bastos apresentou aos alunos um conjunto de obras que tem vindo a
conceber e a desenvolver no âmbito da história da emigração portuguesa. Entre
estas, destacam-se Monumentos ao Emigrante – Uma Homenagem à
História da Emigração Portuguesa, realizado em parceria com o
fotógrafo Luís Carvalhido; Memórias da Ditadura – Sociedade, Emigração e
Resistência, baseado nas memórias ilustradas do antigo
oposicionista, militar e emigrante Fernando Mariano Cardeira; bem como O Olhar de
Compromisso com os Filhos dos Grandes Descobridores e Terras
de Monte Longo, concebidos, respetivamente, com os consagrados
fotógrafos Gérald Bloncourt e José de Andrade.
Segundo o historiador, escritor e
professor, que leciona há uma década no Colégio João Paulo II, falar às
gerações mais jovens, em particular no contexto escolar, sobre as comunidades
portuguesas revela-se essencial para a preservação da memória coletiva, o
reforço da identidade cultural e a promoção de uma compreensão mais ampla do
percurso histórico de Portugal no mundo.
Daniel Bastos sublinha ainda que as
comunidades emigrantes constituem não apenas um testemunho vivo da história
nacional, mas também um ativo estratégico no presente, através da sua relevante
contribuição económica, cultural e social nos países de acolhimento. Nesse
sentido, valorizar este legado junto dos alunos representa um investimento numa
cidadania mais consciente, informada e aberta ao mundo, capaz de reconhecer na
diáspora portuguesa um prolongamento dinâmico da própria nação, bem como de
fomentar uma leitura crítica e esclarecida das dinâmicas migratórias
contemporâneas.



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