PONTE DE LIMA: BÉLGICA PRESENTE NA HOMENAGEM À RESISTÊNCIA DE ARCOZELO À INVASÃO FRANCESA – CRÓNICA DE TITO DE MORAIS
A Bélgica, através da sua Liga de Combatentes com sede em
Gent e presidida por Victor Alves Gomes, com raízes em Ponte de Lima e Arcos de
Valdevez, associa-se à homenagem á Resistência de Arcozelo na II Invasão
Francesa, na ocupação da freguesia entre os dias 9 e 12 de Abril de 1809.
Com um pré-programa já elaborado, a cerimónia segue-se ao
acordado na homenagem realizada em Novembro último naquela cidade belga (Gent
ou Gand), situada a uma centena de quilómetros de Bruxelas, onde participamos
como convidado juntamente com os Presidentes da Junta de Arcozelo, Acácio
Fernandes e o da Liga dos Combatentes em Ponte de Lima, Manuel Pereira (foto de
capa). No dia seguinte, reunimos também no Parlamento Europeu, para associar a
comissão de Defesa daquela sede da democracia no velho Continente. Posteriormente,
já em janeiro do corrente ano, o chefe de gabinete do eurodeputado Paulo Cunha,
o vilaverdense Nelson Braga, deslocou-se a Arcozelo para ultimar pormenores.
Outros participantes naquele encontro para relembrar
Portugal na I Guerra Mundial, e das vítimas da Batalha de La Lys em 1918, como
o Embaixador e o Cônsul de Portugal, respectivamente, António Costa e Moura e
Bruno Joos De Ter Beerst, e contingente militar na NATO, salientaram, no
seguimento da nossa intervenção, a oportunidade de evocar esse capítulo de
História Militar na região minhota e limiana.
Assim, com o centro das actividades no lugar da Senhora
da Luz, em cuja capela decorrerá a missa em homenagem aos 36 mortos
arcozelenses pelo invasor comandado pelo general Étienne Heudelet (1770-1857),
haverá ainda um desfile e apresentação para um Memorial aos Combatentes,
recordando as milícias ou povo de Arcozelo, e os militares recrutados para o
conflito universal de 1914 – 18 e depois para a Guerra do Ultramar.
Quanto á guerrilha que opôs Arcozelo na II Invasão
Francesa, a posição de defesa ocorreu nos limites com Santa Comba, lugar do
Rego do Azal, cujo proprietário dessa casa solarenga, Diogo Luiz de Sousa,
defronte da qual existem as “Alminhas”, foi um dos mortos.
Já, sobre os sepultamentos dos filhos da terra tombados
nas escaramuças, eles tiveram lugar, maioritariamente na capelas da Senhora da
Luz (8 corpos); da Esperança (5), depois no local surgiu entre 1804- 14 a de S.
António da Torre Velha; no convento de Val de Pereiras (5), além de 9 cadáveres
lançados ao Rio Lima.
General Étienne Heudelet (1770-1857)


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