RADIALISTA ARTUR AGOSTINHO TINHA ORIGENS LIMIANAS

 


Artur Agostinho - o "Leão da Estrela" - tinha raízes limianas, na freguesia de Correlhã.

Passaram recentemente 105 anos sobre a data do nascimento do famoso jornalista, escritor e radialista Artur Agostinho. Lisboeta de nascimento, as suas raízes eram porém limianas, mais precisamente da Correlhã, onde ainda possui familiares.

A sua carreira jornalística começou no longínquo ano de 1938, aos microfones da Rádio Luz. Seguiu-se o Clube Radiofónico de Portugal, a Voz de Lisboa, Rádio Peninsular e o Rádio Clube Português, até ingressar na então Emissora Nacional em 1945. Na década de 80 passou para a Rádio Renascença onde fez parte do Departamento Desportivo, área em que desde sempre se destacou como relator desportivo.

Dirigiu o jornal desportivo “Record” entre 1963 e 1974, foi director do jornal do Sporting Clube de Portugal e proprietário da agência de publicidade Sonarte.

Participou em numerosos filmes e telenovelas, de entre os quais destacamos o célebre “O Leão da Estrela” que a maior parte dos portugueses recordam, muito ao jeito das suas simpatias clubísticas.

Lisboeta de nacimento, Artur Fernandes Agostinho possuía raízes em Ponte de Lima, mais propriamente na Correlhã, terra que visitava frequentemente. E sempre que podia disponibilizava-se para relatar os jogos locais para a Rádio Ondas do Lima. Tal como sucedia com eventos que a comunidade limiana em Lisboa levava a efeito como, a título de exemplo, a apresentação da edição de 1994 da Festa de Portugal. Veio a falecer em 22 de Março de 2011.

Artur Agostinho era uma pessoa muito gentil e de fino trato que os limianos guardam no seu coração.



A contar da esquerda, o então Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, engº Daniel Campelo, Artur Lopes (primo) e Artur Agostinho, na apresentação da Festa de Portugal em 1994.

Em 2010, foi agraciado no Palácio de Belém pelo Presidente da República com a Ordem Militar de Santiago da Espada, um reconhecimento do Estado pelo seu contributo à cultura e à comunicação social em Portugal.

Após o seu falecimento, o Presidente Aníbal Cavaco Silva lembrou-o como «um homem bom e digno, cuja morte entristece o país»

Fonte e foto: Museu da Presidência da República



 

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