NOSSA SENHORA APARECEU EM PONTE DA BARCA
SANTUÁRIO
DE NOSSA SENHORA DA PAZ EVOCA APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA NO BARRAL OCORRIDAS
APENAS DOIS DIAS ANTES DAS APARIÇÕES DA COVA DA IRIA EM FÁTIMA
O
Santuário de Nossa Senhora da Paz é um santuário mariano localizado na
freguesia de São João Batista de Vila Chã, no concelho de Ponte da Barca e
distrito de Viana do Castelo. Este templo católico situa-se a cerca de 10 km de
distância da sede do concelho, a vila de Ponte da Barca, e fica situado na
entrada do Parque Nacional da Peneda-Gerês.
O
Santuário de Nossa Senhora da Paz dá expressão ao pedido de Nossa Senhora,
feito a 10 e 11 de maio de 1917 indicado ao pequeno Severino Alves: “Diz aos pastores do monte que rezem sempre o
terço, que os homens e mulheres cantem a ESTRELA DO CÉU, e se apeguem comigo,
que hei-de acudir ao mundo e aplacar a guerra”.
O
Santuário de Nossa Senhora da Paz é um local de peregrinação cristã que faz
memória dos acontecimentos que levaram à sua fundação, ou seja, as aparições de
Nossa Senhora da Paz ao pastorinho Severino Alves. O acolhimento dos peregrinos
e visitantes é elemento fundamental da missão deste santuário mariano, o qual
conta com o apoio de diversos voluntários da freguesia deste mesmo Santuário.
O que aconteceu no Barral a 10 e
11 de maio de 1917?
O
protagonista do caso foi um pobre pastorinho, de nome Severino Alves, de
dez anos de idade, filho de uma pobre e virtuosa viúva, e irmão de mais outros
seis, todos eles muito tementes a Deus. No dia 10 de maio de 1917, deviam
ser oito horas da manhã, ia esse rapazinho a caminho do monte rezando o terço,
como costumava fazer, quando numa ramada próxima da Ermida de Santa Marinha,
sentiu um relâmpago que o impressionou. Dá mais alguns passos, atravessa um
portelo e defronta uma Senhora, sentada, com as mãos postas, tendo o dedo maior
da mão direita destacado, em determinada direção. O seu rosto era lindo como
nenhum outro, toda Ela cheia de luz e esplendor, de maneira a confundir vista,
cobrindo-lhe a cabeça um manto azul e o resto do corpo um vestido branco. Logo
que o pequeno vidente a viu, caiu para o lado surpreendido com tal
acontecimento. Readquirindo ânimo, levantou-se, e exclamou: “Jesus Cristo!”. Nesse mesmo instante
desapareceu a Visão. O pároco da localidade, que não parecia ser um espírito
que facilmente se dominava por factos, que não parecessem credíveis, ouviu com
atenção o rapazinho, não só atendendo á fama de bem comportado, que gozava na
localidade, mas atendendo à sinceridade e à precisão com que relatou tudo o que
viu. O pároco aconselhou-o, finalmente, a que voltasse ao lugar da Aparição e
pedisse a essa Visão que o informasse quem era. No dia seguinte ao da primeira
Aparição, dia 11 de maio de 1917, uma sexta-feira, deviam ser também oito
horas da manhã, pois ia soltar as ovelhas e os carneiros a fim de os levar para
o monte, sem que sentisse relâmpago algum, quando atravessava o portelo,
deparou-se com a mesma Senhora, que estava sentada no mesmo sítio do dia
anterior. Nesse dia, 11 de maio, Severino foi ao local, à mesma hora, mas já
preparado pelo seu pároco, a quem logo terá contado do sucedido. Ao ver de novo
a dita senhora, ajoelhou-se e disse: “Quem falou ontem fale hoje”. Perante
a firmeza da frase, “a Aparição com uma voz que era um misto de rir e cantar,
diferente do falar de todos os mortais que tem visto, tranquilizou-o
dizendo-lhe: ‘Não te assustes. Sou Eu, menino.' E
acrescentou: ‘Diz aos pastores do monte que rezem sempre o terço, e que os
homens e mulheres cantem a Estrela do Céu. E as Mães que têm filhos lá fora,
que rezem o terço, cantem a Estrela do Céu e se apeguem comigo, que hei-de
acudir ao Mundo e aplacar a guerra'”.Depois de dizer o que fica escrito, sem
que a criança tivesse mais tempo para formular uma resposta além de: “Sim, Senhora”, a Visão, olhando para
uma ramada, acrescentou: “Que gomos tão
lindos, que cachos tão bonitos!”. Mal o pastorinho tinha olhado para
a ramada, voltando a cabeça, já a Visão tinha desaparecido. O privilegiado
vidente foi imediatamente avisar do acontecido às mães dos filhos da localidade
que estavam no exército. A comoção do pequeno teria sido tamanha que depois
destes factos, nunca mais quis voltar sozinho ao sítio da Aparição. Às
perguntas feitas, o rapazinho respondia sempre da mesma forma: “Se quiserem acreditar, que acreditem, se não
quiserem que não acreditem”, e acrescentava: “Eu
fiz a minha obrigação, avisando como me mandaram”.
De
1917 até ao Cinquentenário das Aparições (1967)
As
primeiras multidões de devotos dirigem-se a partir do momento em que o relato
chega aos jornais A Ordem (Porto
- 9 de junho de 1917) e Echos do
Minho (Braga - 17 de junho de 1917), muito antes de serem publicadas
as primeiras notícias sobre as aparições de Fátima.
