SUÉCIA PRETENDE (RE)HOMENAGEAR FEIJÓ E GASTRONOMIA DE PORTUGAL – CRÓNICA DE TITO DE MORAIS
A embaixada de Portugal na Suécia e o Instituto
Camões na Universidade de Estocolmo, desejam prosseguir cerimónias com
recordação da vida e obra de António Feijó, que transferido do Brasil em 1891
ocupou durante mais de vinte e cinco anos a representação diplomática de
Portugal na Corte sueca.
Falecido a 20 de Junho de 1917 ma sua casa de
Estocolmo, a qual visitamos em Novembro último, o poeta e gastrónomo de Ponte
de Lima, foi um grande divulgador da gastronomia e vinhos do seu país, na
Suécia e Dinamarca. Vários testemunhos epistolares registam a solicitação de
envio de vinhos do Porto e Douro, de Bucelas (Loures), de verdes, lampreia e
outros produtos para confecção em cerimónias oficiais.
Neste âmbito, e no seguimento da representação de
Portugal através da presença de Ponte de Lima terra natal de António Feijó, no
Festival de Culturas e Gastronomia da América Latina, que ontem encerrou e no
qual participaram vinte países, o novo embaixador, Francisco Duarte Alegre,
pretende acolher iniciativas similares.
Recordemos que o nosso ilustre conterrâneo chegou
á Suécia a 9 de Março de 1891 com “sol deslumbrante e 11 graus centígrados …
abaixo de zero. (…)Tudo é branco – as ruas, as casas, as árvores, etc.”,
informava em carta enviada de Estocolmo dois dias após a chegada, cuja cópia
integrou a nossa comunicação no passado dia 10 de Março, na Mostra Gastronómica
realizada na Biblioteca do Instituto Cervantes, Embaixada de Espanha.
Com agendamento em estudo, onde desta vez o Vale
do Douro poderá juntar-se à delegação de Ponte de Lima, com o seu único néctar
da mais antiga região demarcada do mundo (1756), recordamos em imagens inéditas
a participação na mostra gastronómica e cultural que preencheu vinte do trinta
dias do mês ontem terminado.



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