MARQUESES DE PONTE DE LIMA FORAM DONATÁRIOS DA VILA DE MAFRA
Situado
em Mafra, o Palácio dos Marqueses de Ponte de Lima é um edifício austero do
século XVII, edificado pelo arquiteto régio Diogo Marques Lucas sobre as
fundações do castelo gótico romano e o Paço Medieval outrora ali existente.
O
período de maior fulgor desta casa, onde avultava a biblioteca dos Marqueses,
os salões de tetos apainelados e a capela, ornamentada por um retábulo
realizado pelo escultor Machado de Castro foi a primeira metade do séc. XVIII.
Sempre
que viajava para Mafra, nomeadamente para inspecionar as obras de construção do
Palácio Nacional de Mafra, era no Palácio do Marquês de Ponte de Lima que o Rei
D. João V ficava. O escritor José Saramago faz referência ao local e a estas
ocorrências no seu livro “Memorial do Convento”.
Ali
ocorreram episódios importantes da nossa História como a “conspiração de Mafra”
contra D. João VI; albergou o General Loison durante a ocupação francesa e
serviu de hospital improvisado de prevenção contra a peste bubónica.
O
Palácio do Marquês de Ponte de Lima inclui ainda a chamada “Cerca do Marquêz”
que constitui actualmente o Parque Desportivo Ministro dos Santos e que possuia
outrora uma área mais vasta que foi entretanto ocupada com a construção da ETAR
e de vários estabelecimentos de ensino no local. A “Cerca do Marquêz” dispunha
de uma extensa área de bosque que incluia ermitérios, estátuas, lagos, fontes e
tanques, uma casa de fresco e duas capelas, cujo interior era ornamentado por
retábulos saídos das mãos dos célebres escultores de Mafra.
«Mafra,
da Reconquista ao Foral de 1513)», org. Manuel J. Gandra, Câmara Municipal de
Mafra, 1989, trata-se de um obra de referência para quem pretende conhecer as
afinidades históricas entre Mafra e os marqueses de Ponte de Lima que além
desta vila, foram ainda donatários das localidades da Ericeira e Enxara dos
Cavaleiros, pertencentes ao mesmo concelho.
Refira-se
que este tema já foi bastante dado a conhecer através de várias edições da
revista limiana “O Anunciador das Feiras Novas”, fazendo inclusivé alusão às
referências constantes que o escritor José Saramago faz na sua obra “Memorial
do Convento” e os sucessos históricos ocorridos ao tempo de D. João V aquando
da construção do Convento de Mafra no sítio então denominado por Alto da Vela
e, mais tarde, a chamada “conspiração de Mafra” com vista a assassinar D. João
VI. Isto, para além da apresentação do Palácio dos Marqueses de Ponte de Lima e
da “Cerca do Marquês”, locais dignos de visita.







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