POVOA DE LANHOSO ACOLHEU PARTILHA DE EXPERIÊNCIAS DAS EQUIPAS DO RADAR SOCIAL DA REGIÃO
O Centro
Interpretativo Maria da Fonte acolheu, na manhã de terça-feira (27 de janeiro),
a 5ª Oficina de Futuro – Radar Social, que reuniu participantes e equipas da
região.
A
Vice-Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Fátima Moreira, abriu
os trabalhos, destacando que este é um projeto do PRR, “que nos permitiu trazer
para o terreno uma metodologia da qual não podemos abdicar, mesmo depois do
términus do financiamento”.
Esta
responsável apontou ainda alguns dos pontos positivos trazidos pelo Radar
Social (RS), no concelho, ultrapassadas algumas dúvidas iniciais, na
generalidade dos territórios: “Trabalhar em rede, trabalhar de forma
concertada, desocultar fenómenos que não são visíveis, ir ao encontro dessas
situações. Isso tudo foi conseguido com a equipa do RS, para além de tudo o
resto: atualização do PDS, georreferenciação das respostas, reativação das
comissões sociais interfreguesias. Tudo isto está a ser trabalhado a partir
deste projeto”.
Na Póvoa de
Lanhoso, foram implementadas reuniões mensais de Ação Social Integrada, em que
participam as diferentes equipas municipais com respostas no conselho. “Os
resultados têm sido excelentes e fazemos um trabalho mais eficaz”, considerou
Fátima Moreira.
Para esta
responsável, outro dos méritos do projeto é que conseguiu ainda “desocultar”
situações devido a um trabalho muito próximo com as instituições parceiras. “O
social faz-se no terreno. Ganhámos metodologia de rede, de trabalho
colaborativo, o que é muito importante”, ressalvou Fátima Moreira. “Trabalhar
no social são desafios constantes, problemáticas constantes, é andar na frente,
antecipar os problemas e as soluções. Com a complexidade cada vez maior das
situações, só vamos conseguir estar à altura se estivermos alinhados, a
cooperar, e a rentabilizar os melhores recursos que tivermos. Sem nos
sobrepormos uns aos outros e com o envolvimento da comunidade e os nossos
parceiros da comunidade”, salientou, ainda, deixando um agradecimento às
entidades parceiras e à Segurança Social.
“Radar
Social: de onde partimos e para onde caminhamos?” deu o mote para a
apresentação do trabalho desenvolvido pela Equipa da Póvoa de Lanhoso. Desde
finais de 2024, esta resposta social recebeu 138 sinalizações, tendo sido 73
situações encaminhadas em articulação com a rede social local.
“Proteção,
Proximidade e Resposta na Comunidade” foi o momento que proporcionou a reflexão
e a partilha de testemunhos de representantes de entidades parceiras e de
participantes, tendo ficado evidentes algumas ideias: a vertente preventiva do
Radar Social; a importância do trabalho em rede, que ainda encontra entraves; e
a necessidade de maior conhecimento do projeto por parte de agentes e parceiros
do território, por exemplo.
Intervieram
o 2º Comandante dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, Nuno Rebelo, a
gestora do programa “Idosos em Segurança” da GNR, Vera Barroso, o representante
da Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso, Gabriel Meira, a representante da
Junta de Freguesia de Taíde, Alcina Fernandes, um elemento da Equipa Aproximar
e o diretor do Agrupamento de Escolas de Póvoa de Lanhoso, Ângelo Dias. Este
momento foi moderado pela Chefe de Divisão de Educação, Juventude e Saúde,
Maria José Lourenço.
A
interlocutora da Segurança Social, Helena Areias, encerrou a manhã de trabalho,
sob o tema “Da capelinha ao futuro em Rede”.
O programa
englobou ainda uma breve descrição e visualização de um vídeo sobre a Maria da
Fonte, cuja revolta assinala, em 2026, 180 anos. Englobou ainda uma visita à
Póvoa de Lanhoso, terra do Castelo de Lanhoso e da Filigrana.
O projeto
Radar Social é financiado pelo PRR, “no âmbito da Componente 03 – Respostas
Sociais, no seu investimento RE-C03-i01 - Nova Geração de Equipamentos e
Respostas Sociais, do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)”.
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