BISNETO DE ANTÓNIO FEIJÓ NA SUÉCIA REGRESSA ÀS FEIRAS NOVAS DE PONTE DE LIMA - CRÓNICA DE TITO DE MORAIS

O bisneto de António Feijó, Thomas Wesselén, residente em Estocolmo, onde o bisavô foi diplomata durante um quarto de século (1891-1917), regressa este ano às Feiras Novas, informou-nos há pouco  esse estimado amigo.
Ainda por confirmar, está também a presença de dois trinetos do poeta, diplomata e gastrónomo, também suecos, mas apreciadores da gastronomia da terra do ilustre antepassado.
Aliás, o que nos une há quase cinco anos em correspondência e eventos públicos e privados em Portugal e Suécia, é a obra e o bom garfo que foi António Feijó, gosto que o nosso conterrâneo por vezes partilhava cm seus colegas de letras: Eça de Queirós, Guerra Junqueiro, Conde de Arnoso…
Nesse âmbito, elementos da equipa de cozinha do nosso Clube de Gastronomia de Ponte de Lima, têm recriado refeições e banquetes ao longo dos últimos quatro anos em Estocolmo, ora na embaixada de Portugal, Residência do embaixador, Instituto Cervantes na embaixada de Espanha e em casa de nossos primos, Raphael e Manuel Tito de Morais (foto 2). Por cá, também no berço do apreciado Loureiro ou Vinhão, Lethes, a Quinta de Vilar, em Arcozelo, recebeu um desses momentos conviviais, com produtos nacionais e outros importados da Escandinávia! Os intervenientes em tal missão culinária, têm sido os amigos e colegas do Clube ou grupo de promoção das nossas tradições enogastronómicas do Minho e mais além: Paulo Santos, Domingos Gomes e João Leonardo Matos. Desta vez, desejamos acrescentar o colega Thomas Egger, de Tabuaço, Douro, pois as cerimónias oficiais, habitualmente rematavam com um Porto de referência, como aconteceu na de 13 de Março de 1907, um cálice da raríssima colheita de 1815, e os produzidos na Madeira e Bucelas, Loures, aqui com seu Arinto, para molhar o repasto…
Com a presença do clã Feijó da Europa do Norte nos 200 anos das Festas do Concelho de Ponte de Lima, aquele trio de cozinheiros vai recriar, na medida do possível, uma das recepções oficiais que o então Ministro Plenipotenciário do nosso rei D. Carlos I na Corte sueca, realizava amiudamente. Para isso, decorrem pesquisas em cartas de Feijó aos amigos, e suas estadas em Ponte de Lima, em Moreira da Maia e Lisboa, como nas Feiras Novas de 1909, nos encontros almoçantes nos solares de Bertiandos, Paço de Calheiros e do Rego, estas duas nessa freguesia, entre outras fontes.
De recordar que no intercâmbio Ponte de Lima-Suécia inaugurado em 2021, não só o contexto amigável tem estado subjacente: o Centro de Língua Portuguesa na Universidade de Estocolmo, dirigido por Vera Fonseca, tem sido actualizado com publicações do município de Ponte de Lima e outras de edição particular, onde a temática António Feijó lidera as ofertas, iniciativa inaugurada pela ex-embaixadora na Suécia, Sara Martins, actualmente em Moscovo.(foto de capa)


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