GENERAL NORTON DE MATOS: UM LIMIANO NA TOPONÍMIA DE LISBOA
Homenageado.
Com Bernardino Machado em 1917 (por Joshua Benoliel)
Avenida General Norton de Matos
Freguesia(s): Lumiar, São Domingos de Benfica, Alvalade, Benfica,
Carnide
Início do Arruamento: Avenida Marechal
Craveiro Lopes
Fim do Arruamento: Avenida Eusébio da Silva Ferreira
Data de Deliberação Camarária:
Data do Edital: 30/12/1974
Data do Edital do Governo Civil:
Data do Edital do Governo Civil:
Designação(ões) Anterior(es):
Avenida Marechal Carmona, antes era a 2ª circular na parte compreendida entre o
Campo Grande e a Estrada de Benfica
Historial: O General Norton de Matos que em Lisboa dá nome a
uma Avenida, logo desde o 1º Edital de toponímia após o 25 de Abril ( o nº
161/1974), de 30/12/1974.
Após o 25 de Abril de 1974, a Câmara Municipal de Lisboa então
gerida por uma Comissão Administrativa presidida pelo Eng.º Caldeira Rodrigues,
mudou na toponímia da capital apenas 5 topónimos, de acordo com o parecer da
Comissão Municipal de Toponímia na sua primeira reunião (15/11/1974), que
defendia a «Necessidade de eliminação dos nomes afrontosos para a população,
pela sua última ligação ao antigo regime» e assim, por edital de 30 de dezembro
de 1974, foram alterados os seguintes topónimos: a Avenida Vinte e Oito de Maio
passou a Avenida das Forças Armadas, a Rua General Sinel de Cordes tornou-se a
Rua Alves Redol, a Calçada de Santos alterou-se para Calçada Ribeiro dos
Santos, a Estrada de Malpique converteu-se na Rua Dr. João Soares e, a Avenida
Marechal Carmona foi transformada em Avenida General Norton de Matos.
O homenageado, José Maria Mendes Ribeiro Norton de Matos (Ponte
de Lima/23.03.1867 – 03.01.1955/Ponte de Lima) foi um militar e político que se
candidatou às eleições presidenciais de 1948, reivindicando a liberdade de
propaganda e uma melhor fiscalização dos votos, exigências
que o regime de Salazar se recusou a satisfazer mas que lhe
granjearam vastos apoios populares e da oposição ao Estado Novo.
Norton de Matos havia começado a sua carreira na administração
colonial na Índia (1898) e, em missão diplomática, viajou por Macau e pela
China, coincidindo o seu regresso a Portugal com a proclamação da República,
novo regime que se dispôs a servir sendo então Chefe do Estado-Maior da 5ª
divisão militar (1911) e Governador-Geral de Angola (1912-1915). Foi chamado ao
Governo como Ministro das Colónias e da Guerra (1915) e assim criou o Corpo
Expedicionário Português. Após o sidonismo exilou-se em Londres e apenas
aceitou um comando subalterno na Flandres. Em 1919, foi Delegado de Portugal na
Conferência da Paz, promovido a General por distinção e, nomeado Alto
Comissário da República em Angola, tendo então fundado a cidade de Huambo.
Exerceu ainda as funções de Embaixador de Portugal em Londres (1924-1926),
cargo de que foi afastado aquando da instauração da Ditadura Militar. Em 1929
foi eleito Grão-Mestre da Maçonaria Portuguesa (até 1935) e deixou como obra
publicada títulos como A Província de Angola (1926), Memórias e Trabalhos da
Minha Vida (1943-1946), Ensaio sobre Paiva Couceiro (1948) e A Nação Una
(1953).
[PM] | Fonte: Càmara Municipal de Lisboa


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