CASA DO MINHO EM LOURENÇO MARQUES (MOÇAMBIQUE) FOI FUNDADA HÁ 71 ANOS!
Passam 71 anos desde a data da fundação da ex-Casa do
Minho em Lourenço Marques, na antiga província ultramarina portuguesa de
Moçambique. Para assinalar a efeméride, os minhotos e amigos que fizeram parte
daquela instituição regionalista vão, no próximo dia 2 de maio à semelhança dos
anos anteriores, rumar a Braga para mais um almoço de confraternização.
Recordar os tempos vividos e preservar os laços de amizade criados naquelas
paragens longínquas constituem os objetivos do encontro.
Durante
duas décadas consecutivas, aquele foi o elo de ligação das nossas gentes em
terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e mantinham as suas
tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio da Casa do Minho
constituiu um dos melhores exemplos do seu apego às origens.
Na
realidade, os antigos territórios ultramarinos portugueses foram o destino de
muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente
a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar
naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para
muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela
desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das
progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.
Porém,
a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus
corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações
regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes
minhotas. Em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955, já lá vão 71
anos!
Muitos
foram os minhotos e outros portugueses que em Moçambique construíram as suas
vidas. Contudo, o seu curso tranquilo e próspero veio a ser abruptamente
interrompido em consequência do processo de descolonização do território e a
guerra civil que se seguiu, determinando o seu regresso à metrópole e
consequente extinção da Casa do Minho.
Não
obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte
ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e
continuam a reunir-se todos os anos em alegre e amistosa confraternização,
partilhando recordações e revivendo a terra que continuam a amar – Moçambique!















Comentários
Enviar um comentário