600 ALUNOS SEM LIVROS EM FAFE: PCP QUESTIONA O GOVERNO

Deputados do PCP questionam governo sobre a falta de manuais escolares para 600 alunos em Fafe
Foi tornada pública uma situação que afeta cerca de 600 alunos no Agrupamento de Escolas Professor Carlos Teixeira, que não conseguem obter os livros a que têm direito e de que necessitam. A emissão dos vouchers que lhes permitiria levantar os livros na escola e nas livrarias não aconteceu e, apesar da insistência por parte da direção do agrupamento escolar, o Ministério não deu ainda resposta cabal a este problema. É um problema grave que carece de urgente solução. A situação em causa está a provocar perturbações nas famílias e dificuldades no acesso atempado dos alunos aos manuais escolares, num momento particularmente importante do ano letivo. Sendo a educação um direito fundamental consagrado constitucionalmente, e incumbindo ao Estado assegurar as condições necessárias para o seu efetivo exercício, é inaceitável que alunos iniciem o ano letivo sem acesso aos manuais escolares a que têm direito devido a falhas administrativas imputáveis a organismos públicos.
O grupo parlamentar do PCP, assumindo o seu papel de fiscalização da atuação do Governo, dirigiu-lhe uma série de questões sobre este assunto. Pergunta-se ao Governo se tem conhecimento dos problemas verificados na emissão de vouchers para manuais escolares que estão a afetar os alunos. Segundo o diretor do Agrupamento, em entrevista ao jornal “Notícias de Fafe”, «Temos procurado respostas por todos os canais que estão abertos, para o Ministério da Educação, a ver se alguém nos ajuda, mas até agora não obtivemos resposta.»
Os deputados do PCP questionam ainda o governo sobre as causas identificadas para os erros ou atrasos na emissão destes vouchers, que medidas urgentes estão a ser adotadas para garantir que todos os alunos tenham acesso aos manuais escolares a que têm direito, e que mecanismos estão previstos para assegurar que os alunos afetados não sejam prejudicados no seu percurso escolar enquanto a situação não estiver regularizada. Por último, exige-se uma indicação de qual o prazo previsto pelo Governo para a completa resolução desta situação e para a disponibilização dos vouchers em falta.
Esta situação cria desigualdades no acesso à aprendizagem, compromete o acompanhamento regular das atividades letivas e coloca em causa a efetivação prática do direito à educação. Impõe-se, por isso, uma intervenção urgente do Governo que permita corrigir as falhas identificadas e assegurar uma rápida normalização da situação.

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