CAMINHA: O FORTE DA ÍNSUA NA FOZ DO RIO MINHO
O Forte da
Ínsua localiza-se na freguesia de Moledo, no Concelho de Caminha, Distrito de
Viana do Castelo, em Portugal. Ergue-se na ínsua de Santo Isidro, ao Sul da foz
do rio Minho, limite Norte do litoral português, a cerca de duzentos metros da
costa.
Antecedentes
Esta pequena ilha foi primitivamente utilizada como
local de culto. Em época cristã, nela se erguia uma pequena ermida sob a
invocação de Nossa Senhora da Ínsua.
O primitivo forte
Posteriormente, sob o reinado de D. João I
(1385-1433), franciscanos da Galiza aí ergueram um mosteiro, em 1388 ou 1392.
Alguns autores acreditam que remonte a esta época a primeira defesa do local,
com a função de proteção da barra daquele rio e dos religiosos.
Mais tarde, o rei D. Manuel I (1495-1521), de
passagem quando em peregrinação a Santiago de Compostela, teria reformado e
ampliado essa defesa (1512), o mesmo providenciando D. Filipe I (1580-1598)
durante a Dinastia Filipina. Não existem vestígios dessas alegadas estruturas.
O forte setecentista
Em região fronteiriça estratégica para o acesso a
Caminha, a atual estrutura deve-se ao contexto da Guerra da Restauração da
independência portuguesa, durante o reinado de D. João IV (1640-1656), entre
1649 e 1652, por determinação de D. Diogo de Lima.
Reparada e reforçada nos séculos seguintes, veio a
conhecer o abandono até que, em 1940, passou para a responsabilidade do
Ministério das Finanças.
Atualmente em condições precárias de conservação,
registrou a perda dos madeiramentos dos telhados e das telhas, dos azulejos
seiscentistas, das pinturas e das imagens da capela. O remanescente pode ser
visitado pelo público, sendo a travessia até à ínsula feita por pequenas
embarcações locais.
Características
O forte apresenta planta no formato de um polígono
quadrangular com baluartes nos vértices. Um revelim protege o portão armoriado.
Em torno do terrapleno, ao abrigo das muralhas, encontram-se os depósitos e
quartéis da tropa. Ao centro encontram-se as edificações de serviço: Casa de
Comando e Quartel da Tropa, cozinha, paiol e capela. Uma fonte de água potável
abastecia a guarnição, composta por um Governador (comandante) e doze praças,
revezados semanalmente.
Texto e fotos: http://www.skyscrapercity.com/







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