PONTE DE LIMA: CLUBE DE GASTRONOMIA APOSTA EM SOBREMESAS – CRÓNICA DE TITO DE MORAIS

 


Depois de recuperadas algumas receitas de carnes e peixes ao longo do últimos meses, com apresentações em Ponte de Lima, Lisboa, Bruxelas e Estocolmo, principalmente, o nosso Clube de Gastronomia de Ponte de Lima, prepara-se agora para introduzir ou apresentar isoladamente, algum referencial de sobremesas.

As ideias estão a concretizar-se, os projectos a amadurecer e a agenda começa a preencher-se. Depois de propostas, as escolhas foram elencadas, entre uma ou mais sobremesas onde doces e fruta interagem, nacionais ou estrangeiras, os colegas da equipa de cozinha já apresentaram de forma restrita algumas do seu trabalho.

O resultado da dedicação do grupo, permite hoje divulgar alguns resultados de testes ou provas de doçaria, para substituir tradicionais presenças no fecho de refeições como o leite creme, arroz doce ou frutas de época.

Eis então o arrolamento, parcial, de sugestões dos chefs  em novos eventos gastronómicos: Thomas Egger, esse austríaco radicado em Portugal, em parte do ano, pois uma parte preenche-o em missões enogastronómicas pela Europa, como vai acontecer na primeira semana de Fevereiro, com sua esposa Fátima, sugerem a Panacotta de maçã com crumble, uma especialidade da Áustria, e disponível no seu Tábua d’ Aço, próximo da Régua. Filipe Morgado, depois de há tempos recuperar o Pudim de Pão do solar de Pomarchão e a torta de tangerina, também de Arcozelo, aposta agora na sua Morgado´ s Tavern com o Sufflé (souflê) de frutas e gelado de baunilha e morango, uma refrescante combinação a partir duma base de gemas, claras em neve e termina no forno. Paulo Santos, da casa de São Sebastião, Ponte de Lima,retoma a secreta receita do Pudim Abade de Priscos, esse sacerdote-cozinheiro vilaverdense falecido em 1931, prenda gastronómica ao rei D. Luis I em banquetes; João Leonardo Matos, o n´mero dois da cozinha do Na Brasa, em Subportela, Viana do Castelo, surge agora com o Bolo de bolacha com creme de ovo, uma descoberta do século XIX, ressurgida nas últimas dezenas de anos no Portugal urbano, além das Rabanadas poveiras (ou dos pescadores da Póvoa de varzim), confecionadas em pão bijou, em vez do de cacete ou petim e finalmente, Domingos Gomes, o patrão – cozinheiro do Rio Lima, em Cardielos, Viana do Castelo, com a esposa Alexandrina (Xana), sugere a tarte de chila ou a Panacotta com framboesa. De acrescentar na nomenclatura artística de culinária, o ajudante Filipe Matos, o Fachense “banqueiro” á semana e na gerência do piso superior ao domingo, no “Fátima Amorim”, na Correlhã, Ponte de Lima.

Mas, haverá mais trabalho de casa para esses colegas na promoção da nossa comidinha excelente dentro e fóra de portas! Foram recolhidas ementas desde há cem anos em mais casas antigas do Minho (Biscaínhos, em Braga), e em Ponte de Lima (Pomarchão, Cruzeiro e Aurora), além de uma ementa de casamento na Clara Penha em 1964, interessante! É que, nas sobremesas contratadas surgem curiosidades: Petits-fours decorados, merengues ao chantilly, ananás ao glacé e a geracional Tora de ovos.

Portanto, a pesquisa histórica apresentou novos resultados e a dedicação dos cozinheiros, um resultado EXCELENTE! Parabéns menino, senhores…








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