200 DRONES NO FOGO DOS 200 ANOS DAS FEIRAS NOVAS DE PONTE DE LIMA - CRÓNICA DE TITO DE MORAIS

Pelo segundo ano consecutivo, um espectáculo piromusical foi o principal programa das noites das Feiras Novas de Ponte de Lima, as festas do concelho que comemoraram 200 anos de existência, pois foram autorizadas em 5 de Maio de 1826 em Conselho de Regência do Reino, pois D. Pedro IV já tinha falecido.
A empresa, renomada em fogos de artifício, preso ou do ar, uma tradição da família limiana Costa, na freguesia de Santa Cruz do Lima, ocupou-se durante duas semanas da instalação de todo o equipamento na margem direita do rio Lima, entre o passeio pedonal que da ponte romana liga ao Centro Náutico e leito da linha de água que banha Ponte de Lima e Arcozelo. Um perímetro de segurança foi definido pela comissão e Feiras Novas e o prestador do serviço, pra o grande espectáculo que teve início na primeira meia hora de ontem, Segunda-feira 14 do corrente, mas ainda noite de Domingo. O chamado – fogo do meio – como era definido nos tempos em que as Feiras Novas tinham apenas a duração e três dias, com esse segundo dia mais preenchido de programa, juntou milhares e milhares no areal da vila, ruas e praças adjacentes, janelas, sacadas ou varandas, até de muitos outros in contáveis que nas redes sociais em Portugal e no mundo acompanhavam o sincronizar de música e fogo de artifício, de cores e de harmonização nos céus desta capital da Ribeira Lima.
Uma pormenorizada central e comando informático estava instalada a meio do cenário, para controle de lançamentos, tempo de subida e estalejar dos foguetes, um acontecimento jamais visto ou apresentado em Ponte de Lima, Como se comemoravam os 200 anos da Festa em honra de Nossa Senhora das Dores, houve uma capicua: também 200 dores subiram aos céus para projectar imagens desde a fundação de Ponte de Lima e as Feiras Novas de Ontem e de hoje, entre desenhos ou imagens: novo logotipo do município, rainha D. Teresa, ponte romano-gótica, Igreja Matriz, Nossa Senhora das Dores, feira a montante e a jusante da ponte velha, concurso de gado, etc, etc.
Mais uma vez a nossa terra e a nossa gente estiveram em destaque na região e país, e também na diáspora, pois muitas foram as comunidades portuguesas no estrangeiro, principalmente na Europa e Américas que acompanharam o fogo dos 200 anos de Ponte de Lima. Mas, cada vez mais os Limianos fixados longe da terra, reservam dias de férias para as Feiras Novas. Assim, no decorrer do fim de semana cruzamo-nos com muitos amigos provenientes do Brasil, EUA, Angola, Finlândia, Bélgica, França, Reino Unido, Bélgica, Alemanha, Luxemburgo, Espanha, Andorra, além de representações oficiais, principalmente de França, a nossa geminação com Vandouvre-Les-Nancy presidida pelo conterrâneo Angelo Viana, de Vitorino dos Piães, e uma da Roménia.
Ponte de Lima no seu melhor, as Feiras Novas no máximo expoente de referência quando celebramos dois séculos da sua existência.



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