QUEM FOI SÃO FRUTUOSO – ARCEBISPO DE BRAGA E FUNDADOR DO MOSTEIRO DE SÃO JOÃO D’ARGA?
A Capela de São Frutuoso é um “monumento de grande
valia no contexto da arte paleocristã, prevalecendo uma série de questões sobre
a sua origem e enquadramento artístico”. Supõe-se que este monumento seja o
primitivo mausoléu de São Frutuoso, bispo de Braga entre os anos 656 e 665.
Descoberta por entre as paredes do Convento de S.
Francisco, por intermédio de Ernesto Korrodi em 1897, foi alvo de um longo
processo de restauro, que levantou grandes polémicas entre os investigadores
bracarenses.
Frutuoso de Braga ou Frutuoso de Dume (em latim: Fructuosus) foi um monge e bispo
godo do século VII, venerado como santo.
A história da sua vida chega-nos via São Valério, um dos seus
discípulos, monge copista e escritor, que a escreveu imediatamente após a sua
morte. Na obra Vita Sancti Fructuosi destacam-se
quase exclusivamente os aspectos da vida monástica do biografado, omitindo a
sua actuação como bispo e sua intervenção na vida civil e religiosa do Reino
Visigótico que, certamente, terão tido grande importância no seio dos godos
hispânicos.
O arcebispo de Compostela Diego Gelmírez, no ano
1102, foi o responsável pelo roubo do corpo enquanto relíquia, de Dume, em
Braga, para Santiago, onde foi enterrado solenemente na cripta da catedral. A
catedral de Compostela celebra a solenidade litúrgica dessa transladação, acto
que veio a ser designado por "Pio latrocínio", a 16 de dezembro.
Actualmente, as relíquias podem ser veneradas no seu
local original, tendo sido apenas devolvidas por Santiago de Compostela em
1966, 864 anos depois.
A importância de Frutuoso para compreender a espiritualidade da
Hispânia visigótica é fundamental. Foi padre no monasticismo hispânico,
viajante infatigável, fundador de inúmeros mosteiros, venerador de duas regras
monásticas, a Regra Monachorum e a Regra Monastica Communis - que
se podem considerar como as mais tipicamente hispâncias do monasticismo
peninsular. Depois dele, ainda persistiram outras regras europeias, mesmo nos
próprios centros frutuosianos, particularmente a Beneditina; não obstante,
muitos dos mosteiros fundados por Frutuoso subsistiram até épocas recentes.
Frutuoso, conhecedor do monasticismo oriental, das regras europeias e das
normas isidorianas, refundiu-as todas dotando-lhes uma originalidade tal que,
frente ao latente latinismo da Regra de Santo Isidoro, podem ser consideradas
reflexo de um carácter hispânico que se identificou com o espírito bárbaro dos
visigodos.
Em Braga, é venerado na Capela de São Frutuoso bem
como na Sé Catedral.
Fonte: Wikipédia
“Com origem incerta, a Capela de São Frutuoso de
Montélios terá sido construída junto a um convento, no século VII, por São
Frutuoso, bispo de Braga e de Dume, para nela se fazer sepultar, vindo a ser
reconstruída e redecorada entre os séculos IX e X. Possui uma planta
centralizada em cruz grega, sobressaindo no cruzeiro uma torre com banda
lombarda. Exteriormente é caracterizada pela existência de uma arcada cega,
alternando arcos de volta perfeita e arcos angulares, demonstrativa da
influência moçárabe, segundo alguns autores.
Apesar de o antigo cenóbio ser destruído para a
fundação de um novo convento franciscano, em 1523, por D. Diogo de Sousa, a
capela manter-se-á intacta, vindo a ser integrada na própria igreja do Convento
de São Francisco, aquando das obras de reconstrução de 1728, por ordem do
arcebispo D. Rodrigo de Moura Telles. Entre as décadas de 1930 e 1950, a capela
será alvo de intervenção da DGEMN, com direção de João Moura Coutinho e Sousa
Lobo, segundo a tese que teria sido mandada construir por São Frutuoso no século
VI como capela-funerária, reconstruindo-se as cúpulas, a cobertura e as
paredes, bem como realizando-se diversos arranjos no adro e interior da
capela.”
Fonte: Património Cultural


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