NOS PASSOS DE ANTÓNIO FEIJÓ NA SUÉCIA: O PALÁCIO REAL DE ESTOCOLMO – CRÓNICA DE TITO DE MORAIS

 


Retomamos hoje as nossas recordações da última deslocação á Suécia, nos primórdios do mês passado, então para participar no Festival de Culturas e Gastronomia Iberoamericanas, que reuniu duas dezenas de países participantes.

A representação de Portugal, com o Alto Minho e Ponte de Lima presentes, tal como já o relatamos em crónica anterior, teve lugar a 10 de Março, com o chef Paulo Santos responsável pela apresentação de motivos para o pecado da gula!

Em anteriores deslocações a Estocolmo e nossa embaixada, onde os descendentes directos de António Feijó (Thomas, Anna, Alexander, Erik) têm participado, os eventos gastronómicos e culturais tiveram assinatura de outros elementos do nosso Clube de Gastronomia de Ponte de Lima: o jovem João Leonardo Matos, de Arcozelo, e Domingos Gomes, de Cardielos, Viana do Castelo, mas a esposa oriunda do território Limiano, São Pedro de Arcos, recordemos…

Com base numa foto de colecção pessoal do nosso  poeta das Bailatas, diplomata na Escandinávia e gastrónomo, o grande António Feijó (1859-1917), guardada no Arquivo Municipal de Ponte de Lima, eis mais uma crónica.

Podemos designar esta produção literária com o subtítulo – Nos Passos de Feijó na Corte Sueca – pois ele era estimado por toda a aristocracia lá representada. A testemunhar tal afirmação, recordamos uma carta do então diplomata na Suécia, datada de 12 de Fevereiro de 1908, onde informa da celebração do assassinato do rei D. Carlos e Príncipe Real, em Lisboa. O diplomata luso  refere-se à recepção de condolências recebidas por parte  do monarca sueco e restante séquito, e de ter mandado celebrar uma missa em igreja católica da capital por sufrágio do infausto assassinato.

Com Feijó a representar o nosso país no grande reino da Europa do norte, o seu mandato atravessou dois reinados: o de Óscar II, entre 1872 e 1907, e o de Gustavo V, entre este último ano e 1950. Percorremos seus passos, a calçada e a ponte que liga á ilha  de Stadsholmen ou Gamla Stan (centro histórico) e ao Parlamento (Riksdag) com o colega Paulo Santos, apesar da queda de gotícolas de neve, o frio de quatro negativos e piso escorregadio… mas, para conhecer, recordar a vida diplomática do nosso ilustre conterrâneo, valeu a pena!

No palácio, há a salientar entre as centenas de divisões, a capela barroca, salas de estar ou visitas, a de jantar (na foto, onde decerto Feijó banqueteou algumas vezes), quartos, estátuas, porcelanas, pinturas e escadarias.

E, para fechar o espaço ou linhas ainda hoje disponíveis no nosso Blog do Minho, reproduzimos o tal registo fotográfico efectuado a 8 de Dezembro de 1907: a coroação do rei Gustavo V, onde entre os ilustres assistentes do corpo diplomático acreditado no país, ANTONIO Joaquim de Castro FEIJÓ, chegado e cônsul no Brasil em 1891, e regressado á sua terra, dez anos depois da sua morte, portanto em 1927, porque tal como a guerra actual, naquele tempo sem estreito de Ormuz em discussão e encerramento, também há mais de cem anos as travessias do Báltico ligando por mar o velho continente de norte a sul, estavam encerradas.




Comentários

Mensagens populares deste blogue

PONTE DE LIMA: PADRE MANUEL MIRANDA – PÁROCO DE CABRAÇÃO – FOI O ÚLTIMO PADRE EXORCISTA DESTA LOCALIDADE!

GASTRONOMIA DO MINHO MAIS POBRE! FALECEU CHEF FILIPE MORGADO, DE PONTE DE LIMA - CRÓNICA DE TITO DE MORAIS

PONTE DE LIMA VAI TER ALDEAMENTO TURÍSTICO DE 3 MILHÕES EM REFÓIOS DO LIMA – CRÓNICA DE TITO DE MORAIS