"No
Barral, as pessoas, de forma muito zelosa, mantiveram-se fiéis e cumpriram as
orientações do senhor arcebispo primaz de Braga, que recomendava contenção,
reserva e que aguardassem as orientações das autoridades eclesiásticas, e nunca
tomaram a liberdade de colocar, sequer, à veneração popular uma imagem".
Após
uma elevada afluência de peregrinos, apenas 50 anos depois da Aparição foi
autorizada a colocação de uma imagem num nicho - no local das duas aparições. É
ainda por esta altura, década de 1960, que é realizado um comunicado sobre as
"Aparições do Barral", o qual é levado ao Congresso Mariano
Internacional, por ocasião do Cinquentenário das Aparições de Fátima. É
despertado, de novo, o interesse de muitos perante algo que ficara
"esquecido".
São
João Batista de Vila Chã(oficialmente, Vila Chã (São João
Batista) foi uma freguesia portuguesa do concelho
de Ponte da Barca, com 10,11 km² de área e 484 habitantes (2011).
Densidade: 47,9 hab/km².
Foi
uma das freguesias iniciais da terra medieval da Nóbrega, tendo vindo a
beneficiar do foral manuelino a esta outorgado em Outubro de 1513. Anexou a
antiga freguesia de Santa Marinha da Nóbrega, hoje lugar do Barral.
A
freguesia de São João Batista seria extinta (agregada) pela reorganização
administrativa de 2012/2013, sendo o seu território integrado na União das
Freguesias de Vila Chã (São João Batista e Santiago).
Fonte: Wikipédia
A
ocorrência teve lugar no Barral, nos dias 10 e 11 de Maio de 1917, escassos
dias antes das aparições em Fátima.
O protagonista do caso foi um pobre pastorinho, de nome SEVERINO
ALVES, de dez anos de idade, filho de uma pobre e virtuosa viúva, e irmão
de mais outros seis, todos eles muito tementes a Deus.
No
dia 10 de maio de 1917, deviam ser oito horas da manhã, ia esse rapazinho a
caminho do monte rezando o terço, como costumava fazer, quando numa ramada
próxima da Ermida de Santa Marinha, sentiu um relâmpago que o impressionou.
Dá mais alguns passos, atravessa um portelo e defronta uma
Senhora, sentada, com as mãos postas, tendo o dedo maior da mão direita
destacado, em determinada direção. O seu rosto era lindo como nenhum outro,
toda Ela cheia de luz e esplendor, de maneira a confundir vista, cobrindo-lhe a
cabeça um manto azul e o resto do corpo um vestido branco.
Logo que o pequeno vidente a viu, caiu para o lado surpreendido
com tal acontecimento.
Readquirindo ânimo, levantou-se, e exclamou: “Jesus Cristo!”.
Nesse mesmo instante desapareceu a Visão.
O pároco da localidade, que não parecia ser um espírito que
facilmente se dominava por factos, que não parecessem credíveis, ouviu com
atenção o rapazinho, não só atendendo á fama de bem comportado, que gozava na
localidade, mas atendendo à sinceridade e à precisão com que relatou tudo o que
viu. O pároco aconselhou-o, finalmente, a que voltasse ao lugar da Aparição e
pedisse a essa Visão que o informasse quem era.
No dia seguinte ao da primeira Aparição, dia 11 de maio de 1917,
uma sexta-feira, deviam ser também oito horas da manhã, pois ia soltar as
ovelhas e os carneiros a fim de os levar para o monte, sem que sentisse
relâmpago algum, quando atravessava o portelo, deparou-se com a mesma Senhora,
que estava sentada no mesmo sítio do dia anterior.
Nesse dia, 11 de maio de 1917, o rosto da Aparição desprendia-se
em sorrisos. Quando a viu, o pastorinho caiu de joelhos e disse um pouco
surpreendido (para não dizer assustado) o que o pároco lhe havia aconselhado:
“Quem não falou ontem, que fale hoje”.
Então a Aparição com uma voz que era um misto de rir e cantar,
diferente do falar de todos os mortais que tem visto, tranquilizou-o,
dizendo-lhe: “Não te assustes, sou Eu, menino”. E acrescentou: “Diz aos
pastores do monte que rezem sempre o terço, que os homens e mulheres cantem a
ESTRELA DO CÉU, e se apeguem comigo, que hei-de acudir ao mundo e aplacar a
guerra”.
Depois de dizer o que fica escrito, sem que a criança tivesse
mais tempo que responder a tudo: “Sim, Senhora”, a Visão, olhando para uma
ramada, acrescentou: “Que gomos tão lindos, que cachos tão bonitos!”
Mal o rapazinho tinha olhado para a ramada, voltando a cabeça,
já a Visão tinha desaparecido. O privilegiado Vidente foi imediatamente avisar
do acontecido as mães dos filhos da localidade que estavam no exército. A
comoção do pequeno teria sido tamanha que depois destes factos, nunca mais quis
voltar sozinho ao sítio da Aparição.
Às perguntas feitas, o rapazinho respondia sempre da mesma
maneira: “Se quiserem acreditar, que acreditem, se não quiserem que não
acreditem”, e acrescentava: “Eu fiz a minha obrigação, avisando como me
mandaram”.
Texto e fotos: Maria Vilas Boas
Local da Aparição de Nossa Senhora da Paz.






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