PIROTECNIA É UMA TRADIÇÃO DO MINHO COM ORIGEM NA CHINA ANTERIOR À ERA CRISTÃ
Remonta a milhares de anos Antes de Cristo a descoberta na China
do fogo-de-artifício. Foram, porém, os gregos e os árabes que trouxeram para a
Europa e, nomeadamente para a Península Ibérica o conhecimento desta arte.
Inicialmente ligada nas culturas orientais à celebração de rituais de
exorcização dos maus espíritos e, entre os povos árabes e islamizados, a
práticas alquimistas, a pirotecnia encontra-se presentemente associada a
ocasiões festivas e outras manifestações caraterizadas por momentos de alegria
e felicidade dos povos ou das comunidades.
Constituindo o Minho uma região particularmente festiva e
marcada pela exuberância das suas festas e romarias, bem definidoras do carácter
alegre e jovial das suas gentes, o espetáculo do fogo-de-artifício tornou-se
bastante apreciado ao ponto de não haver cidade ou aldeia, por mais recôndita e
insignificante que seja, que não possua a sua demonstração por ocasião da festa
à padroeira e ainda, no período pascal, a acompanhar o compasso ou visita
pascal.
Este fascínio do minhoto pelo espetáculo de luz e cor que o
fogo-de-artifício proporciona e que, aliás, se manifesta de igual modo no
traje, no artesanato, nas decorações das romarias, enfim, em muitas formas na
maneira de viver do minhoto, levou-o ainda a tornar-se um exímio pirotécnico e
dominar as suas técnicas de produção, ao ponto de se encontrarem aqui os
melhores artistas e industriais de fogo-de-artifício – e a pirotecnia do Minho
encontrar-se atualmente entre as mais reconhecidas do mundo!
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