ARCOS DE VALDEVEZ: NEM SÓ PARA GUARDAR O MILHO SERVIAM OUTRORA OS ESPIGUEIROS DO SOAJO
Reza a tradição segundo a qual, em tempos que já lá vão, havia lá para as bandas do Soajo um velho costume que consistia na utilização do espigueiro por parte dos noivos antes do casamento para melhor se conhecerem.
A função primordial do espigueiro sempre foi agrícola com vista a secar, ventilar e proteger o milho da humidade e dos roedores. Junto, a eira constituía um espaço comunitário e de convívio, o local apropriado onde se realizavam as desfolhadas e as malhadas e proporcionavam os namoricos.
Porém, os espigueiros - não confundir com canastros - também serviam para os noivos se encontrarem antes da boda. Aí passavam o tempo e frequentemente pernoitavam, cumprindo antigos rituais de acasalamento, testando a compatibilidade entre si. E, a sua aceitação por parte da comunidade. Era assim o Minho rural de antanho.
Porém, os espigueiros - não confundir com canastros - também serviam para os noivos se encontrarem antes da boda. Aí passavam o tempo e frequentemente pernoitavam, cumprindo antigos rituais de acasalamento, testando a compatibilidade entre si. E, a sua aceitação por parte da comunidade. Era assim o Minho rural de antanho.
Foto: Wikipédia
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