ENTRE-DOURO-E-MINHO EXISTE APENAS UMA REGIÃO: O MINHO!
No princípio
existiu a Comarca d’Entre-Douro-e-Minho que abrangia os atuais distritos de
Viana do Castelo, Braga, Porto e ainda parte dos distritos de Aveiro, Viseu e
Vila Real.
Concretamente, a vetusta Comarca
d’Entre-Douro-e-Minho englobava no Distrito de Aveiro os concelhos de Arouca,
Castelo de Paiva, Espinho e Santa Maria da Feira. No Distrito de Viseu incluía
os concelhos de Cinfães e Resende. E, no Distrito de Vila Real, parte do
concelho de Montalegre que outrora pertenceu ao extinto concelho de Ruivães que
foi despois integrado no município de Vieira do Minho.
Entretanto, a reforma administrativa levada a efeito
em 1936 subtraiu-lhe uma importante parcela de território para, apesar das
afinidades históricas, geográficas e etnográficas, criar artificialmente uma
província: o Douro Litoral!
Perante tal divisão, o Minho ficou supostamente
reduzido aos atuais Distritos de Viana do Castelo e Braga, limitado a sul pelo
Douro Litoral.
Não satisfeitos com este fracionamento, eis que sob
os mais variados pretextos inventaram o Alto Minho e o Baixo Minho e, no seio
destas, uma infinidade de sub-regiões como quem se dedica a promover a cisão do
átomo: a Ribeira-Lima, o Alto Lima, o Riba-Minho, o Alto Minho Interior, a Riba
d’Ave e por aí adiante… até à mais exígua porção de terra!
Esta tendência doentia para o fracionamento sucessivo
da nossa região impede-nos de ver além dos muros que erguemos em nosso redor e
entender que existe uma vasta região que, para além da sua identidade,
debate-se com problemas que são comuns. Só o emparcelamento das mentalidades e
a conjugação de esforços conseguirá resolvê-los e afirmar o Minho positivamente
nos mais diversos domínios.
No sentido oposto, alguém teve recentemente a ideia
absurda de, na vertente turística, associar a região d’Entre-o-Douro-e-Minho à
província de Trás-os-Montes como se do mesmo produto turístico se tratasse, em
claro prejuízo da promoção de ambas as regiões.
O Minho e os minhotos necessitam de reconquistar o
seu espaço histórico, reforçando os laços entre gentes que possuem a mesma
identidade etnográfica e fazer do território da antiga Comarca
d’Entre-o-Douro-e-Minho uma região próspera que crie bem-estar para os seus
habitantes: o Grande Minho!

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