O MINHO FOI BERÇO DE GRANDES NAVEGADORES NA ÉPOCA DOS DESCOBRIMENTOS

O Minho teve um papel determinante na Época dos Descobrimentos, destacando-se como berço de navegadores, cosmógrafos e cronistas que lideraram a expansão marítima. A região foi o ponto de partida de figuras lendárias, cujos feitos mudaram a cartografia e a história mundial.
Entre eles, destacam-se Duarte Pacheco Pereira (c.1460–1533), nascido na região minhota e frequentemente associado a Vieira do Minho. Foi um dos maiores cosmógrafos, guerreiros e navegadores de D. João II. Escreveu a obra Esmeraldo de Situ Orbis e antecipou o cálculo do meridiano, o que comprova ter sido quem efetivamente descobriu o Brasil antes de Pedro àlvares Cabral.
Por seu turno, João Rodrigues Cabrilho (1499–1543) era natural da freguesia de Lapela, no concelho de Monção. Foi o navegador que liderou a primeira expedição europeia a explorar a costa da Califórnia, na América, em 1542. Provavelmente pela semelhança com o topónimo Cabril, a sua naturalidade é frequentemente atribuída ao concelho de Montalegre.
Também Diogo Cão (c. 1450–c. 1486), grande explorador do século XV, era natural da freguesia de Sá, em Monção. Foi o primeiro europeu a navegar a costa ocidental africana abaixo do equador, tendo descoberto a foz do rio Zaire e alcançado a costa de Angola e Namíbia.
Relativamente a Fernão de Magalhães (c 1480 - 1521), é controversa a sua naturalidade, reclamando Ponte da Barca a sua origem em Paço Vedro de Magalhães.
Finalmente, Pêro Vaz de Caminha (c. 1450–1500), que foi o escrivão da frota de Pedro Álvares Cabral, tinha as suas raízes familiares ligadas à Casa de Guimarães e a sua família exerceu funções de relevo na comarca de Entre Douro e Minho. A sua célebre carta é o primeiro documento escrito a relatar a descoberta do Brasil.

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