BRAGA NUNCA VIU PARTIR TANTOS PEREGRINOS PARA SANTIAGO
O número de peregrinos que partiu este ano de Braga para Santiago já é o mais elevado desde que há estatísticas divulgadas pelo Serviço de Peregrinos da Catedral de Santiago de Compostela, em grande parte devido ao Caminho da Geira e dos Arrieiros.
Apesar de ainda faltarem dois meses para terminar o ano, no sábado, dia 24, foi atribuída a Compostela 1.259 a um peregrino que partiu da Sé de Braga, mais uma do que as registadas em todo o ano de 2022, que detinha o número mais elevado até agora.
Segundo os dados do Serviço de Peregrinos da Catedral de Santiago de Compostela, seis em cada dez Compostelas (770), os certificados que comprovam o caminho feito, foram entregues a pessoas que escolheram o Caminho da Geira e dos Arrieiros, um percurso que cresceu 35,8% face a todo o ano passado e é o principal responsável pelo recorde.
O Caminho da Geira e dos Arrieiros soma mais 203 peregrinos face ao total de 2025, enquanto o Caminho Central Português, na variante por Braga, perdeu 101 (menos 18,4%). Este saldo explica grande parte do aumento de 10,4% em relação aos 1.140 peregrinos de todo o ano passado.
A maior parte (61,2%) das partidas de Braga destina-se ao Caminho da Geira e dos Arrieiros, contra 35,7% do Caminho Central Português, na variante por Braga, uma diferença de 25,5 pontos percentuais.
O caminho Miñoto Ribeiro e “outros itinerários” repartem a restante percentagem.
Os portugueses são a esmagadora maioria, com 889 peregrinos (70,6%). Seguem-se os espanhóis (10,8%) e os eslovacos, que passaram de cinco para 46 nos últimos dois anos, uma subida de 820%.
Completam os primeiros lugares os peregrinos de Itália (30), do Brasil (24), da Polónia (17) e da Alemanha (15).
A lista inclui este ano mais de 40 nacionalidades de seis continentes. Entre as mais improváveis e distantes estão dois neozelandeses e peregrinos da Austrália, do Japão, da Coreia, do Irão e do Afeganistão. Há ainda três sul-africanos, quatro cabo-verdianos, quatro colombianos e peregrinos do México, da Venezuela, da Argentina e da Ucrânia.
O Caminho da Geira e dos Arrieiros tem 239 quilómetros e começa na Sé de Braga. Atravessa os municípios de Amares, Terras de Bouro e Melgaço e entra na Galiza pela Portela do Homem. É um dos poucos traçados que ligam diretamente à Catedral de Santiago de Compostela.
O itinerário foi apresentado em 2017, em Ribadavia (Galiza) e em Braga, e reconhecido pela Igreja em 2019. Foi depois referido em publicações da associação de municípios transfronteiriços Eixo Atlântico (2020) e do Turismo do Porto e Norte de Portugal (2021). Está agora incluído na lista de caminhos culturais que o Governo da Galiza prevê homologar este ano.
Segundo as associações que promovem o percurso, já o fizeram 9.136 peregrinos (1.351 só no ano passado), dos quais 4.049 receberam a Compostela, oriundos de meia centena de países.
Uma das características que mais o distingue é o património. Inclui a Geira, a via do género mais bem conservada do antigo Império Romano do Ocidente, e a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés, dois valores únicos que ajudam a explicar o interesse crescente de quem escolhe sair de Braga.
Segundo os dados do Serviço de Peregrinos da Catedral de Santiago de Compostela, seis em cada dez Compostelas (770), os certificados que comprovam o caminho feito, foram entregues a pessoas que escolheram o Caminho da Geira e dos Arrieiros, um percurso que cresceu 35,8% face a todo o ano passado e é o principal responsável pelo recorde.
O Caminho da Geira e dos Arrieiros soma mais 203 peregrinos face ao total de 2025, enquanto o Caminho Central Português, na variante por Braga, perdeu 101 (menos 18,4%). Este saldo explica grande parte do aumento de 10,4% em relação aos 1.140 peregrinos de todo o ano passado.
A maior parte (61,2%) das partidas de Braga destina-se ao Caminho da Geira e dos Arrieiros, contra 35,7% do Caminho Central Português, na variante por Braga, uma diferença de 25,5 pontos percentuais.
O caminho Miñoto Ribeiro e “outros itinerários” repartem a restante percentagem.
Os portugueses são a esmagadora maioria, com 889 peregrinos (70,6%). Seguem-se os espanhóis (10,8%) e os eslovacos, que passaram de cinco para 46 nos últimos dois anos, uma subida de 820%.
Completam os primeiros lugares os peregrinos de Itália (30), do Brasil (24), da Polónia (17) e da Alemanha (15).
A lista inclui este ano mais de 40 nacionalidades de seis continentes. Entre as mais improváveis e distantes estão dois neozelandeses e peregrinos da Austrália, do Japão, da Coreia, do Irão e do Afeganistão. Há ainda três sul-africanos, quatro cabo-verdianos, quatro colombianos e peregrinos do México, da Venezuela, da Argentina e da Ucrânia.
O Caminho da Geira e dos Arrieiros tem 239 quilómetros e começa na Sé de Braga. Atravessa os municípios de Amares, Terras de Bouro e Melgaço e entra na Galiza pela Portela do Homem. É um dos poucos traçados que ligam diretamente à Catedral de Santiago de Compostela.
O itinerário foi apresentado em 2017, em Ribadavia (Galiza) e em Braga, e reconhecido pela Igreja em 2019. Foi depois referido em publicações da associação de municípios transfronteiriços Eixo Atlântico (2020) e do Turismo do Porto e Norte de Portugal (2021). Está agora incluído na lista de caminhos culturais que o Governo da Galiza prevê homologar este ano.
Segundo as associações que promovem o percurso, já o fizeram 9.136 peregrinos (1.351 só no ano passado), dos quais 4.049 receberam a Compostela, oriundos de meia centena de países.
Uma das características que mais o distingue é o património. Inclui a Geira, a via do género mais bem conservada do antigo Império Romano do Ocidente, e a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés, dois valores únicos que ajudam a explicar o interesse crescente de quem escolhe sair de Braga.
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