XUVENTUDE DE GALÍCIA É A EMBAIXADA DA CULTURA E TRADIÇÕES GALEGAS EM LISBOA
A presença da
comunidade galega entre nós remonta aos primórdios da fundação da própria
nacionalidade. Porém, um tanto à semelhança do que se verificou no Minho e
noutras regiões do interior do nosso país, também na Galiza a industrialização
verificada sobretudo a partir de meados do século XIX provocou um verdadeiro
êxodo de populações das zonas rurais para os grandes centros urbanos. E, muitos
foram então os galegos que migraram para Lisboa, empregando-se nos mais
variados ofícios e, no negrume das carvoarias, partilharam com os minhotos o
pão que o diabo amassou.
O liberalismo e os republicanos dos começos do século XX
incrementaram o associativismo popular como um meio de difundir os seus ideais
e alargar a sua influência política. Surgiram então os centros escolares,
sociedades recreativas, bandas filarmónicas e muitas outras sociedades de
cultura, desporto e recreio perseguindo os mais diversos fins como os grémios regionalistas
a que o Estado Novo impôs a denominação de “casas
regionais”.
Também a comunidade galega radicada sobretudo em Lisboa adquiriu
a consciência da sua identidade e expressão numérica, sentindo de igual modo a
necessidade de se agrupar. E, desse modo, em 10 de novembro de 1908, fundaram
em Lisboa a Xuventude de Galícia – Centro Galego de Lisboa, cuja primeira Xunta
Diretiva foi constituída por José Lorenzo Covas, Manuel Alvarez Covas, Ramiro
Vidal Carreira, Francisco Sanchez, Marcelino Outerelo Rocha, Casimiro Movilla e
Ramiro Martin Y Mart.
Atualmente sediada na Rua Júlio de Andrade, n.º 3, num magnífico
palacete dos finais do século XIX construído segundo a traça de um arquiteto
italiano, com uma soberba vista sobre Lisboa, a Xuventude de Galícia é desde
1980 reconhecida como Pessoa Coletiva de Utilidade Pública. Na realidade,
trata-se de uma autêntica embaixada dos interesses culturais da Galiza e o
lídimo representante da comunidade galega radicada em Lisboa.






Comentários
Enviar um comentário