QUEM FOI O ETNÓLOGO VIANENSE BENJAMIM PEREIRA – UM DOS FUNDADORES DO MUSEU NACIONAL DE ETNOLOGIA?
Benjamim Enes Pereira (Carreço, 25 de
dezembro de 1928 – Viana do Castelo, 1 de
janeiro de 2020) foi um antropólogo, etnólogo e museólogo
português que contribuiu para o desenvolvimento da antropologia e
da museologia em Portugal. Participou no levantamento dos
Instrumentos Musicais Populares Portugueses realizado na década de 60. Fez
parte da equipa que fundou o Museu Nacional de Etnologia e da qual
também faziam parte António Jorge Dias, Ernesto Veiga de
Oliveira, Fernando Galhano e Margot Dias.
Benjamim Enes Pereira nasceu dia de Natal
de 1928, no lugar de Montedor que pertence à na freguesia
de Carreço que pertence ao concelho de Viana de Castelo.
Jorge Dias convida-o a integrar o Centro de Estudos
de Etnologia em 1959, sendo o último a entrar para aquela que é considerada
como a equipa responsável pela criação do Museu Nacional de
Etnologia e da qual também faziam parte Jorge Dias, Ernesto
Veiga de Oliveira, Fernando Galhano e Margot Dias.
Muda-se para Lisboa em 1963, quando é criado o Centro
de Estudos de Antropologia Cultural e do qual Benjamim será um dos membros
fundadores ao lado dos restantes membros do grupo liderado por Jorge Dias.
Embora fosse o único da equipa sem curso, é lhe
atribuída a tarefa de organizar a Bibliografia
Analítica de Etnografia Portuguesa que será publicada pelo
Instituto de Alta Cultura em 1965.
Realiza os seus primeiros filmes etnográficos, em
1960, quando a equipa compra uma máquina de filmar que será utilizada por ele
no trabalho de campo para filmar a realidade rural portuguesa e a cultural
popular. Esteve directamente envolvido nas filmagens levadas a cabo em
Portugal, pelo Instituto do Filme Científico de Göttingen em 1970, onde os
filmes realizados eram encarados não como uma forma de expressão mas sim como
uma técnica de registo complementar à descrição escrita e fotográfica. Isto
reforça a sua ideia de que fotografar e filmar eram importantes, não só para o
trabalho de investigação, como para contextualizar aquando da sua exposição em
museus e similares.
Trabalha para o Museu Nacional de Etnologia até se
reformar em 2000. Durante todo esse tempo, foi responsável por várias
exposições, entre as quais se encontra a dedicada aos Instrumentos Musicais
Populares Portugueses. Deve-se também a ele a organização das primeiras
reservas que podem ser visitadas e que são conhecidas como Galerias da Vida
Rural. É lá que se encontra reunida, a maior parte dos objectos que ele e
Ernesto Veiga de Oliveira recolheram de forma sistemática, enquanto estavam no
terreno.
Após se ter reformado, Benjamim Pereira coordenou
vários projectos na área da museologia. Foi ele quem projectou o Museu da
Luz criado com a finalidade de salvaguardar o património da região que
ficou submersa após a construção da barragem do Alqueva. O Centro Cultural
Raiano (Idanha-a-Nova), o Museu do Traje de Viana do Castelo, o Museu
Francisco Tavares Proença Júnior (Castelo Branco) e o Museu do Abade
de Baçal, foram outros projectos museológicos em que se envolveu.
Morreu a 1 de janeiro de 2020, no Hospital de Viana
do Castelo, onde se encontrava internado. Aquando do seu falecimento em 2020,
foram várias as entidades que apresentaram publicamente o seu voto de pesar,
nomeadamente o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, a Ministra
da Cultura Graça Fonseca, a Direcção Geral do Património
Cultural (DGCP), o Instituto de História Contemporânea (FCSH), entre
outras
Fonte Wikipédia


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