PONTE DE LIMA: QUEM FOI FREI DE S. LUÍS SARAIVA – VULGO CARDEAL SARAIVA?

 


Passaram no dia 26 de janeiro de 2025, 260 anos sobre a data do nascimento de D. Frei Francisco de São Luís, vulgo Cardeal Saraiva, um dos principais vultos do liberalismo e um dos ícones maiores de Ponte de Lima e do Minho.

Os seus restos mortais repousam no Panteão dos Cardeal o Mosteiro de S. Vicente de Fora, em Lisboa, junto dos demais cardeais da Igreja Católica. Numa sala contígua encontra-se o Panteão dos reis da Dinastia de Bragança.

 


Frei Francisco de S. Luís, aliás Francisco Justiniano Saraiva, nasceu em Ponte de Lima em 26 de janeiro de 1766 e faleceu em Lisboa em 7 de maio de 1845. Aos catorze anos de idade, ingressou no Mosteiro de São Martinho de Tibães, da ordem beneditina, tendo daí saído anos mais tarde para o Mosteiro de Santo André de Rendufe e, posteriormente, para a Faculdade de Teologia da Universidade de Coimbra.

Filiado na Maçonaria da qual chegou a ser Grão-mestre, adoptou o nome Condorcet, tendo ainda integrado o Sinédrio que foi a organização responsável pela revolução portuense de 1820. Apesar dos seus ideais, não deixou de combater os invasores franceses pelos quais muitos liberais tomaram partido sem receio de que tal atitude configurasse um acto de traição.

Após a revolução, tornou-se um dos membros da Junta Provisional do Supremo Governo do Reino e, pelas Cortes Constituintes, nomeado membro do Conselho de Regência. Foi ainda Reitor da Universidade de Coimbra, deputado às Cortes e Presidente da Câmara dos Deputados.

Em 1824, resignou ao episcopado e veio a ser desterrado para o Mosteiro da Serra de Ossa, de onde saiu após a chegada das tropas liberais a Lisboa em 1833. Foi feito Patriarca de Lisboa em 1840 e, em 1843, confirmado no título e pelo Papa Gregório XVI elevado ao cargo cardinalício.

 


Na imagem, Carlos Gomes, atual administrador do BLOGUE DO MINHO, discursa junto ao túmulo de Cardeal Saraiva

Há cerca de três décadas, um grupo de naturais de Ponte de Lima radicados na região de Lisboa resolveu prestar-lhe simbólica homenagem com a realização de uma romagem ao seu túmulo, tendo a mesma contado com a presença do então Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, sr. Fernando Calheiros. Uma celebração que lamentavelmente não teve continuidade.





 

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