ESCRITOR FAFENSE DANIEL BASTOS APRESENTA EM FAMALICÃO E NO PORTO LIVRO SOBRE A DITADURA E A DEMOCRACIA
Vila Nova de Famalicão e Porto acolhem, nos dias 9 e 10 de outubro, duas sessões de apresentação do livro Portugal: da Ditadura à Democracia, da autoria do historiador da diáspora Daniel Bastos, uma obra construída a partir do espólio fotográfico de Marques Valentim, um dos nomes de referência do fotojornalismo português.
A primeira sessão realiza-se sexta-feira, 9 de outubro, às 17h30, no Espaço Memória da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Médio Ave, em Vila Nova de Famalicão, e será apresentada por Carlos de Sousa, antigo jornalista e presidente da Direção da Casa da Memória Viva.
No dia seguinte, sábado, 10 de outubro, às 16h00, a obra será apresentada na Livraria Cooperativa UNICEPE, no Porto, numa sessão que contará com a apresentação do jornalista Carlos Magno.
Publicada numa edição bilingue, em português e inglês, com tradução de Paulo Teixeira e prefácio de João Soares, antigo presidente da Câmara Municipal de Lisboa e ex-ministro da Cultura, a obra reúne mais de duas centenas de fotografias, entre imagens emblemáticas, registos menos divulgados e fotografias inéditas.
Com o apoio institucional da Fundação Mário Soares e Maria Barroso, o livro revisita, através da fotografia, alguns dos momentos mais marcantes da história portuguesa das últimas décadas do século XX, desde a Guerra Colonial ao 25 de Abril de 1974,
passando pelo processo revolucionário, pela chegada dos chamados “retornados” e pela construção e consolidação da democracia.
O espólio de Marques Valentim permite igualmente acompanhar as profundas transformações sociais vividas pelo país ao longo das décadas de 1970 e 1980. Ao lado de protagonistas da vida política nacional, surgem trabalhadores, famílias, comunidades e cenas do quotidiano de um Portugal em mudança, incluindo registos relacionados com a emigração, uma realidade que marcou profundamente a sociedade e reforçou os laços entre Portugal e as suas comunidades espalhadas pelo mundo.
Entre as fotografias reunidas na obra encontram-se também imagens captadas por Marques Valentim em Moçambique, onde cumpriu o serviço militar entre 1972 e 1974,
como furriel miliciano de fotocine. Esses registos documentam a realidade da Guerra Colonial e as vivências das populações locais, constituindo um importante testemunho visual de um período determinante da história contemporânea portuguesa.
Num momento em que Portugal vive há mais tempo em liberdade e democracia do que viveu sob a ditadura, Portugal: da Ditadura à Democracia propõe uma reflexão sobre o passado recente do país e sobre o percurso histórico que conduziu ao fim do Estado Novo e à construção e consolidação do regime democrático.
Para Daniel Bastos, autor de várias obras dedicadas à memória da ditadura, à democracia e à emigração portuguesa, o livro pretende contribuir para “preservar e divulgar uma memória visual fundamental da história contemporânea portuguesa, aproximando-a também das novas gerações”. Marques Valentim, nascido em 1949, destacou-se no fotojornalismo português,
acompanhando, ao longo de mais de três décadas, alguns dos principais acontecimentos da vida nacional. O seu espólio constitui um importante testemunho das transformações políticas, sociais e culturais vividas em Portugal na segunda metade do século XX.
A primeira sessão realiza-se sexta-feira, 9 de outubro, às 17h30, no Espaço Memória da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Médio Ave, em Vila Nova de Famalicão, e será apresentada por Carlos de Sousa, antigo jornalista e presidente da Direção da Casa da Memória Viva.
No dia seguinte, sábado, 10 de outubro, às 16h00, a obra será apresentada na Livraria Cooperativa UNICEPE, no Porto, numa sessão que contará com a apresentação do jornalista Carlos Magno.
Publicada numa edição bilingue, em português e inglês, com tradução de Paulo Teixeira e prefácio de João Soares, antigo presidente da Câmara Municipal de Lisboa e ex-ministro da Cultura, a obra reúne mais de duas centenas de fotografias, entre imagens emblemáticas, registos menos divulgados e fotografias inéditas.
Com o apoio institucional da Fundação Mário Soares e Maria Barroso, o livro revisita, através da fotografia, alguns dos momentos mais marcantes da história portuguesa das últimas décadas do século XX, desde a Guerra Colonial ao 25 de Abril de 1974,
passando pelo processo revolucionário, pela chegada dos chamados “retornados” e pela construção e consolidação da democracia.
O espólio de Marques Valentim permite igualmente acompanhar as profundas transformações sociais vividas pelo país ao longo das décadas de 1970 e 1980. Ao lado de protagonistas da vida política nacional, surgem trabalhadores, famílias, comunidades e cenas do quotidiano de um Portugal em mudança, incluindo registos relacionados com a emigração, uma realidade que marcou profundamente a sociedade e reforçou os laços entre Portugal e as suas comunidades espalhadas pelo mundo.
Entre as fotografias reunidas na obra encontram-se também imagens captadas por Marques Valentim em Moçambique, onde cumpriu o serviço militar entre 1972 e 1974,
como furriel miliciano de fotocine. Esses registos documentam a realidade da Guerra Colonial e as vivências das populações locais, constituindo um importante testemunho visual de um período determinante da história contemporânea portuguesa.
Num momento em que Portugal vive há mais tempo em liberdade e democracia do que viveu sob a ditadura, Portugal: da Ditadura à Democracia propõe uma reflexão sobre o passado recente do país e sobre o percurso histórico que conduziu ao fim do Estado Novo e à construção e consolidação do regime democrático.
Para Daniel Bastos, autor de várias obras dedicadas à memória da ditadura, à democracia e à emigração portuguesa, o livro pretende contribuir para “preservar e divulgar uma memória visual fundamental da história contemporânea portuguesa, aproximando-a também das novas gerações”. Marques Valentim, nascido em 1949, destacou-se no fotojornalismo português,
acompanhando, ao longo de mais de três décadas, alguns dos principais acontecimentos da vida nacional. O seu espólio constitui um importante testemunho das transformações políticas, sociais e culturais vividas em Portugal na segunda metade do século XX.
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