BRAGA: JOÃO RODRIGUES APRESENTOU LIVRO SOBRE “A ECONOMIA POLÍTICA DO ANTIFASCISMO E OUTROS ENSAIOS”

 


"A Economia Política do Antifascismo e outros ensaios" de João Rodrigues apresentado em Braga com apelo ao combate à candidatura reaccionária protagonizada por André Ventura

A iniciativa contou com dezenas de participantes e teve lugar na Livraria Almedina, no centro de Braga.

Nour Ribeiro, da Direcção Regional de Braga do PCP, enquadrou a iniciativa no 3º Roteiro do Livro Insubmisso. Na sua apresentação valorizou pensadores que se propõem e desafiam a superar a imposição do pensamento único. Abordou as eleições presidenciais, e de como é necessário derrotar a candidatura reaccionária protagonizada por André Ventura; bem como da situação política, e do país de “percepções” que prossegue o agravamento da exploração e dos problemas dos trabalhadores e do povo; aumenta o custo de vida, mantém os baixos salários e pensões, agudiza a crise na habitação; desmantela o SNS, deteriora a escola pública, prepara um assalto à Segurança Social e fragiliza os serviços públicos.

O livro de João Rodrigues consiste em 5 ensaios, numa altura em que é fundamental debater e pensar sobre o capitalismo e a crise que atravessa, sobre o neo-liberalismo e o neo-fascismo como projeto em ascensão, as forças reacionárias e o seu projecto comum. Recentra o debate no papel do Estado, nomeadamente como intervém na economia, e denuncia a política que tem sido seguida pelo chamado "consenso neo-liberal", como foi afirmado por António Filipe.

Bruno Madeira, historiador e docente na Universidade do Minho, mencionou que o fim da União Soviética abriu espaço a que o neo-liberalismo proliferasse e que as forças neo-fascistas recrudescessem. Falou da distribuição do medo pela sociedade, que é inversa à distribuição da riqueza e valorizou o papel do PCP na luta contra o fascismo e pela conquista da democracia.

João Rodrigues, economista e professor auxiliar em Coimbra, falou sobre o combate ao fascismo: a necessidade de criar "condições económicas, sociais e políticas que impeçam o regresso deste autoritarismo capitalista cabe ao Estado Democrático". Apenas com um controlo democrático da economia, a resposta aos problemas das pessoas para não dar espaço a "falsas soluções promovidas por poderosos interesses". Combater as desigualdades sociais, o medo e a precariedade, reforçar e garantir os serviços públicos. garantir os direitos e as liberdades, em particular nos locais de trabalho - onde se encontra realmente a política de medo - são pilares de um Estado Democrático que não têm sido correspondidos.

É possível travar o caminho de destruição do Estado Social pela luta organizada dos trabalhadores e do povo, com vista à alternativa que se impõe. Momento maior de demonstração de tal facto foi a greve geral, do passado mês de Dezembro. O 3º Roteiro do Livro Insubmisso continua, com a próxima iniciativa a decorrer em Março, em Vila Nova de Famalicão, para apresentar o "Dossier: As Privatizações – Contornos de Um Processo Que É Preciso Reverter", das Edições Avante!BRA








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