OPERAÇÃO DE FOGO CONTROLADO PREPAROU BARCELOS PARA A DEFESA DA FLORESTA CONTRA INCÊNDIOS
Secretário de
Estado das Florestas elogia dinâmica municipal e destaca impacto nacional
O presidente da
Câmara Municipal de Barcelos, Mário Constantino Lopes, e o secretário de Estado
das Florestas, Rui Ladeira, acompanharam hoje no terreno a realização de uma
ação de fogo controlado no Monte do Crasto, em Aldreu.
A operação,
integrada no Plano Municipal de Barcelos, teve como objetivo reforçar a defesa
da floresta contra incêndios rurais, através de medidas preventivas e da gestão
estratégica do território.
A iniciativa
promoveu a compartimentação do espaço florestal, com parcelas definidas para a
gestão de combustível, contribuindo para limitar a propagação de incêndios.
Paralelamente, visou a renovação e o melhoramento das pastagens, com o objetivo
de otimizar a atividade cinegética e favorecer o equilíbrio dos ecossistemas
locais.
Além de Mário
Constantino Lopes e Rui Ladeira, estiveram presentes nesta operação diversas
entidades com competências nas áreas da proteção civil, gestão florestal e
prevenção de incêndios rurais, que acompanharam o arranque das ações no terreno
no plano de intervenções que abrangeu o Monte do Crasto e as freguesias de
Aldreu e Palme.
Sobre esta ação, o
secretário de Estado das Florestas destacou a importância de uma estratégia
integrada para a gestão e valorização da floresta, sublinhando que ações como o
fogo controlado são essenciais para a prevenção de incêndios e reforço da resiliência
dos territórios.
Durante a visita ao
Monte do Crasto, evidenciou o papel da cooperação entre autarquias, entidades e
agentes no terreno, considerando o trabalho desenvolvido no município como um
exemplo a nível nacional. Referiu, ainda, medidas em curso, como o reforço de
meios, alterações legislativas e novos apoios ao fogo controlado, com o
objetivo de aumentar a segurança e melhorar a gestão florestal em todo o país.
O governante
destacou a criação e a operação das equipas de sapadores florestais do Cávado,
atualmente 419, apoiadas pelo ICNF – Instituto de Conservação da Natureza e das
Florestas com 32 milhões de euros, e a disponibilização de equipamentos
essenciais como máquinas de rastos e destroçadores, que permitem melhor
intervenção nas áreas florestais e nos planos de fogo controlado.
O autarca sublinhou
que, desde 2018, foram executados cerca de 2 491 hectares de fogo controlado,
com o objetivo de duplicar esta área em 2026, utilizando o fogo de forma segura
para renovar pastagens, gerir povoamentos e criar descontinuidade no território
florestal. Destacou, ainda, o novo programa do ICNF de apoio à realização de
fogo controlado, com pagamento por hectare, destinado a municípios, juntas de
freguesia, corporações de bombeiros e organizações florestais, promovendo a
prevenção e a gestão sustentável da floresta.
Para finalizar, Rui
Ladeira agradeceu o empenho de todos os envolvidos, reforçando que a dinâmica e
a colaboração no Município de Barcelos representam um exemplo para todo o país.
“Só através do esforço conjunto é possível proteger, valorizar e preparar o
futuro do território nacional”, sublinhou.
O presidente da
Câmara, Mário Constantino Lopes, agradeceu, por seu turno, ao Governo a escolha
do concelho para o arranque da campanha, destacando a importância da presença
no terreno e do reforço das ações de prevenção.
Mário Constantino
Lopes sublinhou ainda o papel do ICNF como parceiro estratégico, bem como o
contributo das forças de segurança, das juntas de freguesia e das corporações
de bombeiros, fundamentais na capacidade de resposta do território. “Esta
parceria não só permitiu a realização da sessão de fogo controlado, como
fortalece a preparação do município para responder a emergências futuras”,
sublinhou.
Barcelos tem cerca
de 387 quilómetros quadrados, dos quais 40 por cento são ocupados por floresta,
um fator que aumenta significativamente a complexidade e a preocupação durante
a época de incêndios. O edil destacou a prontidão e a capacidade de resposta
das equipas, referindo que as corporações de bombeiros do concelho estão bem
estruturadas, com três ERPI, o que reforça a eficácia das intervenções,
salientando que, no ano passado, várias ignições foram resolvidas rapidamente
graças a esta capacidade de ação eficiente.
O presidente da
Câmara reconheceu, no entanto, que a natureza está cada vez mais imprevisível
devido a fenómenos climáticos extremos, por isso, qualquer esforço de prevenção
e de criação de condições para facilitar a intervenção rápida é essencial.
As ações de fogo
controlado estão sob a coordenação da Proteção Civil de Barcelos, envolvendo o
ICNF, as corporações dos bombeiros de Barcelos, Barcelinhos e Viatodos, a
Associação Florestal do Cávado (Equipas de Sapadores Florestais), a Força de
Sapadores Bombeiros Florestais (FSBF do ICNF), a Unidade Especial de Proteção e
Socorro (UEPS da GNR), a Associação de Caça e Pesca de Fragoso e a Junta de
Freguesia de Aldreu.


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