COMO NASCEU A VILA DE PONTE DE LIMA?
Ponte de Lima
nasceu do progresso resultante do cruzamento de duas importantes vias de
comunicação: o rio Lima e a estrada militar romana de Braga a Astorga. Durante
muitos séculos, a ponte que dá o nome à vila de Ponte de Lima, outrora Vila de
Ponte, constituiu o único local de passagem enxuto do rio Lima, razão pela qual
serviu de caminho aos peregrinos que se deslocavam a pé a Sant’Iago de
Compostela.
Desconhecendo-se em rigor onde terão os exércitos romanos
atravessado o rio Lima às ordens de Décimo Júnio Bruto, é crível que o mesmo
não tenha sido distante daquele onde os próprios romanos ergueram a ponte, se
não foi esse precisamente o local exato.
Local de passagem entre muitas gentes, ali surgiu a feira
medieval cuja importância é bem patente no foral atribuído por D. Teresa, em 4
de Março de 1125.
A sua posição estratégica no cruzamento de importantes vias de
comunicação tornou-a uma importante praça de guerra e levou a que o Rei D.
Pedro ordenasse a sua fortificação. Porém, com o fim da Idade Média e o início
da época dos Descobrimentos Portugueses, a vila de Ponte de Lima perdeu a sua
importância relativa.
Contudo, a privilegiada localização geográfica de Ponte de Lima,
equidistante em relação às duas capitais de distrito – Braga e Viana do Castelo
– colocam-na no centro de grandes decisões, nomeadamente na determinação do
traçado de importantes vias de comunicação. Há cerca de cem anos, a vertigem do
progresso levou à destruição de parte considerável do seu património, mormente
ao derrube das suas muralhas medievais. Esperemos que, nos tempos que correm,
as decisões sejam mais sensatas, sem descurar o seu papel estratégico no
desenvolvimento regional do Alto Minho!









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