ESPOSENDE: "TRAJ'A NORTE" FOI UM AUTÊNTICO CONGRESSO DA CULTURA POPULAR DA REGIÃO D'ENTRE-O-DOURO E MINHO - FOTOS DE LUÍS EIRAS
O “Traj’a Norte – Desfile da Indumentária do Povo do Douro ao Minho” que se realizou em Esposende, reunindo o traje e as tradições da região da vetusta comarca de Entre.o-Douro e Minho - um espaço histórico e geo-etnográfico que não reconhece divisões artificiais neste domínio - constituiu um autêntico congresso da cultura popular e um magnífico espetáculo.
No no Largo Rodrigues Sampaio, o desfile apresentou seis grandes quadros, nomeadamente “O Mar”, “O Trabalho”, “A Feira”, “O Casamento”, “Trajes de Festa e Domingueiros” e “A Romaria”, mostrando as diferentes formas de vestir e compreender a relação entre a indumentária e os contextos sociais, económicos, culturais e religiosos em que os trajes eram utilizados. A descrição, sempre alternada pela representação, a música, o canto e uma excelente iluminação e grande qualidade de som.
O espetáculo, a todos os títulos grandioso, merecedor do nosso aplauso o município de Esposende, os participantes e todos quantos estiveram envolvidos na sua organização
No no Largo Rodrigues Sampaio, o desfile apresentou seis grandes quadros, nomeadamente “O Mar”, “O Trabalho”, “A Feira”, “O Casamento”, “Trajes de Festa e Domingueiros” e “A Romaria”, mostrando as diferentes formas de vestir e compreender a relação entre a indumentária e os contextos sociais, económicos, culturais e religiosos em que os trajes eram utilizados. A descrição, sempre alternada pela representação, a música, o canto e uma excelente iluminação e grande qualidade de som.
O espetáculo, a todos os títulos grandioso, merecedor do nosso aplauso o município de Esposende, os participantes e todos quantos estiveram envolvidos na sua organização
Por traje tradicional designamos a indumentária do povo a um tempo antes da padronização dos costumes gerados pelo surgimento da indústria. As gentes produziam a sua própria roupa de acordo com o gosto e a utilidade, a partir de tecidos que produziam ou adquiriam aos comerciantes nas feiras quando se tratava de produtos importados como sucedia com a chita e a cachemira.
No meio rural, não era invulgar em casa do lavrador existir um tear. Os assentos de baptismo, anteriores ao registo civil, identificavam com frequência a profissão de tecedeira. Também não eram raras as exímias bordadeiras da nossa região.
Vestiam linho, lã ou sorrobeco, usavam a cambraia, calçavam tamancos de pau e, quando subiam ao monte com o gado nos dias invernais, envergavam a coroça de junco.
Os trajes de festa das mulheres inspiravam-se frequentemente nos motivos barrocos e outros elementos decorativos como o escudo real que lhes era dado a contemplar enquanto a missa era celebrada em latim.
Com efeito, o traje tradicional constitui um valioso património da cultura de um povo, concorrendo para a sua identidade e coesão social. A sua preservação é fundamental para a preservação da nossa memória coletiva.
No meio rural, não era invulgar em casa do lavrador existir um tear. Os assentos de baptismo, anteriores ao registo civil, identificavam com frequência a profissão de tecedeira. Também não eram raras as exímias bordadeiras da nossa região.
Vestiam linho, lã ou sorrobeco, usavam a cambraia, calçavam tamancos de pau e, quando subiam ao monte com o gado nos dias invernais, envergavam a coroça de junco.
Os trajes de festa das mulheres inspiravam-se frequentemente nos motivos barrocos e outros elementos decorativos como o escudo real que lhes era dado a contemplar enquanto a missa era celebrada em latim.
Com efeito, o traje tradicional constitui um valioso património da cultura de um povo, concorrendo para a sua identidade e coesão social. A sua preservação é fundamental para a preservação da nossa memória coletiva.
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