VILA PRAIA DE ÂNCORA: A SARDINHA NÃO É PARA TRÊS - É PARA TODA A GENTE! 1 A 16 DE AGOSTO
A expressão "uma sardinha para três" é um retrato que procura lembrar tempos de grande escassez e pobreza extrema no país, simbolizando a necessidade de partilhar um único peixe por várias pessoas numa refeição. Na realidade, o problema residia na dificuldade de transportar o pescado para as localidades do interior distantes das princiapais lotas de peixe devido à falta de indústria do frio. As descargas eram abundantes, tal como sucedia na doca de Santos, em Lisboa. O peixe era transportado em vagons de comboio. O gêlo era produzido em grandes barras no armazém frigorífico que ficava junto à doca, onde muitos comerciantes minhotos que ainda não dispunham de frigorífico doméstico íam comprá-lo e transportavam nas velhas alcofas. Em meados da década de setenta começaram a surgir as viaturas frigoríficas mas, às aldeias, ainda só chegavam os velhos "sardinheiros"...

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