QUEM NÃO QUER SER LOBO NÃO LHE VISTA A PELE! - QUANDO OS LOBOS UIVAM...
É frequente ouvirmos que o lobo ibérico é uma espécie animal em vias de extinção. Na realidade, é muito provável que ainda sobrevivam algumas espécimes deste animal na nossa região… a dificuldade de coexistência com o ser humano ditou o seu quase desaparecimento. Aliás, à semelhança da cabra geresã que já foi extinta nos começos do século XX em virtude das caçadas e do urso em relação ao qual apenas restam alguns exemplares nas serranias das Astúrias.
A relação do Homem com o lobo nunca foi pacífica e deu origem a inúmeras lendas nas quais o lobo aparece quase sempre associado a uma personagem demoníaca, sugerindo algo mais relacionado com ancestrais ritos pagãos. Quanto à sua identificação como “ibérico”, surge para mim que sou leigo nessas matérias como uma novidade – com tal designação apenas conhecia o porco de Barrancos!
Sucede que outrora os povos possuíam enormes rebanhos comunitários que apascentavam nos montes, devorando praticamente tudo quanto aí nascia. Porém, em meados do século passado, o regime do Estado Novo adoptou uma nova política florestal, incrementando a plantação de pinho bravo com vista nomeadamente à obtenção de madeira e resina, esta fundamental para a produção de colas e tintas. Ainda não tinham inventado as sintéticas…e, com o seu aparecimento, extinguiu-se praticamente o ofício de resineiro e a floresta ficou mais inflamável!
Grande parte dos baldios transitaram para a tutela governamental e muitas pessoas foram contratadas pelos serviços florestais para proceder à plantação de pinheiros. Mas, havia que proceder à sua protecção a fim de que os rebanhos caprinos não os devastassem. E, eis que as florestas passaram a ser povoadas por uma nova espécie de “lobo”, quais cães tresmalhados que, ainda não habituados a sobreviver no novo habitat, desciam aos povoados, cercavam as habitações, fustigavam os animais domésticos e até atacavam os pobres camponeses. E, todo esse corportamento dos cães lançados ao monte veio contribuir ainda mais para a má-fama de um animal que é actualmente denominado por “lobo ibérico”… mas, é caso para dizer, quem não quer ser lobo não lhe vista a pele!
A relação do Homem com o lobo nunca foi pacífica e deu origem a inúmeras lendas nas quais o lobo aparece quase sempre associado a uma personagem demoníaca, sugerindo algo mais relacionado com ancestrais ritos pagãos. Quanto à sua identificação como “ibérico”, surge para mim que sou leigo nessas matérias como uma novidade – com tal designação apenas conhecia o porco de Barrancos!
Sucede que outrora os povos possuíam enormes rebanhos comunitários que apascentavam nos montes, devorando praticamente tudo quanto aí nascia. Porém, em meados do século passado, o regime do Estado Novo adoptou uma nova política florestal, incrementando a plantação de pinho bravo com vista nomeadamente à obtenção de madeira e resina, esta fundamental para a produção de colas e tintas. Ainda não tinham inventado as sintéticas…e, com o seu aparecimento, extinguiu-se praticamente o ofício de resineiro e a floresta ficou mais inflamável!
Grande parte dos baldios transitaram para a tutela governamental e muitas pessoas foram contratadas pelos serviços florestais para proceder à plantação de pinheiros. Mas, havia que proceder à sua protecção a fim de que os rebanhos caprinos não os devastassem. E, eis que as florestas passaram a ser povoadas por uma nova espécie de “lobo”, quais cães tresmalhados que, ainda não habituados a sobreviver no novo habitat, desciam aos povoados, cercavam as habitações, fustigavam os animais domésticos e até atacavam os pobres camponeses. E, todo esse corportamento dos cães lançados ao monte veio contribuir ainda mais para a má-fama de um animal que é actualmente denominado por “lobo ibérico”… mas, é caso para dizer, quem não quer ser lobo não lhe vista a pele!

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