ENTIDADES DE CAMINHA SOLICITAM MEDIDAS EXCECIONAIS PARA A PESCA PROFISSIONAL APÓS SEMANAS SEM RENDIMENTO
A Câmara Municipal de Caminha, a Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora, a Junta da União de Freguesias de Caminha e Vilarelho, a Associação de Pescadores Profissionais e Desportivos de Vila Praia de Âncora e a Associação de Profissionais de Pesca do Rio Minho e do Mar alertam o Governo para a situação social e económica extremamente grave que afeta a pesca profissional no litoral norte e no Troço Internacional do Rio Minho, após várias semanas consecutivas de paragem forçada devido aos temporais.
Desde
o início de janeiro, o encerramento recorrente das barras por razões de
segurança e as condições adversas no Rio Minho impediram a atividade piscatória
marítima, fluvial e apeada, deixando dezenas de pescadores e mariscadores sem
qualquer rendimento. Em vários casos, a paragem já ultrapassa os 30 dias
consecutivos, podendo prolongar-se.
No
concelho de Caminha, a situação é agravada pelas fragilidades estruturais das
barras de Vila Praia de Âncora e de Caminha, o que faz prever que esta seja uma
das últimas zonas do país a retomar a atividade, mesmo quando o tempo melhora
noutras regiões.
Os
mecanismos atuais de apoio, nomeadamente o subsídio por fecho de barra,
revelam-se manifestamente insuficientes face à duração e concentração desta
paragem, o limite anual de 60 dias está a ser rapidamente esgotado e alguns
profissionais estão a ser excluídos por dificuldades contributivas diretamente
causadas pela ausência de rendimento.
Perante
este cenário, as entidades de Caminha defendem o reconhecimento formal da
situação como calamidade climática no setor da pesca, a criação de apoios
extraordinários imediatos, distintos do atual subsídio por fecho de barra, o
alargamento excecional do limite anual de compensação, bem como a implementação
de mecanismos de pagamento antecipado que assegurem liquidez em tempo
útil. Defendem ainda a adoção de soluções estruturais de médio e longo prazo,
nomeadamente a criação de um mecanismo público de resseguro para a pesca
profissional, capaz de responder aos riscos climáticos crescentes que afetam o
setor.
“Os
pescadores não pedem privilégios. Pedem apenas condições mínimas para
sobreviver quando o mar e o rio não permitem trabalhar em segurança”, sublinham
as entidades subscritoras, que manifestam total disponibilidade para colaborar
com o Governo na definição de soluções urgentes.
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